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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

ORAÇÃO do APÓSTOLO





Senhor, fazei que eu ande!
Libertai minhas pernas da preguiça, afastai do meu corpo a vontade de acomodar-me.
Desatai meu coração das amarras que o prendem às coisas sem importância.
Soltai meu espírito da desgraça do egoísmo e da indiferença.
Fazei com que eu me disponha a ir ao encontro da humanidade que ainda não achou o rumo da salvação.


Senhor, que eu não fique dormindo no meu barco ancorado num mar de tranqüilidade, que eu não fique vegetando nesta "doce vida" de cri stão convencido de possuir "o passaporte" para o reino dos céus, mas que eu sinta, como o apóstolo Paulo, o desejo de andar e a inquietação missionária: "Ai de mim se não evangelizar".


Senhor, que eu me dirija ao encontro daquele que sofre, porque ninguém ainda lhe estendeu a mão; ao encontro daquele que chora, porque ninguém ainda o amou; ao encontro daquele que caminha nas trevas, porque ninguém lhe mostrou o caminho da luz.


Senhor, que eu seja capaz de levar uma fatia de pão e um copo de água: o pão do calor humano e a água da vida.
Que em vez de maldizer, eu seja capaz de acenar para uma luz que conduz ao bem comum.
Que eu seja capaz de ser uma esperança amiga que desperte a fé e encaminhe as pessoas para o amor.


Senhor, que eu ande sempre, mas não me deixes partir sozinho e de mãos vazias.
Fazei com que eu leve comigo o suave peso da Vossa presença.
Dai-me, todos os dias, a vontade de ser alguém a serviço do Vosso amor.
Que assim seja!


Pe. Juca

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

DESCOBRINDO A VOCAÇÃO


Ambiente: Um local de encontro de catequese
Personagens: Um grupinho de crianças e uma catequista;


Preparação: Textos recortados em papel para serem distribuídos na assembléia (devem conter atitudes que correspondam aos ensinamentos de Jesus).


Música: Amar como Jesus Amou - Pe. Zezinho




Simone (catequista): Crianças, vocês sabem que há tempo para tudo. Tempo para festejar, tempo para rezar, tempo para reclamar, tempo... e mais tempo. Também há tempo para celebrar. Sim, para celebrar e relembrar. Neste mês de agosto, queremos, além de celebrar o mês vocacional, relembrar o que significa, para cada um de nós, a vocação.


Paula: Dona Simone, eu sei o que significa vocação.


Simone: Então diga, Paula.


Paula: Vocação é um grande chamado que Deus faz a cada um de nós, seus filhos e filhas. Por isso, somos tão importantes, pois Ele nos chama à santidade.


Pedrinho: Então quer dizer que um dia eu serei lembrado na ladainha de todos os santos? Já pensou: (cantando) São Pedrinho... e todo mundo: Rogai por nós! Essa é boa Paula! E, além do mais, como você sabe disso?!


Simone: Calma, Pedrinho. A Paula, por aquilo que a conheço, certamente tem uma boa resposta pra você.


Paula: E tenho mesmo, catequista. Mas, devo dizer para a senhora que o Pedrinho também estava comigo quando fomos àquele encontro da Pastoral Vocacional. Lá eles deixaram bem claro o que significa este chamado de Deus à Santidade.


Pedrinho: Tudo bem. Eu confesso que mal cheguei no encontro e já comecei a tirar o sono atrasado. Mas então, diga pra nós que negócio é este de virar santo.


Paula: É simples, Pedrinho. Veja só. Todos somos chamados para a santidade, não para sermos lembrados na ladainha dos santos ou para termos a nossa imagem colocada no “andor” da Igreja depois que morrermos. Ser Santo significa... é...


Pedrinho: Viu! Não sabe, não sabe... vai ter que aprender...


Simone: Pedro!? Assim você não deixa ela terminar. Você é muito inteligente e deveria ajudá-la.


Pedrinho: Espera aí, catequista. Quem ficou acordada no encontro foi ela e não eu...


Paula: Eu sei, dona Simone. Só não consigo traduzir em palavras, mas é muito fácil na prática... já sei, vamos fazer uma pequena encenação e aí eu mostrarei para o Pedrinho como é fácil ser santo. Vamos lá. Você, Pedrinho, fica lá do outro lado da sala e vai fingir que é Deus.


Pedrinho: Puxa, de futuro santo passei para Deus!!!


Simone: Colabore, Pedrinho!!!


Paula: Continuando, o Pedrinho vai ser Deus e a Luíza vai representar todas as pessoas, ficando lá no outro lado. Cada vez que alguém disser alguma coisa boa, que ajude a gente a crescer e que faça Deus se alegrar, a Luíza vai dar um passo em direção ao Pedrinho. Vamos lá!?


(As pessoas que estão assistindo começam a ler os textos que lhes foram entregues anteriormente)


Assembléia 1: Amar os inimigos! (Luíza dá um passo)


Assembléia 2: Ajudar os drogados a deixarem o vício!


Assembléia 3: Dizer a verdade mesmo que custe e não me traga benefícios!


(Assim por diante até que Luíza abrace o Pedrinho)


Paula: Viram só. Isso é que é ser santo. E é esse o grande chamado que Deus nos faz desde que viemos à vida. Pois saímos de Deus e para Ele voltaremos.


Luíza: Paula, eu fiquei com uma dúvida. O Pe. Nilso disse na Missa que existem quatro vocações: a sacerdotal, a leiga, a religiosa e a missionária. O que ele disse então está errado?


Paula: Agora nem eu sei!


Pedrinho: Ah! Agora sim... não sabe... não sabe.. vai ter...


Simone: Pedro! Sabia que quando fazemos isso, ao invés de darmos um passo a frente em direção a Deus, damos dois pra trás! (todos riem)


É brincadeira! Não chega a tanto. Mas respondendo à pergunta da Luíza, podemos ver que é mais fácil ainda de se entender. Vamos pegar o exemplo da Paula. Imaginemos que mais três crianças fiquem lado a lado com a Luíza. Todas as quatro irão caminhar em direção a “Deus” à medida que tomam atitudes que agradem a Deus. Cada uma delas representa uma vocação específica. Todas buscam a santidade, só que de uma maneira diferente. Mas todas chegarão ao seu objetivo. Resumindo...


Pedrinho: (Bem alto com ar de entendido) Resumindo, a Vocação é um grande chamado de Deus à santidade, mas esta pode ser assumida dentro de uma das vocações específicas. Eu conheço a vocação Leiga, como a de meu pai, de minha mãe, da nossa catequista... A vocação religiosa é a vocação do Frei Paulo, da Irmã Maria... A terceira é a Vocação Sacerdotal, a do nosso Pe.... (nome do pároco).


Paula: Desculpe, meu amigo, mas você esqueceu o quarto chamado, por sinal muito importante.


Pedrinho: Lá vem ela para me contrariar! Diga então qual é, sua sabidinha!


Paula: É a Vocação Missionária. Você, Pedrinho, não sabe que há pessoas chamadas para pregarem a Boa Nova de Jesus em outros lugares?


Pedrinho: Sabia, mas acho que todas as pessoas que receberam o batismo são chamadas a serem missionárias!




Simone: Certo, Pedrinho, mas a Paula não deixa de ter razão.


Ela queria dizer que Deus chama pessoas para irem mais longe, fora de seu país para anunciarem a Boa Nova de Jesus. Basta lembrar que há mais de quatro bilhões de pessoas que ainda não conhecem Jesus e nem o nosso bom Pai do céu.


Ah, minhas crianças, como gostaria que alguém de vocês se tornasse missionário!


(Todos batem palmas)


Simone: Muito bem, Paula! Mas quem poderia acreditar que um dorminhoco como o Pedrinho saberia tanto, hein! (risos)


Etori Caldeira Amorim


(FONTE)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

HOMENAGEM PARA O DIA DO PADRE


Hoje é um dia muito especial! Dia de rezarmos especialmente por alguém que se faz presente em nossas vidas, que sempre tem uma palavra amiga, uma mensagem de encorajamento, um abraço afetivo, olhar afetuoso e mãos estendidas para nos oferecer;
Um amigo singular, designado por Deus para nos conduzir pelo caminho mais correto e mais seguro;
Um pai amoroso que nos aconselha e orienta nos momentos mais difíceis;
Um médico dedicado que nos ajuda a curar nossas feridas e nos receita o melhor remédio para aliviar nossas dores;


Um irmão amável, pronto a nos erguer de nossas quedas;
Um mestre atento que nos puxa as orelhas quando não obedecemos aos mandamentos do Pai;
Um companheiro solidário sempre atento que nos ouve, orienta e, em nome de Deus, até nos perdoa.
Padre, obrigado por permitir-se ser instrumento de paz, amor, caridade e fé!
Em nossas preces, pedimos para que Deus o mantenha sempre abastecido de coragem e perseverança para ser sempre, em nossas vidas, fonte de luz e vida!






Parabéns pelo seu dia!












terça-feira, 31 de julho de 2012

AGOSTO, MÊS DAS VOCAÇÕES


Para alguns, agosto é um mês de que se cuidar, pois ele seria nefasto... Mas para os participantes assíduos da comunidade católica, agosto, além de ser um mês abençoado como todos os demais, é desde 1981 o mês vocacional. 


Por que tamanha importância dada ao tema vocação? Porque a vocação é o início de tudo. Quando ouvimos ou usamos a palavra vocação, logo a entendemos num sentido bastante vago e geral, como sendo uma inclinação, um talento, uma qualidade que determina uma pessoa para uma determinada profissão, por exemplo, vocação de pedreiro, de mãe, de médico. 


E nessa compreensão também a vocação de sacerdote, de esposos, de leigos cristãos. Essa compreensão, porém, não ajuda muito no bom entendimento do que seja vocação quando nós, na Igreja, usamos essa palavra.


Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda direta-mente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo, (cf. Mc 2,14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, como afirma São Paulo na Carta aos Romanos: "Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus." (Rom 1, 1)


Vocação é chamado e resposta. É uma semente divina ligada a um sim humano. Nem a percepção do chamado, nem a resposta a ele são tão fáceis e tão "naturais". Exigem afinação ao divino e elaboração de si mesmo, sem as quais não há vocação verdadeira e real.


Essa escolha pessoal, de amor, é concretizada de uma forma bem objetiva no Sacramento do Batismo, que por isso se torna fundamento e fonte de todas as vocações. É neste chão fértil, carregado de húmus divino, regado pelo sangue de Jesus, que brotam as vocações específicas, aquelas que cabem diferentemente a cada um. Algumas delas são mais usuais e comuns, como a de casal cristão, de leigo cristão, de catequista, de animador da caridade na comunidade. 


Outras são definidas pela Igreja como vocações de "singular consagração a Deus", por serem menos usuais, mas igualmente exigentes e mais radicais no processo de seguimento de Jesus: são as vocações de sacerdote, de diácono, de religioso, de religiosa.


As vocações mais usuais são cultivadas em nossas comunidades eclesiais. As de "singular consagração a Deus" são cultivadas em comunidades eclesiais especiais, como nossos seminários.


O mês vocacional quer nos chamar à reflexão para a importância da nossa vocação, descobrindo nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. Reflexão que deve nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o Pai nos faz. Que a celebração do mês vocacional nos traga as bênçãos do Pai para vivermos a nossa vocação sacerdotal, diaconal, religiosa ou leiga. Todas elas são importantes e indispensáveis. Todas elas levam à perfeição da caridade, que é a essência da vocação universal à santidade.


E no domingo de agosto, quando refletimos sobre a vocação leiga, somos convidados a homenagear nossos catequistas, aquelas pessoas que, num testemunho de fé e generosidade, dedicam-se ao sublime ministério de transmitir as verdades divinas a nossas crianças, adolescentes e jovens.


(FONTE)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ENCERRAMENTO DO MÊS VOCACIONAL

ONTEM ENCERRAMOS O MÊS DAS VOCAÇÕES , LEMBRANDO , TODAS AS VOCAÇÕES COMEMORADAS EM CADA SEMANA DO MÊS DE AGOSTO. FIZEMOS A ENTRADA COM NOSSAS CRIANÇAS VESTIDAS Á CARÁTER, SIMBOLIZANDO CADA VOCAÇÃO: SACERDOTAL, FAMILIAR, RELIGIOSA E LEIGA.









sábado, 27 de agosto de 2011

HOMENAGEM DO JARDIM DA FÉ A TODOS OS CATEQUISTAS UNIDOS


Ser catequista

Ser catequista é anunciar ao mundo
a verdadeira vida e, na humildade
daquele que é apenas comunicador,
mensageiro, abrir o coração à escuta, detectando,
na confusão de todas as vozes,
o gemido da dor e o pulsar da vida.

Ser catequista é semear a esperança
com gestos e palavras
e levar a todas as pessoas
a mensagem salvadora do amor.

Catequista, apóstola(o), dedicação, partilha:
à medida que cresce, mais se doa.

A(o) catequista continua no mundo a missão de Maria,
fazendo o bem a todas as pessoas
e doando o maior de todos os dons:
ser filhas(os) de Deus.

PARABÉNS A TODAS(OS) CATEQUISTAS

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ORAÇÃO DO CATEQUISTA


Chamaste-me, Senhor, nesta etapa da história,

Para continuar a tarefa de anunciar o Reino que

Começou com o Teu filho Jesus.

Como os profetas, quero gritar:

Senhor, não sou mais uma criança que não sabe falar…

Como Maria, quero rezar:

Aqui estou.Faça-se segundo a Tua vontade.

Tu,  Senhor, conheces toda a minha vida:

As minhas dúvidas e fragilidades, os meus passos

Vacilantes e a minha confiança em Ti.

Não posso ter pretensões…

Apenas quero que a minha vida esteja a serviço do Evangelho,

para que Teu Nome seja conhecido e louvado por todos.

Senhor, põe calor nas minhas palavras, coerência em toda

A minha vida,  para queos meus gestos e palavras

Interroguem a quem procura, destruam os corações empredecidos,

Animeos passos de quem vacila, deêm vida à comunidade.

Mantém-me numa atitude de escuta e de diálogo Contigo,

Para que sejas  Tu a fonte primeirade minha sabedoria e

Experiência de Fé.

Amém.

SOU CATEQUISTA

 Quando Jesus se sentava entre os amigos e os discípulos e lhes falava de Deus...Quando se esquecia das horas passadas felizes debaixo da sombra das árvores para revelar a Boa Nova a todos, quando abria seu coração para ensinar a rezar, a cuidar da vida, a ser bom, a buscar a verdade e a justiça, a chamar Deus de Pai, Paizinho, Jesus era catequista.
Quando Maria, lá na sua casa de Nazaré, colocava Jesus menino em seus joelhos e lhe falava de Deus e lhe explicava a história do povo de Israel, quando juntos rezavam os salmos, quando ela abria seu coração e louvava ao Senhor, cantando como os anjos do céu, Maria era catequista.Quando Ana, mãe de Maria, chamava a filha junto de si e lhe falava das promessas de Deus, quando lhe lembrava as profecias que anunciavam o Messias, quando rezavam juntas para que o Salvador viesse logo, Ana era catequista.E a história vai longe no tempo passado e irá mais longe no tempo futuro, porque ser catequista é uma alegria muito grande, porque é transmitir a preciosíssima herança da fé, o bem mais importante que uma família pode legar a seus filhos, que uma comunidade pode dar a seus irmãos.

Porque ser catequista é aceitar um dom de pura doação e felicidade, visto que só é possível falar da abundância do coração. Porque ser catequista é assumir também o testemunho de vida, visto que a palavra ensinada precisa ter o eco dos gestos e dos sentimentos, e dos atos e do olhar.

Porque ser catequista é ser sempre discípulo e um pouco mestre, sempre disponível e missionário.Mas a maior alegria de ser catequista é viver se sentindo como que junto a Jesus, debaixo das árvores, ouvindo-o falar de Deus. Naquelas horas de encontro, de partilha e pura felicidade, parece que Maria nos toma em seu colo de Mãe e os anjos se aproximam para louvar ao Senhor.

Porque a catequese pode ser como que um pedacinho de Paraíso, espaço e tempo de busca e encontro de Deus.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

TEATRO PARA O DIA DO CATEQUISTA


(Entram Joca e Clarinha)
JOCA – Oi pessoal.
CLARINHA – Oi pessoal.
JOCA – Oi Clarinha.
CLARINHA – Oi Joca.
JOCA – Eu gosto das coisas que Jesus nos ensina, viu Clarinha?
CLARINHA – Eu também, Joca. E Jesus ensinou que o Reino de Deus é como uma porta. Muitos tentarão entrar pela porta.
JOCA – Mas poucos vão conseguir.
CLARINHA – Porque só vai entrar no Reino de Deus quem for bom de coração.
JOCA – Quem é bom aqui levante a mão! Mais alto! Levante a mão!
CLARINHA – Isso mesmo! Para entrar no Reino de Deus tem que ser bom, estar sempre no Caminho do Bem.
JOCA – E estar sempre no Caminho do Bem não é muito fácil, né Clarinha?
CLARINHA – Você tem razão. As vezes a gente está no Caminho do Bem, dá uma escorregada...
JOCA -... Um furo...
CLARINHA -... E zupt! Olhamos nós fora do Caminho do Bem aí!
JOCA – É não pode. Tem que ficar sempre atento!
CLARINHA – Sempre no Caminho do Bem.
JOCA – Se comportar com a mamãe e o papai...
CLARINHA -... obedecer os professores e procurar sempre obedecer o que Jesus nos ensinou.
JOCA – E Jesus nos ensinou tanta coisa bonita, né Clarinha?
CLARINHA – É sim, Joca. Jesus nos ensinou como entrar no Reino de Deus.
JOCA – Eu quero entrar no Reino de Deus. Mas como é que eu vou saber tudo que Jesus nos ensinou.
CLARINHA – Há muitas formas, Joca. Você precisa ler a Bíblia, prestar atenção no que os pais ensinam, prestar atenção no que o padre fala e não faltar nas aulas de catequese. Falar nisso, eu não te vi ontem na catequese.
JOCA – (sem jeito) É que... ontem eu... (fala baixinho) hum
CLARINHA – O que?
JOCA – (fala baixinho) hum, hum, hum.
CLARINHA – Não entendi nada, Joca.
JOCA – (meio baixo) Eu fiquei vendo televisão.
CLARINHA – Como é que é?
JOCA – (com vergonha) Eu fiquei vendo televisão.
CLARINHA – Ô Joca, viu? Faltar na aula de catequese não pode.
JOCA – Desculpe aí, dona (ou tia) _______ (diz o nome de uma das catequistas).
CLARINHA – Na catequese você aprende muita coisa sobre o Reino de Deus. Não pode faltar não.
JOCA – Puxa! Que mancada!
CLARINHA – As catequistas e os catequistas explicam os ensinamentos de Jesus, falam sobre Deus, falam sobre a Bíblia... As catequistas nos ensinam a andar no Caminho de Jesus.
JOCA – Que legal!
CLARINHA – Os catequistas são pessoas chamadas por Jesus para nos ensinar sobre a Palavra de Deus. É na catequese nós começamos a conhecer melhor Jesus. Os pais também podem ajudar muito na catequese de seus filhos.
JOCA – E eu sei uma coisa que você não sabe.
CLARINHA – O que?
JOCA – Hoje é dia do catequista!
CLARINHA – É mesmo!
JOCA – Então eu vou convidar todos os catequistas pra virem aqui na frente. (chamar pelo nome)
CLARINHA – Agora vamos todos cantar um parabéns pra você bem bonito para todos os catequistas da nossa igreja.

TESTE: VOCÊ É UM BOM CATEQUISTA?


Some 5 pontos para cada resposta "Sim", o "Não" igual a zero

1. Você reza diariamente pelas crianças/jovens de sua turma?
Sim Não

2. Você e fiel, sempre presente, quer chova, quer faca sol?
Sim Não

3. Você chega antes da hora de começar o Encontro ficando a disposição das crianças/jovens para conversar com elas (eles) ou ouvir seus problemas?
Sim Não

4. Você lê de antemão pelo menos um esboço do seu Encontro para saber o conteúdo do ensino de sua turma?
Sim Não

5. Você pode expressar numa frase o propósito do ensino de cada Encontro?
Sim Não

6. Você tem procurado guiar suas crianças/jovens a Cristo como o Salvador, Amigo e Senhor?
Sim Não

7. Suas crianças/jovens entendem que o Encontro vem da Bíblia e não apenas de uma revista?
Sim Não

8. Você usa um vocabulário que suas crianças/jovens entendem facilmente?
Sim Não

9. Você faz perguntas e encoraja as crianças/jovens a comentarem o assunto do Encontro?
Sim Não

10. Você começa o preparo do Encontro pelo menos 5 dias antes do dia do mesmo?
Sim Não

11. Se acontecer alguma coisa engraçada durante o Encontro, você ri com os demais, e depois, aproveita o acontecido para voltar ao assunto?
Sim Não

12. Você sabe controlar uma criança faladora, que conversa muito, sem que ela se ofenda?
Sim Não

13. Você conhece o passatempo predileto e os problemas de todas as suas crianças?
Sim Não

14. Você visita o lar de cada criança/jovem pelo menos uma vez por ano, e visita imediatamente o lar de qualquer uma que falte duas vezes seguida?
Sim Não

15. Em preparação para o Encontro, você localiza num mapa bíblico qualquer detalhe geográfico referente ao tema?
Sim Não

16. Você lê artigos e livros que tratam de educação crista, e assiste de vez em quando, cursos ou seminários sobre assuntos referentes ao ensino?
Sim Não

17. Você varia seu método de ensino, a fim de que os catequizandos permaneçam alerta, esperando o que vira em seguida?
Sim Não

18. Sua vida crista e pura e exemplar, no sentido de você não praticar atos que teria vergonha de contar as crianças?
Sim Não

19. Você analisa seu trabalho, depois de cada Encontro, notando a reação das crianças, erros que você tenha cometido, e os bons resultados que conseguiu?
Sim Não

20. Numa hora de desanimo, quando esta a ponto de querer desistir do trabalho, você vai logo a presença do Senhor, permitindo que Ele o encoraje e fortaleça?
Sim Não

- 80 a 100 pontos - Parabéns! Não ha melhor catequista do que você.
- 60 a 80 pontos - Você esta fazendo um bom trabalho
- 50 a 60 pontos - Ha necessidade de melhorar seu ensino
- abaixo de 50 - examine-se diante do Senhor: "Estou fazendo o melhor para Cristo?”

terça-feira, 23 de agosto de 2011

SER CATEQUISTA É...


Viver com inquietude a Santidade de Cristo Jesus
que ascende nossa caminhada em cada encontro,
vivenciando o amor pleno na
ação catequética e evangelizadora,
que nos torna mais próximo do Pai Celestial.

Ser catequista é...
Ser como Moisés,
que conduz seu povo em busca
da Terra prometida,
tirando da opressão,
libertando para um vida nova.

Ser catequista é...
É acreditar na boa nova,
e assim como Isaias,
anunciar um novo céu e uma nova Terra,
onde seremos um só povo
a anunciar e viver a liberdade.

Ser catequista é...
Ficar grávido do Verbo Divino,
assim como Maria, mãe catequética,
que na presença de Isabel, cheia do Espírito Santo,
canta glorificando o Pai
e anuncia a opção pelos pobres,

Ser catequista é...
Caminhar com Jesus e
assim como os discípulos de Emaús,
sentir o coração em brasa
com suas palavras e
reconhecê-lo na partilha do pão.

Ser catequista é...

Experimentar Jesus e
assim como Paulo dizer:
“não sou eu que vivo,
mas Cristo que vive em mim,
fazendo novas todas as coisas”.

Ser catequista é...
acolher com alegria e esperança, o Cristo Ressuscitado,
renascendo e indo ao encontro do povo ,
dizendo o SIM profético, aberto ao Mistério Divino,
para dar ao mundo testemunho de coerência
e santidade de vida em tudo, amando e servindo.
Assim Seja!
Amém

Joel Duarte Benísio

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

HOMENAGEM AO NOSSO QUERIDO PADRE DONISETE


 ONTEM A NOITE FIZEMOS ESTA LINDA HOMENAGEM AO NOSSO PADRE

DURANTE O ANO TEMOS VÁRIAS FESTAS, VÁRIOS MOMENTOS QUE NOS PRESENTIAMOS. E HOJE NÃO PODERÍAMOS NOS ESQUECER DESTA DATA TÃO IMPORTANTE, TANTO PARA NÓS COMO PARA A IGREJA, O DIA DO PADRE. O SACERDOTE NÃO SE ORDENA A SI MESMO, NÃO CHAMA A SI MESMO, NÃO ESCOLHE A SI MESMO, MAS É CHAMADO E ESCOLHIDO. E TODA ESCOLHA NÃO É OUTRA REALIDADE SENÃO UM GESTO DE AMOR QUE NÃO TEM EXPLICAÇÃO HUMANA É UM ATO DE AMOR QUE SÓ O AMOR PODE EXPLICAR
SER SACERDOTE É TER A CONSCIÊNCIA DE QUE UM DIA FOI CHAMADO DO MEIO DO POVO, CONSAGRADOS E DEVOLVIDOS AO SERVIÇO DO POVO. AGIR NA PESSOA DE CRISTO EXIGE CONSTANTE ESFORÇO DE SE DESPIR DE TODOS OS PECADOS E LIMITAÇÕES PARA QUE A BELEZA E A GRANDEZA DE JESUS POSSAM RESPLANDECER EM TODA SUA LUZ.
QUEM ÉS TU,  SACERDOTE? ALGUÉM QUE, UM DIA, PELA GRAÇA DE DEUS, FOSTE CHAMADO A SEGUIR OS PASSOS DE JESUS, FOSTE SEDUZIDO PELO SERVIÇO APOSTÓLICO, PROFÉTICO, PERCEBESTE QUE O ANÚNCIO DO EVANGELHO ERA TEU ÚNICO DESEJO, DE SERVIR O POVO NO DESINTERESSE E NA CARIDADE ERA O TEU SONHO, DE SE COLOCAR NA ESCUTA DO GRITO DE TANTOS IRMÃOS ESMAGADOS, SOFRIDOS PELA INJUSTIÇA E PELO PECADO ERA O TEU ÚNICO DESEJO, E POR ISSO ACEITASTE SER SACERDOTE, DEIXANDO ATRÁS DE TI SONHOS HUMANOS, DESEJOS. NEM A  FALTA DE UM IRMÃO PODERÁ ROMPER E DESTRUIR A BELEZA DO SACERDÓCIO. O CORAÇÃO DE JESUS É TÃO GRANDE QUE COMPREENDE TODOS OS PECADOS E PERDOA TODAS AS FALTAS, É NA MISERICÓRDIA E NO AMOR QUE SE RECONSTROEM AS VIDAS. O OURO NUNCA DEIXARÁ DE SE ENCONTRAR DEBAIXO DA TERRA, MAS SEMPRE ELE TERÁ O SEU BRILHO.
PARABÉNS PADRE DONISETE, PELO SEU ENTREGAR-SE NAS MÃOS DE DEUS. O SEU SER SACERDOTE NOS EDIFICA.


( TEXTO ADAPTADO POR ANDERSON)

A CADA SEMANA É COMEMORADO UMA VOCAÇÃO


O mês de agosto é dedicado à reflexão sobre as vocações em geral. Normalmente a própria liturgia da Palavra de cada dia, em especial a dos domingos, dá o tema principal da reflexão e meditação trazida para alimento do povo de Deus. É costume, neste mês, comemorarmos as diversas vocações a cada semana:  
  Primeiro domingo: é o dia das vocações sacerdotais. Atualmente também se comemora o dia das vocações diaconais, ou melhor dizendo: dia das vocações aos ministérios ordenados. Essa comemoração se deve ao fato de no dia 4 de agosto celebrarmos o dia de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, patrono dos padres; e, no dia 10 de agosto, o dia de São Lourenço, patrono dos diáconos.
   Segundo domingo: por imitação do segundo domingo de maio - no qual é comemorado o Dia das Mães - temos o Dia dos Pais. Sabemos que no Brasil esse dia é comemorado porque antigamente no dia 16 de agosto celebrava-se o dia de São Joaquim, pai de Nossa Senhora e, por isso, adotou-se esse dia e depois o domingo para essa comemoração. Devido a esse fato, nesta data é comemorada a vocação matrimonial.
Terceiro domingo: recorda-se a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados nos vários institutos e comunidades de vida apostólica e também nas novas comunidades. Essa recordação é feita porque no dia 15 de agosto celebramos o Dia da Assunção de Maria aos céus, solenidade que aqui no Brasil é transferida para o domingo seguinte.
  Quarto domingo: é nesta data que se comemora o Dia do Catequista, daí a comemoração do dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto na sua presença na Igreja como também em seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. O dia do cristão leigo voltará a ser comemorado no último domingo do ano litúrgico, domingo de Cristo Rei.

Ao participarmos dessas celebrações não podemos nos esquecer da vocação primeira e mais importante de todas: a vocação à vida cristã e, consequentemente, à santidade! Todos somos vocacionados à santidade e fora desse caminho não temos como viver bem qualquer que seja a nossa vocação pessoal.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

VOCAÇÃO E MISSÃO . É TUDO IGUAL?


Em latim, vocação significa “chamar”. Sendo assim, Deus chama a mim, a você, ao nosso grupo, nos convidando ao serviço, à doação, à entrega. Nesse chamado, o que Ele mais quer é que nós estejamos junto d'Ele, de Seu Filho Jesus e do Espírito Santo, participando do amor dessa Família do céu e da nossa comunidade. O Todo-poderoso nos chama, mas nos dá também os carismas e as qualidades de que precisamos para assumir esse chamado.

A palavra missão também vem do latim e significa "enviar". É Jesus quem nos envia, como Ele mesmo falou: “Vão e façam meus discípulos todos os povos, ensinando a respeitar tudo o que vos ensinei” (cf. Mt 28,19-20). Não existe chamado sem missão, como também não existe missão se não houver quem possa realizá-la. Explicando melhor: a vocação, como vimos, é um chamado de Deus para servirmos a todos os irmãos. Esse serviço é a missão. Podemos concluir que vocação e missão não são a mesma coisa, mas elas estão muito ligadas, sendo consequência uma da outra.


Vocações na Bíblia

    Vocação de Abrão (Gn. 12,1-9)

    Vocação de Moisés (Ex. 3,1-15)

    Vocação de Samuel (1Sm 3,1-21)

    Vocação de Isaías (Is. 6,1-10)

    Vocação de Jeremias (Jr. 4, 4-10)

    Vocação de Jonas (Jn 3, 1-5.10)

    Vocação de Maria (Lc 1,26-38)

    Vocação de Pedro (Jo. 21,15-19)

    Vocação de André, Simão, Tiago e João (Mc. 1, 16-20)

    Vocação de Paulo (At. 9,3-22)


A graça da vocação é uma iniciativa amorosa de Deus: "Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi" (João 15,16)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

HOMENAGEM PARA O DIA DO PADRE

  ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO PELOS SACERDOTES

Senhor, fazei dos sacerdotes instrumentos de vossa paz.
Onde houver ódio, que eles nos recordem que somos irmãos.
Onde houver ofensa, que eles nos lembrem da necessidade de perdoar.
Onde houver discórdia, que eles nos ensinem a dialogar.
Onde houver dúvida, que eles nos orientem pela fé.
Onde houver erro, que o Espírito Santo os ilumine e eles nos revelem a vossa verdade.
Onde houver desespero, que vossa bênção desça pelas mãos deles e renove nossas esperanças.
Onde houver tristeza, que eles possam dar testemunho da alegria.
Ó Mestre, fazei que possamos apoiá-los nos momentos difíceis,
compreendê-los em suas limitações e amá-los com carinho e respeito.
Pois é pelo exemplo de doação deles
que entendemos melhor a vossa doação no alto da cruz.
E é pelo vosso perdão, que recebemos por meio deles,
que morremos para o pecado e renascemos para a vida nova.

AMÉM!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

VÍDEOS PARA AS CRIANÇAS SOBRE VOCAÇÕES




VOCAÇÃO FUNDAMENTAL E VOCAÇÃO ESPECÍFICA


Seja para constituir família, viver exclusivamente para Deus ou para doar a vida por uma missão, todos os cristãos possuem uma vocação. Ela é o chamado do Pai, cuja finalidade é a realização plena da pessoa humana. É um gesto gracioso do Senhor que visa a plena humanização do homem. É dom, graça, eleição cuidadosa, visando a construção do Reino dos Céus. Para compreendermos em profundidade o significado dessa iniciativa divina, precisamos fazer a distinção entre: Vocação Fundamental e Vocação Específica.

    Vocação Fundamental: Entendemos por vocação fundamental o chamado de cada pessoa à vida, a ser Filho de Deus, a ser cristão, a ser Igreja. É um chamado a desenvolvermos plenamente todas as nossas potencialidades. As vocações específicas derivam da vocação fundamental.

    Vocação Específica: Entendemos por vocação específica a maneira própria de como cada pessoa realiza a sua vocação fundamental, como leigo, sacerdote ou religioso. As vocações específicas são três: laical, religiosa e sacerdotal.

Vocação específica

No que diz respeito à teologia das vocações específicas, convém observar o seguinte:

Vocação Laical

O carisma da vocação laical ocupa um lugar central na Igreja, pois a define para o mundo. Outras vocações não têm essa centralidade. O leigo tem carisma e função para libertar a secularidade do mundo, mediante o anúncio de Jesus Cristo, de modo a fazer com que o mundo tenha autonomia. Ele tem a missão de fazer com que o mundo entre em comunhão com o mistério que a Igreja representa.

A vocação laical tem sua origem nos sacramentos do batismo e da crisma. O cristão leigo tem o papel de libertar o mundo da secularidade, dos falsos ídolos e de todas as prisões que oprimem e destroem a pessoa humana. Vivendo no mundo como solteiro, casado ou consagrado (de maneira individual ou num instinto secular), os leigos são fermento na massa, sal e luz do mundo. Na vocação laical temos o estado de vida matrimonial. Chamados a ser pai, a ser mãe, a gerar vida, a constituir família. A família é chamada a constituir a Igreja doméstica.

Vocação Religiosa

O carisma da vida religiosa está orientado também para o mundo. Demonstra o contraste, não é fuga, mas compromisso. A vocação religiosa é assumida por homens e mulheres que foram chamados a testemunhar Jesus Cristo de uma maneira radical. É a entrega da própria vida a Deus. Essa vocação existe desde o início do Cristianismo: vida eremítica, monástica e religiosa. Nesses dois mil anos de história surgiram inúmeras ordens, congregações, institutos seculares e sociedades de vida apostólica.


Os religiosos vivem:


a) Como testemunhas radicais de Jesus Cristo;

b) Como sinais visíveis de Cristo libertador;

c) A total disponibilidade a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs;

d) A total partilha dos bens;

e) O amor sem exclusividades;

f) A consagração a um carisma específico;

g) Numa comunidade fraterna;

h) A dimensão profética no meio da sociedade;

i) Assumem uma missão específica;

Vocação Sacerdotal

O sacerdócio fundamental é comum a todo cristão leigo. Cristo fez do novo povo um reino de Ssacerdotes para Deus Pai (cf. Ap 1,6). Pelo Batismo todos participam da dimensão sacerdotal de Cristo (LG 27). O sacerdócio ministerial, pelo poder conferido, forma e rege o povo sacerdotal, realiza o Sacrifício Eucarístico na pessoa de Cristo e O oferece a Deus em nome de todo o povo (LG 28).

O ministério ordenado (carisma próprio do diácono, presbítero e bispo) é uma vocação carismática particular. O Espírito Santo - concede esta vocação a alguém e esta vocação converte-se em função. Um carisma que se converte em ministério. Ratifica-se após a imposição das mãos do bispo.

O presbítero é chamado a assumir o ministério hierárquico na Igreja como serviço aos irmãos. Esse ministério surgiu na geração apostólica quando os apóstolos se preocuparam pela continuidade das comunidades. Assim como não poderia existir comunidade primitiva sem apóstolo, da mesma forma não pode existir comunidade cristã sem sacerdote.

Características de uma Vocação

Catequista

A Igreja reconhece no catequistas pessoas chamadas a exercitar um particular encargo eclesial, uma especial participação na responsabilidade de fazer avançar o Evangelho. Na história da evangelização muitos foram, de fato, mestres de religião, guias das suas comunidades, zelosos missionários leigos e modelos de fé. Os catequistas prestam muitos serviços relacionados com a difusão do conhecimento de Cristo, com a fundação da Igreja, com o enxerto cada vez mais profundo do poder transformador do Evangelho na vida dos seus irmãos e irmãs. A catequese é trabalho de fé que ultrapassa qualquer técnica; é esforço da Igreja de Cristo. O seu objeto primário e essencial é o mistério de Cristo; a sua finalidade definitiva é colocar as pessoas em comunhão com Cristo (cfr. Catechesi tradendae, 5). Apesar das circunstâncias, das exigências e dos obstáculos, a importância deste grande apostolado não fica diminuída, porque sempre será necessário desenvolver uma fé inicial e guiar o povo para a plenitude da vida cristã.

Diaconato

Enquanto grau da ordem sagrada, o diaconado imprime o carácter e comunica uma graça sacramental específica. Quanto aos diáconos, a graça sacramental dá-lhes a força necessária para servir o Povo de Deus na diaconia da Liturgia, da Palavra e da caridade, em comunhão com o Bispo e o seu presbitério. No exercício do seu poder, os diáconos, participando num grau inferior do ministério eclesiástico, dependem necessariamente dos Bispos, que têm a plenitude do sacramento da ordem. Além disso, têm uma relação especial com os presbíteros, em comunhão com os quais são chamados a servir o Povo de Deus. Do ponto de vista disciplinar, com a ordenação diaconal, o diácono é incardinado na Igreja particular ou na Prelatura pessoal para cujo serviço foi admitido, ou então, como clérigo, num Instituto religioso de vida consagrada ou numa Sociedade clerical de vida apostólica. O instituto da incardinação não constitui um facto mais ou menos acidental, mas caracteriza-se como laço constante de serviço a uma concreta porção de povo de Deus. Isto implica pertença eclesial a nível jurídico, afectivo e espiritual e a obrigação do serviço ministerial.

O ministério do diácono nos diversos contextos pastorais e caracteriza-se pelo exercício dos três munera próprios do ministério ordenado, segundo a perspectiva específica da diaconia. Relativamente ao munus docendi, o diácono é chamado a proclamar a Escritura e a instruir e exortar o povo. Isso é expresso mediante a entrega do livro dos Evangelhos, previsto pelo mesmo rito da ordenação. O munus santificandi do diácono exerce-se na oração, na administração solene do baptismo, na conservação e distribuição da Eucaristia, na assistência e bênção do matrimónio, na presidência ao rito do funeral e da sepultura e na administração dos sacramentais.(16) Isto mostra claramente que o ministério diaconal tem o seu ponto de partida e de chegada na Eucaristia e que não pode reduzir-se a um simples serviço social. Finalmente, o munus regendi exerce-se na dedicação às obras de caridade e de assistência (17) e na animação de comunidades ou sectores da vida eclesial, dum modo especial no que toca à caridade. É este o ministério mais típico do diácono. As características da ministerialidade nata do diaconado são, portanto, bem definidas, como se deduz da antiga praxe diaconal e das orientações conciliares.


Vida Consagrada

Todos, na Igreja, são consagrados no Batismo e na Confirmação, mas o ministério ordenado e a vida consagrada supõem, cada qual, uma distinta vocação e uma forma específica de consagração, com vista a uma missão peculiar. Para a missão dos leigos é fundamento adequado a consagração baptismal e crismal, comum a todos os membros do Povo de Deus. Os ministros ordenados, além dessa consagração fundamental, recebem também a da Ordenação, para continuar no tempo o ministério apostólico. As pessoas consagradas , que abraçam os conselhos evangélicos, recebem uma nova e especial consagração que, apesar de não ser sacramental, as compromete a assumirem — no celibato, na pobreza e na obediência — a forma de vida praticada pessoalmente por Jesus, e por Ele proposta aos discípulos.

O dever missionário das pessoas consagradas tem a ver primeiro com elas próprias, e cumprem-no abrindo o seu coração à ação do Espírito de Cristo. O seu testemunho ajuda a Igreja inteira a lembrar-se de que em primeiro lugar está o serviço gratuito de Deus, tornado possível pela graça de Cristo. As pessoas consagradas serão missionárias, antes de mais, aprofundando continuamente a consciência de terem sido chamadas e escolhidas por Deus, para quem devem, orientar toda a sua vida e oferecer tudo o que são e possuem, libertando-se dos obstáculos que poderiam retardar a resposta total de amor. Desta forma, poderão tornar-se um verdadeiro sinal de Cristo no mundo. Também o seu estilo de vida deve fazer transparecer o ideal que professam, propondo-se como sinal vivo de Deus e como persuasiva pregação, ainda que muitas vezes silenciosa, do Evangelho.

Sacerdócio

O celibato é um dom que Cristo oferece a quantos são chamados ao sacerdócio. Este dom deve ser acolhido com amor, alegria e gratidão. O celibato, antes de ser uma disposição canónica, é um dom de Deus à sua Igreja, é uma questão ligada à dedicação total ao Senhor. A virgindade consagrada dos sacerdotes manifesta, de fato, o amor virginal de Cristo pela sua Igreja e a fecundidade virginal e sobrenatural desta união". Assim, dedicando-se totalmente às coisas de Cristo e do seu Corpo Místico, o sacerdote goza de uma ampla liberdade espiritual para estar ao serviço amoroso e total de todos os homens, sem distinção. Formar-se para o sacerdócio significa habituar-se a dar uma resposta pessoal à questão fundamental de Cristo: "Tu amas-me?". A resposta, para o futuro sacerdote, não pode ser senão o dom total da sua própria vida". A vida sacerdotal é, no fundo, aquela forma de existência que seria inconcebível se Cristo não existisse. Precisamente nisto consiste a força do Seu testemunho: a virgindade pelo Reino de Deus é um dado real, existe, porque Cristo, que a torna possível, existe.


Matrimônio

O matrimônio e a família estão arraigados no âmago mais íntimo da verdade sobre o homem e sobre o seu destino. Por conseguinte, a diferença sexual que conota o corpo do homem e da mulher não é um simples dado biológico, mas reveste um significado muito mais profundo: exprime a forma de amor com que o homem e a mulher, tornando-se como diz a Sagrada Escritura uma só carne, podem realizar uma autêntica comunhão de pessoas, aberta à transmissão da vida e desta forma cooperam com Deus para a geração de novos seres humanos. O matrimonio baseado num amor exclusivo e definitivo torna-se o ícone do relacionamento de Deus com o seu povo e, vice-versa, o modo de Deus amar torna-se a medida do amor humano"

O sacramento do Matrimônio tem um grande valor para toda a comunidade cristã e, em primeiro lugar, para os esposos, cuja decisão é tal que não poderia ser sujeita à improvisação ou a escolhas apressadas. A preparação para o matrimonio, para a vida conjugal e familiar, é de importância relevante para o bem da Igreja. Tal vocação, para ser amadurecida, requer uma preparação adequada e especial, e é um caminho específico de fé e de amor, tanto mais que esta vocação é dada ao casal para o bem da Igreja e da sociedade. O que aqui se chama Preparação compreende um amplo e exigente processo de educação para a vida conjugal, a qual deve ser considerada no conjunto dos seus valores. De fato, é educar para o respeito e a proteção da vida, que no Santuário das famílias se deve tornar uma verdadeira e própria cultura da vida humana em todas as suas manifestações e estados para aqueles que fazem parte do povo da vida e para a vida (cf. EV 6, 78, 105).

Profissionais

O cristão sabe que o trabalho faz parte do quotidiano, caminho de purificação e de salvação, para todos os que o acolhem em espírito de obediência à vontade de Deus e de serviço humilde e paciente para com o próximo. Da visão cristã do trabalho deriva o empenho constante a privilegiar em todas as circunstâncias o bem da pessoa e a sua plena promoção espiritual, cultural e social. Deste modo, no hospital, é o doente que deve ser posto no centro de qualquer serviço médico, de enfermagem e administrativo; na escola e na Universidade, é o estudante que deve ser ajudado, mediante o ensino e a instrução; nas fábricas e nos escritórios de empresas públicas e particulares, nas atividades comerciais e empresariais, é a consecução de uma melhor qualidade de vida, e não o simples aumento dos bens e dos lucros, no exercício das livres profissões, nas funções administrativas e no terciário são a honestidade, a competência e a qualidade dos serviços que devem ser privilegiadas ao satisfazer as demandas das pessoas; na comunicação, valor primário é o serviço à verdade, à qual é preciso ater-se com constante fidelidade; no exercício da justiça, é o direito de cada pessoa e o respeito pela legalidade que devem guiar magistrados e advogados; no desporto e no campo do turismo e do acolhimento, é o crescimento da pessoa humana que deve ser promovido, em todas as suas potencialidades e exigências físicas e espirituais. A qualidade do ambiente depende antes de tudo das pessoas. Efetivamente, é o seu compromisso que pode torná-lo um lugar vital de colaboração, de comunhão e de relações caracterizadas pelo respeito e a estima recíprocos, pela colaboração e a solidariedade, pelo testemunho coerente com os valores morais da própria profissão.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

AGOSTO- MÊS DAS VOCAÇÕES


Antes de qualquer reflexão, é necessário que saibamos o que significa a palavra vocação. A palavra vocação vem do latim vocare que significa chamado. Todos nós somos chamados, de uma forma ou de outra à fazer algo, à alguma coisa. Antigamente este termo significava qualquer espécie de aptidão. Por exemplo: aptidão para medicina, música, artes, etc.. Depois ele foi adquirindo um significado religioso passando a designar o chamado de Deus.

Vocação sempre indica um chamado. E quem chama sempre deseja alguma resposta da pessoa a quem chama.
Deus não age de forma diferente. Só que, ao chamar, Deus, antes de pedir Ele dá. Deus chamando o homem lhe dá a vida, a existência, e com a vida, dá-lhe também a liberdade.

Depois de ter chamado o homem para a vida, Deus torna a chamá-lo, porque há muitas coisas que Deus deseja fazer no mundo através do homem. Deus não quer mais agir sozinho. Por isso, quando Deus chama, Ele chama para pedir alguma coisa, confiar alguma missão. O chamado de Deus é sempre um desafio:

1. Ao sermos chamados à vida, nos comprometemos a cumprir uma determinada missão que todos os outros possam viver bem.

2. Ao sermos chamados à fé, pelo batismo, nos comprometemos a seguir os ensinamentos de Jesus Cristo e a colaborar com os homens na busca da verdade e do bem vivendo como irmãos.

3. Ao sermos chamados a qualquer estado de vida (sacerdotal, religiosa, matrimonial) assumimos um compromisso específico com a comunidade humana, de ajudá-la a encontrar a felicidade.
Para que isso aconteça é indispensável que cada um faça desabrochar e fortificar a vocação que está em seu interior (Mt 25,14-30).
As capacidades e dons que temos devem estar voltados para as necessidades dos outros. Quanto mais o homem está voltado para o outro, mais realizado e feliz será. O verdadeiro amor é o que busca a felicidade do outro e não a própria.
Podemos dizer que, vocação é a oferta divina que exige uma resposta e um compromisso com Deus. Nesta definição percebemos três aspectos:

1. oferta (chamado) de Deus;
2. resposta do homem;
3. compromisso com Deus e com o irmão

A resposta do homem deve ser constantemente reassumida. É no dia-a-dia que se deve ir fazendo caminho e assumindo os riscos do nosso SIM.
Vocação é descoberta do próprio ser pessoal. Todo homem é chamado a aperfeiçoar a bondade que existe, em germe, em seu interior, a descobrir a sua vocação, a construir um mundo fraterno onde haja sol para todos, vida para todos.
A vida não é feita só de momentos claros, nos quais se percebe perfeitamente a vontade de Deus. Muitas vezes é necessário seguir por caminhos escuros e até incomuns. Muitos devem lutar duramente para seguir sua vocação. "A Palavra de Deus não dispensa ninguém de pensar, de tatear, de buscar, de tomar decisões".
Vocação é convite pessoal que Deus dirige a cada um. Cada ser humano tem algo de pessoal, e uma maneira pessoal de realizá-lo. Ao descobrir sua vocação, o homem está se descobrindo a si mesmo. Daí a necessidade de permanecer atento a tudo, para perceber sua própria vocação.

Seguir uma vocação é buscar incansavelmente uma resposta aos próprios anseios.

Todo homem é chamado a decidir-se, a assumir os valores descobertos em si e não poupar esforços para alcançar os objetivos propostos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A Vocação de Pierre...


Pierre é um pássaro.

Ele vive na “Floresta das Vocações”.

Nesta floresta, cada pássaro, inseto ou animal tem uma vocação específica.

E desde muito cedo eles descobrem qual é a sua vocação específica.

Porém Pierre, já é um pássaro jovem, e segundo ele, ainda não conseguiu descobrir qual é a sua vocação específica.

- Vovô Pardal, tenho observado os meus amigos, e percebi que cada um deles já descobriu qual é a sua vocação!

Veja o Canário Zé, o mês que vem ele vai se casar com a andorinha Teté!

E o João-de-Barro, é um arquiteto perfeito, veja só as lindas casas que ele projeta e constrói!

E eu? Qual é a minha vocação?

- Querido netinho Pierre. . . Infelizmente eu não posso lhe dizer qual é a sua vocação! Cabe a você descobrir sozinho!

A única coisa que posso fazer por você é apontar caminhos!

Mas tenha certeza de uma coisa Pierre: a sua vocação se encontra no seu coração.

. . Após conversar com seu avô, Pierre saiu um pouco feliz, pois seu avô lhe havia dito que ele também possuía uma vocação!

Mas também saiu com mais dúvidas ainda: se todos tinham uma vocação, qual era a sua???

Todas as manhãs Pierre gostava de cantarolar em uma pitangueira que ficava em frente a um antigo asilo, próximo da “Floresta das Vocações”.

E para os velhinhos daquele asilo o canto de Pierre simbolizava vida, esperança, amor. . .

Mas um dia Pierre cansou de cantarolar. . .

Os velhinhos daquele asilo começaram a se entristecer e conseqüentemente ficaram doentes.

- Pierre, meu neto querido, porque você não está cantando mais?

- Sabe o que é vovô? Eu desanimei. . . Para que cantar se eu não sei qual é a minha vocação?

- Você se lembra do dia em que eu lhe disse que eu poderia apontar caminhos para que você pudesse por si mesmo descobrir qual era a sua vocação?

- Sim, me lembro! - Pois bem, este momento chegou!

O avô de Pierre o conduziu até a pintagueira que ficava em frente ao asilo, onde todas as manhãs Pierre cantarolava.

- Olhe para estes velhinhos Pierre! Como você os vê?

- Eles estão muito tristes vovô!

- Além de estarem tristes, eles também estão doentes!

- Mas porque vovô?

- Por um simples motivo meu neto querido! Você era o motivo da alegria desta pessoas!

Quando você cantava estes velhinhos tinham vida, esperança. . .

Você era sinal de que Deus não os havia abandonado!

Eles acreditavam na vida, porque você era sinal de vida para eles. . .

- Puxa vovô! Então está é a minha vocação!!!

Levar vida, alegria e esperança para as outras pessoas!!!

A partir daquele dia Pierre se tornou o pássaro mais feliz da “Floresta das Vocações”.

- Vovô, muito obrigado por me indicar o caminho!

- Cada um de nós Pierre, já nasce com uma vocação gravada em nosso coração!

Mas temos a liberdade de dizer: sim ou não a ela!

Mas para que possamos dizer sim ou não é necessário passarmos por várias etapas de amadurecimento: medo, questionamentos, desafios, visão da realidade.

. . E hoje você só é feliz porque pode dizer um sim maduro a sua vocação!

Flávio Sobreiro da Costa