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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sacramentos II Parte


Batismo

Pelo sacramento do Batismo celebramos o nascimento para a vida nova de Jesus Cristo. Somos colocados no Mistério de Cristo (Rom 6, 3-4), e começa em nós a vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Assim como Cristo morreu e ressuscitou, nós também morremos com Cristo e com Ele nascemos para a vida nova (Jo 1, 15). São Paulo nos diz: "Com Cristo morremos para o pecado e com Ele nascemos para a vida nova" (Rom 6, 2-4).

E nos tornamos filhos de Deus em Jesus, pessoas novas. Deus nos renasce em Jesus para sermos filhos e irmãos uns dos outros. Por isso o Batismo nos coloca na comunidade. Somos Igreja. Nessa comunidade todos se esforçam para viver no amor que é a vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Essa é a vida eterna que tanto desejamos e que agora começa e deverá se desenvolver mais em nós.

Deus nos liberta enquanto, pelo Batismo, nos comprometemos com o próprio Deus, com as pessoas e com as realidades humanas, não somente para vivermos a vida de Deus, mas para descobrirmos e denunciarmos em nós o pecado, as situações de pecado e aquilo que gera o pecado impedindo-nos de nos realizarmos como gente e vivermos o Evangelho. Todos nós somos então missionários e apóstolos no meio do povo. Somos Igreja, Povo de Deus, marcados por um sinal especial do seu amor para vivermos no mundo como homens novos segundo o projeto com Deus pelo Espírito Santo no amor dos irmãos.

A água que usamos no Batismo tem o sentido de vida. Nós batizados vivemos a vida de Deus, vida que é libertação. Na medida em que vivemos essa vida dia a dia, vamos descobrindo tanto a realidade de Deus que é vivo em nosso meio, como as situações de pecado. Isso nos leva a tomar posição para transformar, libertar e fazer o Reino de Deus presente no mundo.

A comunidade, que nos recebe, caminha conosco. Por isso nos prepara para o Batismo nosso e de nossos filhos através de um "Curso de Batismo". A gente precisa entender e acreditar no que realiza a comunidade presidida pelo sacerdote, pelo diácono ou ministro especial do Batismo.

Todos somos responsáveis e temos de dar bom exemplo de vida e de compromisso na comunidade aos que foram batizados ou são nosso afilhados. Às vezes alguns pensam que a pessoa não foi bem batizada por isso está doente ou dá trabalho. Isso não é verdade. É mais certo dizer que os pais e padrinhos não deram bom exemplo e não souberam educar na fé, por isso o filho ou afilhado não é boa pessoa. O importante é o que a comunidade realiza, a Fé que nos leva a aceitar Jesus e seu programa de vida. Devemos viver a vida nova de Deus mesmo que tenhamos de nos sacrificar até o fim.

A Crisma

Jesus passou três anos mostrando com palavras e obras que Deus é Pai e que seu Reino é de Amor, de Fraternidade, de Perdão e de Justiça. Os apóstolos escutavam, mas não entendiam muito bem. Um dia eles receberam o Espírito Santo que lhes deu o entendimento de tudo, da vida e das palavras de Jesus. Eles ficaram corajosos e começaram a fazer pregações, ensinando as coisas de Deus e começaram a viver com Jesus viveu.

O sacramento da Crisma é a confirmação na Fé. Nós recebemos a graça de Deus no Batismo. A vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo está em nós; agora recebemos a confirmação dessa vida e uma presença nova do Espírito Santo que nos dá força e coragem para vivermos nosso compromisso com Deus e com os irmãos, mesmo que custe sacrifícios (Atos 8, 4-25; 19. 1-7)

O Espírito Santo nos santifica e faz de nós missionários. Nós seremos sinais e testemunhas de Deus no mundo e levaremos a todos a Palavra de Jesus, anunciando o plano de Deus de viver conosco e nossa realização plena de pessoa humana em Jesus, e denunciando com coragem e com a própria vida tudo o que está destruindo a gente e impedindo de vivermos dignamente.

Recebemos esse sacramento quando formos adultos e estivermos prontos para enfrentar a vida. O Espírito Santo nos ensinará a viver no amor de Deus e dos irmãos, nos ensinará todas as coisas (Jo 16, 13), nos confirmará como filhos de Deus e nos reunirá na comunidade, onde somos irmãos de todos em Jesus.

A Eucaristia

Jesus ao celebrar a última Ceia em sua vida, depois de Ter comido o cordeiro e de Ter dado uma grande lição de humildade e de amor lavando os pés dos apóstolos, pegou o pão, deu graças ao Pai, dividiu o pão entre os apóstolos dizendo: "Tomai e comei , isto é o meu Corpo". E o mesmo fez com o vinho dizendo que era seu sangue a ser derramado como sinal da Aliança do amor de Deus com todas as pessoas. E terminou dizendo: "Fazei isso em minha memória" (Mt 26, 26-29; Mc 14, 22-25) Lc 22, 19-20).

Jesus se deu a nós em forma de alimento e mandou que fizéssemos isso para anunciar cada vez a sua vida e morte e proclamar sua ressurreição. Ele criou esse modo de se oferecer ao Pai e de permanecer conosco como companheiro, alimento e força de libertação. É um mistério da Fé. Deus nos amou demais e quis ficar conosco num sinal de comida e bebida (Jo 6, 32-40).

Cada vez que a comunidade realiza esse gesto, revive esse acontecimento; ela renova o mistério de Jesus e o faz presente, vivo e verdadeiro entre nós (1Cor 11, 23-26).

É através dessa presença que Jesus nos dá força para vivermos como criaturas novas, sempre recriando em nós o homem e fazendo que tenhamos os mesmos sentimentos de Jesus. Nesse mistério é que a comunidade encontra seu mais forte ponto de união e o ponto mais alto de sua vida. Ela celebra a vida, o amor e nos transforma em Cristos vivos, sinais de amor de Deus que salva.

Essa participação em Jesus da vida de Deus exige de nós uma mudança total de vida e uma abertura para o irmão. Isso faz de nós mais ainda filhos de Deus e comunidade de salvação que caminha no seguimento de Jesus. Essa renovação da vida, morte e ressurreição de Jesus, onde Ele se oferece como sacrifício ao Pai, e como alimento para nós, acontece na Missa.

Nessa celebração da comunidade, que é a missa, Jesus se oferece ao Pai e se dá a nós na Palavra que ouvimos e refletimos - e na Comunhão como alimento de vida eterna. Por isso mesmo a gente participa da missa. Não é uma obrigação, mas é uma oportunidade de nos amarmos mais. É ai que a vida da gente ganha novo sentido e aí nos renovamos.

Quem quiser comungar bem precisa:

Saber e acreditar que está recebendo Jesus vivo.

Estar em paz consigo mesmo e com os outros, mesmo tendo problemas e dificuldades de cada dia.

Evitar comidas sólidas e bebidas alcoólicas uma hora antes da comunhão. Água e remédios não impedem a comunhão. Aprender o modo de comungar de sua comunidade.

Reconciliação e Penitência (Confissão)

Deus, que é Pai, fez o plano de viver com a pessoa humana. Acontece que a gente se desvia desse plano, recusa a felicidade de viver com Deus e viver à maneira de Jesus. É a realidade do pecado. Apesar do Batismo fazer renascer em nós o homem novo e nos colocar novamente em Deus, nós muitas vezes preferimos fazer tudo do nosso modo e segundo o nosso pensamento. É assim que voltamos a pecar, nos enganamos e acabamos fazendo o mal para nós e para os outros. Ficamos assim num desencontro com Deus, conosco mesmo, com a comunidade e com o mundo.

A consciência de termos errado nos leva a procurar corrigir nosso erro, dar nova direção à nossa vida e a voltar para a comunidade onde nos encontramos com Deus. O sacramento pelo qual Deus nos perdoa e somos recebidos novamente na comunidade se chama: Reconciliação e Penitência. É o Cristo vivo na Igreja-Comunidade que nos perdoa e nos reconcilia com Deus, conosco mesmo, com a comunidade e com o mundo. Esse gesto de amor nos dá a paz e a certeza da vida de Deus em nós e a vida na fraternidade de Jesus que é a comunidade.

Em qualquer celebração do perdão, seja na celebração comunitária, seja na confissão individual com o sacerdote-representante de Jesus e da comunidade, damos nova direção a nossa vida, reconquistamos a nós mesmos, a vida de Deus e voltamos a ocupar nosso lugar na comunidade. É o sacramento da misericórdia, do perdão e da alegria. Jesus veio salvar os pecadores e nos libertar de nossa própria maldade.

Como fazer uma boa confissão

- Olhe sua vida e olhe o Evangelho. Como pensamos e agimos diferentemente daquilo que Jesus fez e ensinou. É o exame de consciência.

- Quem ama, vê seus erros, as conseqüências deles para si e para os outros. Tem vontade de se corrigir e recomeçar, porque entende que precisa viver no amor.

- É uma conversão. Uma mudança de atitude para se unir mais com Deus e com os irmãos, para assumir a vida e os compromissos cristãos. É renovar-se no Espírito de Jesus.

- Apresente-se à comunidade. Ela, em nome de Jesus, através de seu representante que é o sacerdote, o renova na graça do perdão.

- A revelação de pecados, é uma renovada manifestação perante a comunidade da misericórdia e da fidelidade de Deus que nos ama gratuitamente.

A Ordem

Cada um de nós recebeu de Deus dons especiais para exercermos um serviço na comunidade (1 Cor 12, 4ss). São os carismas, graças do Espírito Santo para o proveito de todos. O professor ensina, o médico exerce seu serviço, quem sabe aconselhar ajuda os outros, etc. Há também diversos ministérios, serviços especiais na comunidade: os que ensinam a Palavra de Deus, levam conforto aos doentes, os que zelam pelos pobres, os catequistas.

Mas há também um ministério especial. Deus chama, através da comunidade, algumas pessoas e lhes dá o poder de falar e agir em nome, no lugar e na força de Jesus. Assim ele se torna ministro para um serviço muito especial na comunidade. É o sacerdote, ou como costumamos dizer: o Padre. Pelo sacramento da Ordem, ele é marcado por Deus e vai exercer esse serviço em nome da comunidade. Ele participa do sacerdócio de Jesus que se oferece continuamente ao Pai para a salvação de todos.

O sacerdote é escolhido entre os homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus para oferecer dons e sacrifícios, para nos dar a graça que é Jesus, para nos ensinar sua Palavra e orientar a comunidade. Como Jesus, ele se oferece a Deus Pai e aos irmãos num gesto de amor que realiza uma presença especial de Deus entre nós.

Na comunidade, cada um de nós tem que rezar e valorizar seus sacerdotes. Bem como ajudar aqueles que se preparam para essa missão. Como homem, ele é também cercado de fraquezas e por isso precisamos apoiá-lo caminhar com ele na amizade e na oração. Eles precisam sentir nosso carinho e nosso amor. Ele também é da nossa comunidade.

O Matrimônio

O Matrimônio é um sacramento que celebra o amor que naturalmente brota entre um homem e uma mulher. É um projeto de fidelidade para sempre. É uma vocação. Deus os chama para serem uma comunidade familiar pelo serviço no amor.

Por amar muito, uma pessoa se dá a outra e se preocupa em construir na pessoa do outro a pessoa humana feliz à maneira de Jesus. E os dois juntos se tornam sinal de Deus e presença de salvação (Ef 5, 25-33). Esse sacramento é realizado pelas pessoas que se casam. Um juramento de amor por toda a vida, uma entrega de sua própria pessoa.

A realização desse sacramento se faz num caminhar lento, no dia-a-dia. A Bíblia fala que "os dois serão uma só carne, um só coração, uma só alma". E fiéis até o fim, os dois se entregam a essa tarefa de construção de sua própria felicidade na doação de si mesmo. O egoísmo que nos leva a pensar só em nós é o grande pecado do casamento.

Na alegria, na tristeza, fiel um ao outro, no amor dos filhos, a família é um pequeno espelho de Deus que também é uma família no amor. Deus Pai, Filho e Espírito Santo. É a pequena igreja doméstica, sinal e presença de salvação no mundo.

Uma família que reza, permanece na união. Somente cultivando uma vida cristã e piedosa é que a família consegue superar todas as dificuldades da vida moderna e não crer nas idéias erradas espalhadas no mundo de hoje.

O Deus que abençoou o início e a entrega que o casal fez de si mesmo, tem que estar presente todos os dias. E o que Deus uniu e abençoou, o homem não separe (Mt 19, 3-6).

Unção dos Enfermos

O cristão sendo fiel a Deus na saúde, deve ser fiel também no sofrimento e na velhice. Esse é o sacramento que celebra esse momento. É o Cristo e a comunidade que acompanham a gente na dor, na doença, na velhice, quando então experimentamos o limite do humano em nós.

É na doença e na velhice que experimentamos à vezes a maior solidão, o desespero e sentimos a angústia de existir, de não poder agir, de pensarmos que somo inúteis. A comunidade nos dá então mais uma oportunidade de nos unirmos ao sofrimento de Jesus e com Ele vivermos essa hora renovando o mistério de sua Paixão e talvez o de sua Morte.

No sofrimento nosso, Jesus continua vivendo seu mistério de Paixão e Morte, para ressuscitar conosco. Ele aparece nessa hora como a grande esperança, nos dá o perdão dos pecados, o alívio no sofrimento e a graça de nos unirmos mais a Ele na salvação do mundo (Tiago 5, 14-15). A fé nos leva a crer no poder de Jesus que nos salva, a agradecer cada dia mais a graça da vida e a graça de poder amar.

O sofrimento não é nossa infelicidade. Ele nos revela nosso limite humano; o limite de nossa existência e nos ensina que aqui somos peregrinos a caminho do Pai.

Na doença mais grave, na velhice, podemos receber esse sacramento como força de Deus que nos dá a paz, perdoa nossos pecados, alivia nosso sofrimento, aumenta nossa fé e renova nossa esperança: Jesus é o Senhor da vida. Deus é nossa força e nosso consolo. Ele nos conduz com amor.

Devemos Ter o maior carinho com os doentes e pessoas idosas. Jesus está em cada um deles, assim vemos no Evangelho: "Estive doente e me visitaste" (Mt 25, 36 ss).

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sacramentos


Sacramento é um sinal sensível, instituído por Jesus Cristo, para nos conferir a graça.

No sinal sensível, distinguem-se a matéria e a forma. A primeira pode consistir num objeto (água, óleo, pão) ou num ato (imposição das mãos, etc); e a segunda, a forma, são as palavras que, juntas à matéria, constituem o sacramento, formam um só sinal – com a significação e efeito próprios.

A forma determina o sentido da matéria. Derramar água na cabeça de uma criança poderia ser para lavá-la fisicamente, mas as palavras usadas no Batismo dão a este ato a significação espiritual.

A matéria dos sacramentos é relacionada com o efeito: no Batismo (pela água) nos lavamos (do pecado original); na Eucaristia (pelo pão) nos alimentamos (espiritualmente), e assim por diante.

Um sacramento bem administrado (com matéria e forma certas e juntas) produz o efeito próprio, independentemente do valor de quem o administra – porque é o próprio Deus quem age por meio dele. A virtude dos sacramentos vem dos méritos de Jesus Cristo e não da pessoa que os executa.

Os sacramentos são sete – e relacionam-se com toda a nossa vida.

Há uma perfeita comparação entre a vida natural e a sobrenatural:

- O homem nasce

O Batismo o faz nascer para a graça;

- O homem cresce e fortifica-se

A Crisma tem essa função no plano espiritual;

- O homem alimenta-se

A Eucaristia é o Pão da Vida, o alimento da alma;

- O homem cura-se

A penitência é o remédio para a chaga espiritual, o pecado;

- O homem na enfermidade e velhice, refaz-se

A Unção dos enfermos alivia, consola e prepara para a morte;

- O homem vive em sociedade, sob uma autoridade hierárquica

A Ordem perpetua o ministério sacerdotal;

- O homem propaga a espécie

Esta é a função do Matrimônio.

Todos os sacramentos nos dão a Graça Santificante.

Mas uns levam a alma ao Estado de Graça, tirando-a do pecado: levam a alma da morte para a vida – por isso são chamados: sacramentos de mortos. Estes são o Batismo e a Penitência – e a graça que conferem se chama graça primeira.

Os demais também produzem também a graça santificante, mas só podem ser recebidos por quem já está em estado de graça, chamando-se, por isso, de sacramentos de vivos. A graça que conferem, é um aumento da já existente na alma, é chamada graça segunda.

Além disso, cada sacramento produz uma graça própria – a graça sacramental, isto é, um direito às graças atuais necessárias para cumprir as obrigações impostas pelo sacramento. No Batismo, por exemplo, recebe-se além da graça primeira, recebe-se as graças atuais necessárias para se viver cristãmente.

Existem três sacramentos que marcam definitivamente a alma que os recebe (e, por isso, são recebidos uma só vez). Eles imprimem, na alma, um sinal espiritual que jamais se apaga. São o Batismo, a Crisma e a Ordem. Um padre, por exemplo, pode ser dispensado de suas obrigações sacerdotais, porém, jamais deixará de ser padre. Viverá, talvez, desordenadamente, mas o sacramento da ordem o acompanhará à eternidade.

E, já que essa marca se chama caráter (caráter = marca de Jesus Cristo na alma), o cristão, simplesmente batizado e, mais ainda, o crismado e, com mais forte motivo, o ordenado, deve distinguir-se pelo caráter.

sábado, 28 de julho de 2012

SACRAMENTOS: Sinais do Amor de Nosso Deus




Toda experiência humana está repleta de sinais e símbolos. O ser humano é um ser simbólico. Ele é capaz de captar, interpretar e expressar a realidade de forma plural e, ainda, vivenciá-la de forma afetiva. Celebra socialmente certos acontecimentos de sua vida impregnados de significado. Desde o nascer, o crescer, o comprometer-se, o perdoar, o partilhar, o envelhecer e o morrer, em tudo na vida haverá sempre algo que palavra nenhuma é capaz de dizer tudo o que expressam estes momentos.


Em um encontro, Pe. Marciel Catâneo nos contou esta história cheia de significado, porque ligada a símbolos e sinais que falavam da vida,sem muitas explicações.


Um casal, em lua de mel, foi jantar em um restaurante. Nesta jantar foi servido vinho em taças. Após o jantar, o casal solicitou ao dono do restaurante um presente: as duas taças.


Ao chegar em casa, colocaram as taças em um lugar de destaque, porque simbolizavam todo o primeiro amor vivido, experimentado e comprometido um para o outro.


Com o passar do tempo, apareceram as dificuldades, os desafios, isto é, brigas, desencontros...


Porém, cada vez que isto acontecia, um dos dois colocava as taças na mesa, recordando que era preciso voltar ao primeiro amor.


Amor este que era capaz de fazer superar qualquer contratempo.


As taças são instrumentos simbólicos, são sinais que recordam uma realidade vivida e que se perpetua para sempre.


Os sacramentos nos permitem fazer a experiência do encontro com o amor de um Deus que se faz humano no meio de nós. Ele nos lembra que é preciso voltar ao seu primeiro amor pois, são muitos os sinais presentes em nossa vida que falam deste amor. “Eu amei você com amor eterno; por isso, conservei o meu amor por você” (Jr 31, 3).


Dinâmica


No dia-a-dia percebemos a presença de tantos símbolos, sinais e gestos que falam de muitas realidades. Ou ainda, são capazes de trazer à nossa mente muitas coisas de grande significado:


1) Trazer uma caixa de presente, enfeitada e bonita.


• Passá-la entre os presentes em silêncio;
• Um jogará ao outro: quem a receber dirá uma palavra significativa.
• Solicitar que alguém dramatize algo em silêncio com a caixa.
• Alguém diga uma frase a partir da caixa.


2) Descobrir em grupo a partir das atividades acima:


• Os mais diversos gestos usados.
• Palavras pronunciadas.
• O que significou brincar com a caixa.
• O que ela lembrou de nossa vida.


As taças, a caixa... são objetos que lembram algo mais. Eles possuem grande significado dentro da realidade que vivemos.


Os sacramentos falam


Nos sete sacramentos temos uma riqueza imensa, onde Deus se revela através de simples símbolos, sinais e gestos.


Diz A. Beckäuser: “O importante é que deixemos os símbolos falarem, que demos vida a eles, pois eles podem falar de Deus, de Cristo, de nós mesmos e de nossos irmãos. Mas, não querem falar apenas dessas realidades e sim comunicar-nos com elas”.


Distribuir para os participantes, em pequenas fichas, nomes de símbolos que falam algo de Deus e da vida:
Água, luz, pão, vinho, aliança, semente, barca, chave, cruz, cálice, estrela, fermento, fogo, flores, fonte, fruto, lâmpada, mar, mão, nuvens, óleo, pedra, porta, rede, sal, sol, sino, tenda, veste, vento, vaso....


a) Que significado eles têm para nossa vida?


b) Quais os que se relacionam mais com os sete sacramentos? Por quê?


Jesus manifestou através de sua vida a vontade salvadora do Pai. Suas palavras, gestos e ações foram e são, ainda hoje, salvadores.


Por isso, Ele é o sacramento do Pai. Nele celebramos os sete sacramentos. Estes se situam no contexto da realidade humana: alegrias, lutas, sofrimentos, alianças, preocupações... Jesus salva o ser humano como um todo e quer que viva com intensidade.


Então, existe uma conexão total entre a salvação realizada por Cristo, os sacramentos, e também com a experiência humana.


Os Sete gestos de Jesus


Todos os sacramentos têm como centro o próprio Jesus Cristo. Ele realizou gestos concretos em favor da vida. Assim, os sacramentos são sinais visíveis, concretos e eficazes da presença do amor de Deus.


Batismo: o sacramento da dignidade.
Jesus disse: “Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19).


Os símbolos água, óleo, vela, veste nova nos falam da vida de Deus e de seu amor a cada ser humano e, ao mesmo tempo, que somos acolhidos como membros em uma comunidade.


Crisma: sacramento da responsabilidade. 
“Pedro e Paulo impuseram as mãos sobre os samaritanos e eles receberam o Espírito Santo” (At 8, 17).


São dois os sinais da crisma: imposição das mãos - consagração ao Espírito Santo - e a Unção - sinal da cruz, na testa com óleo santo.


Eucaristia: sacramento da vida
Jesus tomou o pão, agradeceu a Deus, partiu o pão e distribuiu aos discípulos, dizendo: “Isto é meu corpo, que é dado a vocês” (Lc 22, 19).


Os símbolos são pão e vinho que Jesus usou numa refeição. Ele quer saciar a fome e a sede de todos que o buscam.


Reconciliação: Sacramento da convivência.
Jesus tranqüiliza a pecadora na casa de Simão: “Teus pecados estão perdoados” (Lc 7, 48).


O sinal da cruz traçado sobre nós significa que Jesus nos perdoa e nos ama eternamente.


Unção dos enfermos: Sacramento da esperança.
Jesus ama os doentes e pecadores. Perdoa os pecados e restitui a saúde ao paralítico de Cafarnaum. “Os teus pecados estão perdoados. Levanta-te, toma o teu leito e anda” (Mc 2, 9).


O óleo é o símbolo usado, significando Cristo que alivia a dor e restitui a vida.


Ordem: Sacramento do serviço.
Jesus lava os pés dos discípulos. Coloca-se a serviço de todos.


“Eu lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros” (Jo 13, 14).


Os símbolos são: o óleo que unge e consagra para o serviço a Deus e aos irmãos. A estola lembra o avental com que Cristo lavou os pés dos discípulos e simboliza a autoridade de Cristo para servir o povo.


Matrimônio: Sacramento do amor


Jesus participa de uma festa de casamento. “No terceiro dia, houve uma festa de casamento em Caná da Galiléia, Jesus e sua mãe estavam aí” (Jo 2, 1).


O maior símbolo é a promessa de fidelidade que um declara ao outro. A aliança é a confirmação eterna desta promessa. A bênção e a imposição das mãos testemunham a presença de Deus na vida do casal e, portanto, reafirma a bênção e a santificação da união na família.


Os sacramentos dão força e coragem, ânimo e inspiração para uma vida mais cristã. Eles acompanham as diferentes etapas do ser humano.


Na vivência dos sacramentos, nos tornamos seguidores mais autênticos e corajosos de Jesus e imitando-o seremos verdadeiras testemunhas de seu amor.


Através de cada sacramento Jesus nos confirma: “Eu vim para que todos tenham Vida e Vida em abundância” (Jo 10, 10).


Ir. Marlene Bertoldi

quinta-feira, 12 de julho de 2012

COMO ESCOLHER OS PADRINHOS DE BATISMO


1. Tudo indica que a origem dos padrinhos de Batismo existe desde os primeiros tempos da Igreja, quando os pagãos se convertiam e recebiam o Batismo, e, com ele, a vida espiritual. Eram também denominados de pais espirituais, porque cuidavam da formação espiritual de seus afilhados. Além do mais, em época de guerra, poderiam substituir os genitores na dura tarefa de educar os filhos na fé cristã. No caso de neófitos (adultos recentemente convertidos a Cristo pelo batismo), os pais espirituais exerciam um preponderante papel no acompanhamento prático da doutrina católica. Isso era tão sério que chegavam a ser, na maioria das vezes, os mesmos padrinhos na Confirmação (Crisma).


2. No que se refere aos critérios da Igreja Católica Apostólica Romana para a escolha de padrinhos e madrinhas, A Introdução Geral do Ritual do Batismo de Crianças, n◦ 10, diz: “O padrinho e a madrinha tenham maturidade para desempenharem esse oficio; estejam iniciados nos três sacramentos da iniciação cristã, do Batismo, da Crisma e da Eucaristia; pertença à Igreja Católica e pelo Direito não estejam impedidos de exercer tal oficio. Todavia, um cristão batizado pertencente a outra Igreja ou comunidade separada, portador da fé de Cristo, pode ser admitido, ao lado do padrinho católico (ou madrinha católica), como testemunha cristã do Batismo, se os pais desejarem, consoante as normas ecumênicas estabelecidas para os vários casos”.


3. De acordo com o Código de Direito Canônico: “Ao batizado, enquanto possível, seja dado um padrinho, a quem cabe acompanhar o batizando adulto na iniciação cristã e, junto com os pais, apresentar ao Batismo o batizando criança. Cabe tam­bém a ele ajudar que o batizado leve uma vida de acordo com o Batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes”(cânon 872). Também é possível apenas um só padrinho ou uma só madrinha ou também um padrinho e uma madrinha (cânon 873). Em outras palavras, a escolha do padrinho é facultativa. Embora a maioria absoluta elege dois padrinhos (casal), seria perfeitamente possível, pelas normas da Igreja, apenas um padrinho ou uma madrinha.


4. Em relação ainda aos pré-requisitos na escolha, o padrinho e a madrinha devem ter 16 anos de idade (pelo menos), serem católicos, confirmados (ou crismados), tendo recebido o sacramento da eucaristia e levar vida de acordo com a fé e o encargo que vão assumir (ter coerência entre fé proclamada e vida diária); não se encontrarem atingidos por nenhuma pena canônica; que não seja pai ou mãe do batizando (cânon 874).


5. No que tange aos casais que vivem numa união irregular, o Catecismo da Igreja diz que “existe união livre quando o homem e a mulher se recusam a dar uma forma jurídica e pública a uma ligação que implica intimidade sexual” (Catecismo da Igreja Católica, nº 2390). O Catecismo condena este tipo de união, ao dizer que: “A união carnal não é moralmente legítima, a não ser quando se instaura uma comunidade de vida definitiva entre o homem e a mulher” (Catecismo da Igreja Católica, nº 2391). Conforme já abordamos em outra matéria deste blog, em conformidade com a doutrina da Igreja, a união carnal não é legítima, a não ser que se instaure um consórcio de vida perpétuo entre um varão e uma varoa. Tal relação é reconhecida pela Igreja, somente se houver o consentimento matrimonial, segundo as suas normas. Caso contrário, é uma união irregular.


6. Algumas dioceses colocam em seus diretórios diocesanos a proibição de quem vive numa união irregular para ser padrinho ou madrinha de Batismo. Por outro lado, um grande número de dioceses não vê problema nisso, avaliando apenas se os padrinhos fizeram o curso e se não pertencem a outras denominações religiosas. Também, quase ninguém se pergunta, se os padrinhos eleitos já fizeram a crisma e a primeira Eucaristia.