Seguidores

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Quanto maior, melhor


Karen e eu éramos os orgulhosos “Pais do Dia” no jardim de infância do nosso filho Michael. No papel de nosso guia, ele nos levou às salas e nos apresentou a todos os colegas. Participamos da colagem, da costura e passamos a maior parte da manhã na caixa de areia. Foi uma verdadeira bagunça!

– Façam uma rodinha – disse a professora. – É hora da história.

Para não parecermos deslocados, Karen e eu entramos na rodinha junto com nossos novos coleguinhas. Quando acabou a história, chamada Grande, a professora perguntou à entusiástica turma:

– O que faz você se sentir grande?

– Um besouro! – berrou um jovem estudante.

– Uma formiga! – berrou outro.

- Um mosquito! – berrou um terceiro.

Tentando manter um pouco de ordem, a professora pediu que as crianças levantassem a mão para falar. Apontando para uma menininha, ela perguntou:

– O que faz você se sentir grande?

– Mamãe – foi a resposta.

– Como é que a mamãe faz você se sentir grande? – instigou a professora.

– É assim – disse a menina. – Ela me abraça e fala eu te amo, Jessica.

(Barry Spilchuk)

SANTA PAULINA


Amábile Lúcia Visintainer nasceu em Vígolo Vattaro (Trento, 
Itália), em 16 de dezembro de 1865. Devido à grande crise 
econômica do Sul-Tirol, em 1875 veio com a família para o 
Brasil. No Estado de Santa Catarina, no atual município de 
Nova Trento, deram início à localidade de Vígolo,  onde entre 
os 14 e 15 anos Amábile com sua amiga Virgínia Rosa Nicolodi 
começou a cuidar dos doentes, do catecismo e da limpeza da 
capela de São Jorge. Em 1890, junto com a amiga Virgínia, 
Amábile acolheu e cuidou de uma doente de câncer, dando 
início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. 
Na profissão religiosa, Amábile assumiu o nome de Paulina do 
Coração Agonizante de Jesus. Guiou com simplicidade e 
sabedoria a Congregação, fundando escolas, hospitais, 
educandários e asilos. Em 1903, deixou Nova Trento para 
cuidar dos ex-escravos e seus descendentes órfãos em São 
Paulo, capital. Demonstrou obediência e humildade heróicas, 
em 1909, quando foi destituída do cargo de Superiora Geral e 
enviada a trabalhar com os doentes e idosos em Bragança 
Paulista, sem poder nunca mais ocupar cargo algum na sua 
Congregação. Viveu, portanto, 33 anos no escondimento como 
simples  religiosa até sua morte, no dia 9 de julho de 1942.


Oração
Ó Santa Paulina, que puseste toda a confiança no Pai e em Jesus e que,
inspirada por Maria, decidiste ajudar o povo sofrido, nós te confiamos a Igreja que tanto amas, nossas vidas, nossas famílias, a Vida Consagrada e todo o povo de Deus.
(pede-se a graça desejada) 
Santa Paulina, intercede por nós, junto a Jesus, a fim de que tenhamos a 
coragem de lutar sempre, na conquista de um mundo mais humano, justo e 
fraterno. Amém.
Pai-Nosso – Ave Maria – Glória

sábado, 7 de julho de 2012

TRABALHANDO UM TEXTO BÍBLICO


Escolher um texto bíblico.


- Leitura do texto em grupo;


- Alguém conta com suas próprias palavras o texto;


- Dar um título ao texto;


- Destacar as atitudes mais importantes do personagem;


- Um participante assume o papel do personagem e o grupo faz uma entrevista, a partir do texto;


- Todos os personagens são apresentados por ordem e cada grupo cria e escreve uma frase para caracterizá-lo.


Usar um pequeno texto que fala o que é a Bíblia.


- Cada participante dirá ou escreverá: - O que conheço da Bíblia?


- Em grupo, juntam as idéias de cada um, escrevem um pequeno texto e lêem ao grande grupo.


- Todos recebem um texto elaborado, como o abaixo, e, após a leitura, fazem um complemento ao que foi feito em grupo.


A Bíblia é livro inspirado por Deus. É fruto da inspiração de Deus e do esforço humano. Nasceu da vontade do povo de ser fiel ao Deus Javé, Deus único e libertador (Dt 6, 20-25).


Ela é uma espécie de biblioteca, contém 73 livros diferentes.


Dividida em Antiga Aliança e Nova Aliança, a Bíblia é uma história de libertação que inspira até hoje a luta do povo para se livrar das estruturas de morte.


A Bíblia e a Vida caminham juntas. Ela ajuda a iluminar os fatos, os acontecimentos e nos faz entender melhor os sinais de Deus em nossa vida, que nos cria e nos liberta continuamente.


A Bíblia, podemos dizer, surgiu da terra e da vida do povo. Primeiro foi vivida, depois foi contada, de geração em geração. Só mais tarde foi escrita, num longo mutirão que durou muito tempo e com a contribuição de muita gente. 


Apresentar o texto elaborado com as dinâmicas abaixo.


a) Leitura do texto.
b) Desenhar o texto em forma de quadrinhos (1.º grupo).
c) Ilustrar o texto com gravuras (2.º grupo).
d) Criar uma oração sobre a Bíblia, inspirando-se no texto (3.º grupo).
e) Entrevistar a Bíblia como se fosse uma personagem (4.º grupo).
f) Criar um canto utilizando as palavras principais do texto (5.º grupo).
g) Escrever uma mensagem inspirada no texto em cartões e distribuí-los a cada participante (6.º grupo).
h) Preparar um grupo para falar num programa de rádio, sobre o tema Bíblia (7.º grupo)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A PAZ



A paz no mundo começa dentro de mim,
quando eu me aceito, de corpo e alma,
e reconheço meus defeitos, com paciência e calma,
e em vez de me fragmentar em mil pedaços
eu me coloco inteiro no que penso, sinto e faço
passageiro no tempo e no espaço,
sem nada para levar que possa me prender
sem medo de errar e com muita vontade de aprender

A paz no mundo começa entre nós,
quando eu aceito o teu modo de ser sem me opor ou resistir
e reconheço tuas virtudes sem te invejar ou me retrair,
e faço das nossas diferenças a base da nossa convivência
e em lugar de te dividir em mil personagens
consigo ver-te inteiro, nu, real, sem nenhuma maquiagem,
companheiros da mesma viagem
no processo de aprendizagem do que é ser gente

A paz no mundo começa
quando as palavras se calam e os gestos se multiplicam
quando se reprime a vergonha e se expressa a ternura
quando se repudia a doença e se enaltece a cura
quando se combate a normalidade que virou loucura
e se estimula o delírio de melhorar a humanidade,
de construir uma outra sociedade,
com base numa outra relação,
em que amar é a regra, e não mais a exceção.

Geraldo Eustáquio de Souza

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Quando a missa se torna uma obrigação...



Religião é uma forma de religar. Religa partes, une pontas e diminui distâncias. O sacramento está sempre unido a um símbolo justamente por isso, pois ele é uma forma de concretizar a natureza da religião. Ele é a parte humana que se estende em direção a Deus com o intuito de tocá-lo e experimentá-lo. O símbolo é uma forma de prazer e o sacramento também, pois nele o sacrifício está redimensionado, já tem cores de ressurreição.
A pergunta
O menino chegou e perguntou-me: "Padre, eu sou obrigado ir à missa?". Olhei seus olhos e percebi uma honestidade na questão formulada. Junto da honestidade, havia uma ansiedade que lhe impedia o sorriso. No rosto, não havia alegria. Estava tomado de uma certeza de que a liturgia católica, para ele, estava longe de ser um acontecimento que lhe extraia gratuidade. Era uma obrigação a ser cumprida.
Sua voz parecia me pedir socorro, feito escravo com sua carta de alforria em mãos, a me pedir assinatura.
Naquele momento, fiquei sem palavras. Senti o coração apertado no peito e o desejo de nada responder. Reportei-me à Escritura Sagrada e senti-me como o próprio Abraão, diante do questionamento de Isaac: "Pai, onde está a vítima do sacrifício?" (Gn 22, 7). Pergunta que não tem resposta. Pergunta cheia de ansiedade, de silêncio, de motivos, honesta e plena de razões.
Olhei-o com muita firmeza e resolvi desafiá-lo: "É obrigado visitar alguém a quem se ama?". Ele disse: "Não, não é não, padre". Seguiu-se o silêncio. Calou-se ele, e eu também.
A pergunta que não cala
Algumas horas depois, retomei sua pergunta e fiquei pensando nela. Coloquei-me a pensar na religião que se apresenta ao coração humano como obrigação a se cumprir, feito mochila pesada que se leva nas costas.
Fico pensando no quanto a obrigação pode se opor ao prazer. E o quanto é contraditório fazer a religião ser o local da obrigação. Na expressão: "Deus é amor" (1Jo 4, 8), definição que João nos apresenta em sua carta, está a declaração da gratuidade de Deus.
Deus é o próprio ato de amar. Ele é o amor acontecendo, e a liturgia é a atualização dessa verdade na vida das pessoas. Ir à missa é tomar posse da parte que nos cabe.
Tudo o que ali se celebra e se realiza tem o único objetivo de nos lembrar que há um Deus que se importa conosco, que nos ama e quer nos ver mais de perto. O sacramento nos aproxima de Deus.
Tudo bem, essa é a Teologia, mas e a vida, corresponde à verdade teológica?
Nem sempre. Nosso rito, por vezes, cansa mais do que descansa. É lamentável que a declaração de amor de Deus por nós tenha se tornado uma obrigação.
Sou obrigado a ouvir alguém dizer que me ama?
Se muita gente pensa assim, é porque não temos conseguido "amorizar" a celebração. Racionalizamos o recado de Deus e o reduzimos a uma informação fria e calculada. Dizemos: "Deus nos ama!", da mesma forma como informamos: "A cantina estará funcionando depois da missa!".
A resposta que responde perguntando
Pudera eu ter uma solução! Ou quem sabe uma resposta que aliviasse os corações que se sentem obrigados a conhecer o amor de Deus, como o coração daquele menino.
Talvez, o teu coração também já tenha experimentado essa angústia e essa ansiedade. Gostaria de saber restituir o sabor lúdico das celebrações católicas. Torná-las acontecimentos reveladores, palavras para não serem esquecidas e imagens que despertassem o coração humano para o desejo de descansar ali todas as questões existenciais que o perturbam.
O problema não está no conteúdo do que celebramos, mas, sim, na forma.
A natureza simbólica da vida é o lugar do encanto. Por isso, a celebração é cheia de símbolos. Mas o símbolo, se explicado, deixa de ser símbolo, perde a graça e deixa de comunicar. Talvez seja isso o que tem acontecido conosco. Na ansiedade de sermos eficientes, tornamos a celebração um local de comunicar recados. Falamos, falamos, de maneira ansiosa, cansada e repetitiva. Temos que falar algo, pois também o padre tem a sua obrigação!
E assim vamos celebrando, obrigando o coração e os sentidos a uma espécie de ritual que nos alivia a consciência, mas não nos alivia a existência.
A missa é muito mais do que uma obrigação: é um encontro. Encontro de partes que se amam e se complementam. É só abrir os olhos e perceber!
Creio que possa ser diferente.


Padre Fábio de Melo

quarta-feira, 4 de julho de 2012

II CURSO DE FÉRIAS SANTA- PARTICIPE!


TEM CURSO DE FÉRIAS PINTANDO NO PEDAÇO, FICOU CURIOSO?
 É SÓ

Bíblia a voz, o rosto e a casa da Palavra


1. A VOZ DA PALAVRA: a revelação. É voz divina, que “ressoa nas origens da criação, quebrando o silêncio do nada e dando origem às maravilhas do universo”! É voz que desce nas páginas das Sagradas Escrituras, que nós lemos na Igreja, sob a guia do Espírito Santo.


2. O ROSTO DA PALAVRA: Jesus Cristo. Está no Evangelho: O verbo (Palavra) se fez carne (Jo 1, 14).  E aqui então aparece o Rosto. É Jesus Cristo, Filho do Deus eterno e infinito e ao mesmo tempo um homem mortal, ligado a uma época histórica, a um povo e a uma terra. É Ele quem nos revela o “sentido pleno” e unitário das Sagradas Escrituras, pelas quais o cristianismo é uma religião que tem no centro uma pessoa, Jesus Cristo, revelador do Pai.


3. A CASA DA PALAVRA: a Igreja. Segundo Atos (2, 42), a Igreja proclama o ensinamento dos apóstolos, lendo e anunciando a Bíblia, inclusive na homilia e na Catequese. A Igreja celebra a “fração do pão”, a Eucaristia, que é fonte e cume da vida e da missão da Igreja. Temos ainda a Liturgia das Horas, a leitura orante da Sagrada Escritura, que pela meditação, oração e contemplação conduz ao encontro com Cristo, Palavra do Deus vivo.


Na Igreja temos a “comunhão fraterna”. Não basta ouvir a Palavra de Deus. Na Casa da Palavra temos os irmãos e irmãs de outras Igrejas e comunidades cristãs, que, embora ainda separadas, vivem uma unidade real através da veneração e do amor pela palavra de Deus.


4. OS CAMINHOS DA PALAVRA: a missão. A Palavra de Deus deve percorrer os caminhos do mundo, que hoje são também os da comunicação, informática, televisiva e virtual. A Bíblia deve entrar nas famílias para que pais e filhos a leiam, com ela rezem para que ela seja para eles uma lâmpada para seus passos no caminho da existência.


A Bíblia nos apresenta também o sopro de dor que se eleva da terra, vai ao encontro do grito dos oprimidos e do lamento dos infelizes. Traz no vértice a cruz, onde Cristo, sozinho e abandonado, vive a tragédia do sofrimento mais atroz e da morte. Mas pela presença do Filho de Deus, a escuridão do mal e da morte está iluminada pela luz pascal e pela esperança da glória.


Dom Aloísio Sinésio Bohn

terça-feira, 3 de julho de 2012

MISSA EXPLICADA COM CANTIGAS INFANTIS

1) JESUS PASSOU FAZENDO O BEM
(Melodia: Escravos de Jó)
Por todo lugar, / Jesus de Nazaré
Cura, ensina, / não deixa de amar,
perdoa os pecadores / e acolhe os que têm fé.
O povo unido, / em torno de Jesus,
ouve, aprende / a Palavra do Pai,
Mas eis que os poderosos / vão mandá-lo para a cruz!

2) A ÚLTIMA CEIA
(Melodia: Ciranda, Cirandinha)

Jesus no fim da vida / quis a ceia celebrar
e aos amigos reunidos, / um segredo revelar:
"Este pão é o meu corpo / que por vós entregarei;
este vinho é o meu sangue / que por vós derramarei"

Jesus quer que o seu gesto / seja sempre atualizado,
assim todos vão saber / que na cruz morreu pregado.
Ele disse: "fazei isto / em memória do que eu fiz,
quando o povo reunido, / em louvor a Deus bendiz"

O povo a celebrar / a santa ceia de Jesus,
é igual estar ao vivo / no Calvário aos pés da cruz.
A missa em nossos dias / realiza esta função:
Tornar viva e atual / de Jesus a redenção.

 3) REFEIÇÃO E COMUNHÃO
(Melodia: Marcha Soldado)

Todos vão alegres / a uma diversão;
No show de um artista / não falta animação!

Missa é festa, / é festa do Senhor;
A Ele vamos juntos / louvar com muito amor!

Cantos e preces, / louvor e aclamação;
Vibrante deve ser / nossa participação!

Missa é banquete, / é comunicação;
Se houver ofensa e brigas, / não reina a comunhão.
4) VIDA EM ABUNDÂNCIA PARA TODOS
(Melodia: Capelinha de Melão)
Quando a missa chega ao fim, / não acaba não
Anunciar a boa nova / é nossa missão.

Se houver miséria e fome, / dor e opressão,
Não se pode acomodar, / sem a solução.
Sairemos bem unidos / para enfrentar
Os perigos desse mundo, / e evangelizar.
Nossa meta é todo o povo / ao Senhor levar,
E levar o Cristo ao povo / para o libertar!