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sexta-feira, 10 de junho de 2016
AS BEM-AVENTURANÇAS DE UMA CASA
1) Bem-aventurada a casa onde se reza, porque Deus habitará dentro dela.2) Bem-aventurada a casa onde se guardam as festas, porque seus moradores tomarão parte nas festas do céu.3) Bem-aventurada a casa de onde se não sai para frequentar diversões mundanas, porque nela reinará a alegria cristã.4) Bem-aventurada a casa cujos filhos são logo batizados, porque nela se criarão bem-aventurados para o céu.5) Bem-aventurada a casa na qual se pratica a caridade para com os pobres, porque o trabalho de seus moradores será abençoado por Deus.6) Bem-aventurada a casa onde os que morrem recebem os santos sacramentos, porque sua morte será tranquila e cheia de esperanças.7) Bem-aventurada a casa onde se ama a doutrina cristã, porque nela jamais faltarão as consolações da religião.8 ) Bem-aventurada a casa na qual pais e filhos mutuamente se edificam pelos exemplos de virtude, porque a felicidade e o contentamento aí morarão também.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Magnificat do Catequista
Canto a Deus com toda a minha vida,
e quero partilhar com todos que estou cheio de alegria
porque, Deus na Sua bondade chamou-me para ser catequista.
Eu nada sabia e nem o merecia,
e nunca o tinha imaginado!
Porém, Ele aproximou -se,
fixou o Seu olhar nos meus olhos,
tocou o meu coração
e chamou-me pelo nome: Catequista.
Todos os que me rodeiam e me conhecem,
vejam como estou feliz,
porque Ele tomou a minha vida,
e mudou-a, e não sabem quantas coisas boas fez em mim!
É o Deus da Vida,
é totalmente Bom, é Deus Amor!
É enorme a sua bondade
e actua em todo o mundo pelos séculos dos séculos.
Aos soberbos e poderosos,
que se consideram sábios e fortes,
Ele não os tem em conta.
Em troca, aos humildes, aos pobres, aos pequenos,
aos marginalizados…
Ele estende as Suas mãos para os atender,
o seu coração está com eles.
É um Deus compassivo e cheio de misericórdia.
não quer que ninguém passe fome,
detesta a injustiça,
aborrece-lhe a indiferença
e a falta de compromisso.
Ele quer mudar o mundo,
para que haja Justiça, Paz e Vida para todos.
desde sempre é a Sua Promessa,
de Abraão até nós.
É a Sua Vontade
e nos chama a construí-la.
Meu coração está cheio de alegria
porque me chamou a ser Catequista.
quero anunciar a Sua Palavra,
ser Testemunha da Sua Presença
e constructor do seu Reino.
Deus bondoso,
ajuda-me a ser-Te fiel
na minha vocação de Catequista
todos os dias da minha vida. Ámen
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Receita de Reconciliação
Minha mãe fazia um bolinho de polvilho excelente. As amigas pediam a receita e ela dava. Algumas conseguiam o mesmo produto e o mesmo gosto. Outras, não. Quando perguntavam porque, minha mãe dizia: Não basta fazer. Tem que ter leveza! …
Não existem receitas para a reconciliação de um casal em grave crise. Mas existem conselhos que em muitos casos acabam dando certo, isto porque encontram leveza num deles ou nos dois. Casais em vias de separação costumam pegar pesado, quase sempre um dos dois querendo que tudo volte a ser como era e o outro insistindo em partir para outra experiência, ou ao menos em terminar a convivência. Quando as posições se radicalizam não há como reconciliar. Não estão prontos. A expressão que trava tudo é: Sim, eu errei, mas a maior vítima sou eu!
Se conselhos ainda valem, anotem estes:
– Orem pedindo luzes. Não falem demais. Não levantem a voz. Palavrão, jamais. Não se xinguem. Não ameacem. Não se aterrorizem. Não batam toda a hora na porta do outro. Segurem as lágrimas, sobretudo se parecerem armação e chantagem. Não se façam de vítimas, mesmo que sejam. Não usem os filhos um contra o outro. Um não ataque os parentes do outro. Há bons e maus amigos: escolham a quem ouvir. Não aplaudam quem atacar o outro lado, para ficar bem com o seu. Não façam as coisas que queriam fazer, dizendo que só fez porque seu psicólogo ou seu conselheiro mandou. Não deturpem o que ouviram deles. Não puxem a brasa para a sua sardinha. Não remoam o passado na frente dos outros. Não o remoam, lembrando apenas os erros, caso se encontrem. Quem der perdão tem que pedi-lo, também. Ouçam-se muito e falem o menos possível. Um não interrompa o outro, nem a sós, nem diante dos conselheiros. Desarmem o coração por mais mágoa que levem. Meçam as palavras. Considerem as coisas boas que viveram juntos. Se no momento não dá mais para conviverem, ouçam bem seu diretor espiritual, seu advogado e quem entende de comportamento humano. O melhor lugar para conselhos não é o cabeleireiro, nem o bar da esquina! Não prometam o que não cumprirão. Não lavem roupa suja. Tentem achar a dignidade e o respeito. A cidade inteira não precisa saber do seu conflito.
Perdoar é muito difícil e pedir perdão também. Mas, quando uma ferida avançou demais, é preciso ir fundo na cura. O perdão e o arrependimento vão fundo. Reconciliar é tornar a conciliar as pessoas e o que as rodeia. É concordar no essencial, por as cabeças juntas, sentar-se juntos. Quem parou de fazer isso deve se imaginar, se não agora, quem sabe mais adiante, passada a poeira da briga, conversando e maneira civilizada. Cuidado com a palavra “não, nunca, jamais”. São balas perdidas. Acabam ricocheteando e acertando os filhos…
(Pe. Zezinho, SCJ)
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Alguém me quis aqui
Leia e aprofunde esta reflexão. É difícil crer, sem passar por esta decisão de valorizar Deus como o Grande Outro de quem vieram todos os outros e entre eles o meu e o seu pequeno eu.
Um grande outro, a quem chamo "DEUS", nos criou a todos, e graças a Ele podemos dizer EU SOU, porque Ele foi o primeiro que usou esta expressão e continuará a usá-la eternamente. Por causa Dele, também nós poderemos dizer que somos enquanto existirmos.
Eu sou quem sou é expressão muito mais profunda do que se possa imaginar. Afirma-nos como ser no meio de outros seres, mas nos torna mais do que cópias ou números. Nunca ninguém será eu, assim como eu jamais serei o que o outro é. No máximo serei como ele é.
Tudo começou com o ser que é, porque o Ser que É QUEM É resolveu um dia me criar e colocou-me aqui, neste tempo, nesta era, nesta hora, desses pais, com esses irmãos e nesse país para que eu seja! Não o fez por acaso.
Quis criar mais um ser pensante e mais uma vida preciosa e me quis feliz.
Nasci para ser feliz porque Deus não cria ninguém para ser infeliz.
É meu primeiro chamado.
Nasci para fazer os outros felizes...
É meu segundo chamado.
Cada um de nós precisa descobrir como ser feliz e como fazer alguém feliz, pelo amor, pela convivência, pelo trabalho, pela profissão, pela palavra, pelos gestos, pela fé, pela cultura e por tudo o que pode facilitar a vida do meu irmão.
Se sei fritar ovos e fazer pastéis posso resolver o problema de muita gente. É um jeito de me realizar.
Se faço curativo no pé do meu amigo é outro jeito.
Se carrego a cruz com ele, outro jeito.
Se entendo de remédio, se opero, se limpo as ruas, se preparo carne, se planto verdura, se dou aulas, se fabrico brinquedos, se faço pão, tudo faz parte da minha missão de ser feliz, fazendo o que faço, e com isso, ajudar o meu irmão a ser feliz.
Não há como escapar a essa verdade. Nasci para ser feliz e fazer os outros felizes.
Minha religião pode me ajudar nisso.
Tenho o exemplo de milhares de santos que conseguiram.
Tenho os ensinamentos da minha comunidade de fé.
Tenho a Bíblia. E o que é mais importante: tenho Jesus, porque de fazer alguém feliz, ele é quem mais entende! Sem esta mística andaremos pela vida como quem vai a uma feira com milhares de pessoas e esbarra em milhares delas sem sequer dizer um oi, tchau, bom dia, paz a você. Tocamos sem tocar, olhamos sem olhar, notamos sem notar, passamos sem passar.
Vivemos a solidão de uma ilha. Os outros terão que vir a nós, porque nós não sabemos ir aos outros. O verbo é ir... Quem não vai ao outro corre o risco de não saber porque veio a este mundo. Alguém nos quis aqui! E os verbos desse envio são: ser para os outros, amar os outros e ir aos outros! Sem isso, corremos o risco de virarmos ilhas.
Sem o outro, nosso eu perde o seu sentido!
www.padrezezinhoscj.com
sexta-feira, 21 de março de 2014
As mulheres do calvário
Algumas mulheres
seguiram a Jesus
desde a Galiléia
até essa colina ensanguentada
onde o império masculino
desdobrava com frieza
de lança e de martelo
sua malícia treinada.
O olhar ofegante de Jesus
viu-as ao longe tão próximas,
em cachos,
imprensadas umas contra as outras
pelo espanto solidário,
que uma gota de ternura
pousou em seus olhos,
e deslizou como um beijo
por sua garganta arada
e seu coração amigo.
Contemplaram lentamente,
fiéis à realidade de sangue
e ao amor nú.
Só elas poderão nos contar
até a última ferida.
Só elas poderão nos dizer
a última palavra de Jesus,
que apenas aparecia seus olhos,
como um segredo inesgotável
que só ao terceiro dia
pôde pronunciar seu vôo.
Elas,
as mulheres da Galiléia,
as mulheres da margem,
tão próximas à dor,
sabem bem
que as feridas ressuscitam
quando são ungidas
com lágrimas, olhares,
carícias e perfumes.
Por isso saíram
de madrugada,
quando as criaturas
emergiam da noite,
para ungir um cadáver
na manhã de domingo.
Benjamim Gonzalez Buelta
padre jesuíta e poeta
quinta-feira, 13 de março de 2014
Receita da Vida
Anote os ingredientes:
Família (é aqui que tudo começa)
Amigos (nunca deixe faltar)
Raiva (se existir, que seja pouca)
Paciência (a maior possível)
Lágrimas (enxugue todas)
Sorrisos (os mais variados)
Paz (em grande quantidade)
Perdão (à vontade)
Desafetos (se possível, nenhum)
Esperança (não perca jamais)
Coração (quanto maior, melhor)
Amor (pode abusar)
Carinho (essencial).
Agora, o modo de preparar:
Esqueça os momentos de raiva e desespero passados.
Se precisar use toda sua paciência.
Enxugue as lágrimas e as substitua por sorrisos.
Junte a paz e o perdão e ofereça a seus desafetos.
Deixe a esperança crescer no seu coração.
Nem sempre os ingredientes da vida são gostosos, portanto, saiba misturar todos os temperos que ela oferece e faça dela um prato de raro sabor.
Chame a família, os vizinhos e amigos e bom apetite!
terça-feira, 11 de março de 2014
Vendo os próprios defeitos...
Havia, certa vez, uma onça que sabia de tudo o que acontecia nos matos. Seu espírito crítico era felino; tudo ela percebia e criticava. Ela enxergava defeitos em tudo e em todos, e comentava com a bicharada.
Um dia, aquela onça começou a sentir a visão meio cansada, enxergando pouco, e procurou um oftalmologista. Este resolveu fazer uma cirurgia nos olhos dela. Terminada a recuperação da cirurgia, a onça se mandou novamente para o mato.
No entanto, algo muito estranho estava acontecendo: agora ela enxergava muito mais defeitos, coisas horríveis. E ela pensava: será que a bicharada piorou ainda mais? Eram tantos os defeitos que ela enxergava que, inquieta, procurou novamente o oftalmologista.
Este examinou seus olhos e disso: “Dona onça, a senhora me desculpe! O erro foi meu. Quando eu fiz a cirurgia nos seus olhos, eu me enganei e coloquei seus olhos voltados para dentro. Por isso que a senhora estranhou, pois está vendo os próprios defeitos”. E recolocou os olhos na posição certa.
A onça retornou à floresta, mas agora era mais prudente ao criticar os demais bichos, pois sabia que seus defeitos eram bem maiores.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
O ENTERRO DO " NÃO CONSIGO "
Dinâmica de uma professora primária do estado de Michigan, nos Estados Unidos… História contada Chick Moorman num livro chamado “Canja de Galinha para a alma”.
Leia a história e aplique em sua vida!
Chick Moorman era supervisor e incentivador de treinamentos, quando um dia viveu uma experiência muito instrutiva, que o marcou para sempre, conforme ele mesmo narra:
- Tomei um lugar vazio no fundo da sala e assisti. Todos os alunos estavam trabalhando numa tarefa, preenchendo uma folha de caderno com idéias e pensamentos.
Uma aluna de dez anos, mais próxima de mim, estava enchendo a folha de “Não consigo”:
“Não consigo chutar a bola de futebol além da segunda base.”
“Não consigo fazer divisões longas com mais de três números.”
“Não consigo fazer com que a Maria goste de mim.”
- Caminhei pela sala e notei que todos estavam escrevendo o que não conseguiam fazer.
“Não consigo fazer dez flexões.”
“Não consigo comer um biscoito só.”
A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade e decidi verificar com a professora o que estava acontecendo e percebi que ela também estava ocupada escrevendo uma lista de “não consigo”.
Frustrado em meus esforços em determinar porque os alunos estavam trabalhando com negativas, em vez de escrever frases positivas, voltei para o meu lugar e continuei minhas observações.
Os estudantes escreveram por mais dez minutos. A maioria encheu sua página.
Alguns começaram outra. Depois de algum tempo os alunos foram instruídos a dobrar as folhas ao meio e colocá-las numa caixa de sapatos, vazia, que estava sobre a mesa da professora.
Quando todos os alunos haviam colocado as folhas na caixa, a Professora acrescentou as suas folhas, tampou a caixa, colocou-a embaixo do braço e saiu pela porta do corredor. Os alunos a seguiram. E eu segui os alunos.
Logo à frente a professora entrou na sala do zelador e saiu com uma pá. Depois seguiu para o pátio da escola, conduzindo os alunos até o canto mais distante do playground. Ali começaram a cavar.
Iam enterrar seus “Não consigo”! Quando a escavação terminou, a caixa de “Não consigo” foi depositada no fundo e rapidamente coberta com terra.
Trinta e uma crianças de dez e onze anos permaneceram de pé, em torno da sepultura recém cavada.
A Professora, então proferiu louvores:
“Amigos, estamos hoje aqui reunidos para honrar a memória do “não consigo”. Enquanto esteve conosco aqui na Terra, ele tocou as vidas de todos nós, de alguns mais do que de outros. Seu nome, infelizmente, foi mencionado em cada instituição pública, escolas, prefeituras, assembleias legislativas e até mesmo no palácio do governo”.
“Providenciamos um local para o seu descanso final e uma lápide que contém seu epitáfio. Ele vive na memória de seus irmãos e irmãs “eu consigo”, “eu vou” e “eu vou imediatamente””.
“Que o “não consigo” possa descansar em paz e que todos os presentes possam retomar suas vidas e ir em frente na sua ausência. Amém.”
Ao escutar as orações entendi que aqueles alunos jamais esqueceriam aquela lição.
A atividade era simbólica: uma metáfora da vida. O “não consigo” estava enterrado para sempre. Logo após, a sábia Professora encaminhou os alunos de volta à classe e promoveu uma festa. Como parte da celebração, a Professora recortou uma grande lápide de papelão e escreveu as palavras “não consigo” no topo, “descanse em paz” no centro, e a data embaixo.
A lápide de papel ficou pendurada na sala de aula daquela Professora durante o resto do ano.
Nas raras ocasiões em que um aluno se esquecia e dizia “não consigo”, a Professora simplesmente apontava o cartaz descanse em paz. O aluno então se lembrava de que “não consigo” estava morto e reformulava a frase.
Eu não era aluno dela. Ela era minha aluna. Ainda assim, naquele dia aprendi uma lição duradoura com ela.
Agora, anos depois, sempre que ouço a frase “não consigo”, vejo imagens daquele funeral da quarta série. Como os alunos, eu também me lembro de que “Não consigo” está morto e enterrado.
Esta é a lição que quero compartilhar contigo e desejar que você tenha um dia cheio de conquistas e realizações.
(Fonte)
Leia a história e aplique em sua vida!
Chick Moorman era supervisor e incentivador de treinamentos, quando um dia viveu uma experiência muito instrutiva, que o marcou para sempre, conforme ele mesmo narra:
- Tomei um lugar vazio no fundo da sala e assisti. Todos os alunos estavam trabalhando numa tarefa, preenchendo uma folha de caderno com idéias e pensamentos.
Uma aluna de dez anos, mais próxima de mim, estava enchendo a folha de “Não consigo”:
“Não consigo chutar a bola de futebol além da segunda base.”
“Não consigo fazer divisões longas com mais de três números.”
“Não consigo fazer com que a Maria goste de mim.”
- Caminhei pela sala e notei que todos estavam escrevendo o que não conseguiam fazer.
“Não consigo fazer dez flexões.”
“Não consigo comer um biscoito só.”
A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade e decidi verificar com a professora o que estava acontecendo e percebi que ela também estava ocupada escrevendo uma lista de “não consigo”.
Frustrado em meus esforços em determinar porque os alunos estavam trabalhando com negativas, em vez de escrever frases positivas, voltei para o meu lugar e continuei minhas observações.
Os estudantes escreveram por mais dez minutos. A maioria encheu sua página.
Alguns começaram outra. Depois de algum tempo os alunos foram instruídos a dobrar as folhas ao meio e colocá-las numa caixa de sapatos, vazia, que estava sobre a mesa da professora.
Quando todos os alunos haviam colocado as folhas na caixa, a Professora acrescentou as suas folhas, tampou a caixa, colocou-a embaixo do braço e saiu pela porta do corredor. Os alunos a seguiram. E eu segui os alunos.
Logo à frente a professora entrou na sala do zelador e saiu com uma pá. Depois seguiu para o pátio da escola, conduzindo os alunos até o canto mais distante do playground. Ali começaram a cavar.
Iam enterrar seus “Não consigo”! Quando a escavação terminou, a caixa de “Não consigo” foi depositada no fundo e rapidamente coberta com terra.
Trinta e uma crianças de dez e onze anos permaneceram de pé, em torno da sepultura recém cavada.
A Professora, então proferiu louvores:
“Amigos, estamos hoje aqui reunidos para honrar a memória do “não consigo”. Enquanto esteve conosco aqui na Terra, ele tocou as vidas de todos nós, de alguns mais do que de outros. Seu nome, infelizmente, foi mencionado em cada instituição pública, escolas, prefeituras, assembleias legislativas e até mesmo no palácio do governo”.
“Providenciamos um local para o seu descanso final e uma lápide que contém seu epitáfio. Ele vive na memória de seus irmãos e irmãs “eu consigo”, “eu vou” e “eu vou imediatamente””.
“Que o “não consigo” possa descansar em paz e que todos os presentes possam retomar suas vidas e ir em frente na sua ausência. Amém.”
Ao escutar as orações entendi que aqueles alunos jamais esqueceriam aquela lição.
A atividade era simbólica: uma metáfora da vida. O “não consigo” estava enterrado para sempre. Logo após, a sábia Professora encaminhou os alunos de volta à classe e promoveu uma festa. Como parte da celebração, a Professora recortou uma grande lápide de papelão e escreveu as palavras “não consigo” no topo, “descanse em paz” no centro, e a data embaixo.
A lápide de papel ficou pendurada na sala de aula daquela Professora durante o resto do ano.
Nas raras ocasiões em que um aluno se esquecia e dizia “não consigo”, a Professora simplesmente apontava o cartaz descanse em paz. O aluno então se lembrava de que “não consigo” estava morto e reformulava a frase.
Eu não era aluno dela. Ela era minha aluna. Ainda assim, naquele dia aprendi uma lição duradoura com ela.
Agora, anos depois, sempre que ouço a frase “não consigo”, vejo imagens daquele funeral da quarta série. Como os alunos, eu também me lembro de que “Não consigo” está morto e enterrado.
Esta é a lição que quero compartilhar contigo e desejar que você tenha um dia cheio de conquistas e realizações.
(Fonte)
sábado, 28 de dezembro de 2013
Oração pela Paz – Pe. Zezinho
Cristo, quero ser instrumento de Tua
Paz e do Teu infinito amor
Onde houver ódio e rancor, que eu
Leve a concórdia, que eu leve o amor
Onde há ofensa que dói
Que eu leve o perdão
Onde houver a discórdia,
Que eu leve a união e Tua paz
Onde encontrar um irmão
a chorar de Tristeza
sem ter voz e nem vez
Quero bem no seu coração
semear alegria
pra florir gratidão
Mestre, que eu saiba amar
Compreender, consolar
e dar sem receber
Quero sempre mais perdoar
trabalhar na conquista
e vitória da paz
FELIZ ANO NOVO !
COM MUITA PAZ E AMOR NO CORAÇÃO DE CADA UM !
sábado, 14 de dezembro de 2013
Olhar o presépio com os olhos do coração
Sejamos como Maria: na contemplação, um olhar de ternura ao Menino Jesus e um coração capaz de acolher as surpresas de Deus.
Sejamos como José: no silêncio, a não-compreensão dos fatos, mas a plena aceitação do mistério de Deus.
Sejamos como os anjos: na alegria, o canto de glória por todos o céu e por toda a terra. "eis que anuncio a vocês uma grande alegria: um menino nasceu, um Filho nos foi dado" (Lc 2,10).
Sejamos como os pastores: na simplicidade, os passos apressados... apressados porque na direção Daquele que era o prometido, a esperança dos pobres e pequenos.
Sejamos como o boi e o burro: na generosidade, o cumprimento da própria missão. Nada melhor do que fazer bem o próprio papel, em tempo e lugar. Estar a serviço... o mundo precisa do que somos mais do que aquilo que temos ou fazemos.
Sejamos como a estrela: um percurso feito na calada da noite, de modo brilhante e convincente. Anunciar... a notícia se faz grande, percorre quilômetros e aponta a direção.
Sejamos como os Reis Magos: na esperança, o acreditar! Caminhar seguindo a estrela, acreditar seguindo o coração.
Sejamos, enfim, como Jesus: humilde, pequeno, pobre e simples. Na comunhão com o Infinito, com o Criador, um sim à vida. Eis-me aqui... vim para fazer a tua vontade.
Feliz natal!
(Pe. Antônio G. Dalla Costa)
(Fonte)
sábado, 2 de novembro de 2013
O NASCER PARA O ALÉM...
Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.
Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.
E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los.
De retroceder no tempo e segurar a vida.
Ausência: - porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez.
Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos.
Sentimos, quando mergulhados em oração, o ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir.
Essa vontade de rever aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...
E...
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir.
Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!
Texto: Padre Juca
Adaptação: Sandra Zilio
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
COMO É DEUS?
O homem tinha uma aparência simples e cheia de bondade. Por isso lhe pedi:
- Por favor, diga-me: como é Deus?
Ele respondeu:
- Muitas palavras não serviriam. No entanto, toma este livro – era um livro no qual ele mesmo escrevia. – Se o ler no momento certo, ele te dirá como é Deus.
Eu queria ver logo o que estava escrito, mas quando cheguei em casa minha mulher não ficou tão animada. Ela estava toda ocupada porque se aproximavam os dias do nascimento do nosso primeiro filho. Eu me perguntava: quando será o momento certo para ler o livro? Talvez por ocasião de algum dia santo. Quem sabe, num dia de tristeza. Pode ser também que Deus mesmo vai nos dizer quando abrir o livro. Decidimos esperar. Duas semanas depois, nasceu o nosso primeiro filho. É muito difícil explicar o que eu senti. Era pai, estava cheio de orgulho, mas ao mesmo tempo estava humilhado porque nem sabia como pegar no colo aquela criança. Achava de ter já entendido tudo da vida, mas aquele pequeno ser era maior do que eu. Devia aprender com ele coisas novas. Todos crescem quando se tornam pais. Naquela noite, sonhei que meu filho me perguntava:
- Como é Deus?
Levantei-me e fui buscar o livro. Disse à minha esposa:
- Este é o momento certo.
Abrimos o livro e eu li:
- É muito simples: Deus é um Pai.
Ela também quis abrir o livro e leu:
- É muito simples: Deus é um Filho.
– Vamos agora abrir o livro juntos – pedi.
Unimos as nossas mãos, abrimos e lemos:
- É muito simples, cada respiro seu é um respiro da vida de Deus!
Essas são palavras de Teofane, um dos monges do deserto. Nada de mais humano que buscar o sentido das coisas grandes a partir da simplicidade da vida, aquela que, talvez, vivemos todos os dias sem dar atenção. Deus sempre será infinitamente maior do que nós, maior do que nossas ideias e nossas palavras; maior do que as nossas tentativas de explicação. No entanto dizer que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo é mais do que proclamar um dos mistérios maiores e mais bonitos da nossa fé; é expressar com singeleza algo que deve envolver também as nossas vidas.
Jesus ensinou e prometeu que ele e o Pai iriam “fazer morada” naqueles que o amarem e guardarem a sua palavra (cf. Jo14, 23). Deus quer estar conosco, caminhar conosco, quer ter o seu lugar em nosso coração. Com isso, quero dizer que, apesar da sua grandeza e da nossa pequenez, algo de Deus deve estar necessariamente ao nosso alcance. Deve ser possível falar, ao menos um pouco, dele e fazer a experiência do seu amor. Acredito que, apesar das limitações das palavras, dizer que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo faz que o sintamos cada vez mais perto de nós.
Pai (e mãe) significa o dom da vida. A uma criança basta pouco para ser feliz, serve alguém que a tome no colo e atenda às suas necessidades elementares de sobrevivência. Filho é aquele que, em primeiro lugar, encanta-se com seus pais e os admira. Um filho aprende a agradecer a cada dia e prova a sua gratidão no respeito e na atenção para com os pais. Enfim, o “respiro”, o sopro do Espírito, é como o ar necessário em cada momento para se viver, porque é o amor que transforma tudo em beleza, em alegria, e bondade.
O amor faz de gestos simples, cotidianos, muitas vezes despercebidos, verdadeiros atos de heroísmo, de sacrifício, de desprendimento e doação. É o amor que, dado e recebido, faz da nossa vida um dom, além dos cálculos e dos interesses: pura gratuidade. Gestos de amor verdadeiro não têm preço, purificam o nosso coração das invejas, limpam os nossos olhos das maldades, fazem surgir a paz onde reinava a inquietação. Talvez nos sintamos muitas vezes infelizes pela incapacidade de enxergar o bem que nos é oferecido e o bem que podemos doar sem esperar nada de volta. Temos medo de sermos os primeiros a amar, de nos “perder” por causa do amor. Na realidade o “momento certo” para entender o amor é, e sempre será, quando amamos. Fora do amor vivido, real e sofrido, é difícil entender o amor. Também é difícil entender Deus.
Por Dom Pedro José Conti – Bispo de Macapá
(FONTE)
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
OS SONS DAS FLORES
No século III d.C. o rei Ts’ao mandou seu filho, o príncipe T’ai, ir estudar no templo com o grande mestre Pan ku. O objetivo era preparar o príncipe, que iria suceder ao pai no trono, para ser um grande administrador.
Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre Pan ku logo o mandou, sozinho, à floresta de Ming Li. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever os sons da floresta. Passado o prazo, T’ai retornou e Pan ku lhe pediu para descrever os sons de tudo aquilo que tinha conseguido ouvir.
- Mestre, pude ouvir o canto dos cucos, o roçar das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo suavemente na grama, o zumbido das abelhas e o barulho do vento cortando os céus.
Quando T’ai terminou, o mestre mandou-o de volta à floresta para ouvir tudo o mais que fosse possível. T’ai ficou intrigado com a ordem do mestre. Ele já não tinha distinguido cada som da floresta? Por longos dias e noites o príncipe se sentou sozinho na floreta, ouvindo, ouvindo. Mas não conseguiu distinguir nada de novo além daqueles sons já mencionados ao mestre Pan ku.
Então, certa manhã, sentado entre as árvores da floresta, começou a discernir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. Quanto mais atenção prestava, mais claro os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. “Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse”, pensou. Sem pressa, o príncipe passou horas ali, ouvindo, pacientemente. Queria ter a certeza de que estava no caminho certo. Quando T’ai retornou ao templo, o mestre lhe perguntou o que mais ele tinha conseguido ouvir.
- Mestre, quando prestei mais atenção, pude ouvir o inaudível! O som das flores se abrindo, do sol aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da manhã.
O mestre acenou com a cabeça em sinal de aprovação e disse:
- Ouvir o inaudível é ter disciplina necessária para se tornar um grande administrador. Apenas quando aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, os medos não confessados e as queixas silenciosas, um administrador pode inspirar confiança a seu povo, entender o que está errado e atender às reais necessidades dos cidadãos.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
A SABEDORIA DOS ANTIGOS
Certa vez, um padre ainda novo foi rezar uma missa no interior de sua paróquia e, por culpa de mal-entendidos sobre o horário, apenas um senhor da roça veio para participar da reza.
"O que vou fazer agora?", pensou o padre. Tinha preparado bem a liturgia, com um sermão comprido. Iria rezar a missa ou não?
Quando o senhor percebeu que o padre não estava disposto a celebrar, fez a seguinte observação:
- Sabe, padre, eu tenho uma fazenda com muitas vacas. Comecei apenas com uma, e com o tempo fui conseguindo mais e mais. Hoje eu tenho uma grande manada.
O padre respondeu:
- O senhor está certo. Entendi sua mensagem. Agradeço e vou celebrar a missa.
Ao iniciar a celebração, nenhuma outra pessoa havia para participar. Mesmo assim, o padre celebrou a missa com todo o entusiasmo e fez um sermão de uma hora. A missa terminou bem tarde.
Já na sacristia, o roceiro se aproximou e falou:
- Quando vou alimentar as minhas vacas, preparo a comida para todas, mas quando somente uma vem para comer, eu não lhe dou toda a comida que preparei.
"O que vou fazer agora?", pensou o padre. Tinha preparado bem a liturgia, com um sermão comprido. Iria rezar a missa ou não?
Quando o senhor percebeu que o padre não estava disposto a celebrar, fez a seguinte observação:
- Sabe, padre, eu tenho uma fazenda com muitas vacas. Comecei apenas com uma, e com o tempo fui conseguindo mais e mais. Hoje eu tenho uma grande manada.
O padre respondeu:
- O senhor está certo. Entendi sua mensagem. Agradeço e vou celebrar a missa.
Ao iniciar a celebração, nenhuma outra pessoa havia para participar. Mesmo assim, o padre celebrou a missa com todo o entusiasmo e fez um sermão de uma hora. A missa terminou bem tarde.
Já na sacristia, o roceiro se aproximou e falou:
- Quando vou alimentar as minhas vacas, preparo a comida para todas, mas quando somente uma vem para comer, eu não lhe dou toda a comida que preparei.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
SOMENTE FALAVA DE DEUS...
Conta-se que, no sul da China, um nativo foi convidado a assistir a uma séria de conferências religiosas. Era um homem simples, naturalmente, mas curioso e observador. Compareceu logo na primeira noite e gostou imensamente.
Os pensamentos do orador, embora estranhos para ele, não deixavam de ser interessantes. Voltou na noite seguinte e, ao término da segunda conferência, pensou consigo mesmo: o orador falou hoje quase a mesma coisa que disse ontem.
Contudo, nem por isso deixou de assistir nas três noites restantes. Na última noite, continuou no recinto até as pessoas se afastarem totalmente. Assim, a sós com o pregador, arriscou a seguinte observação:
- Afinal, pregador, por que motivo o senhor não fala de outras coisas igualmente interessantes e até mais abrangentes? Assisti a todas as suas conferências, e o assunto foi sempre o mesmo: Deus. Não há nenhum outro nome que possa ser mencionado?
O orador, maduro e muito experiente, sobretudo muitíssimo hábil, encontrou de imediato uma extraordinária saída. Perguntou-lhe:
- Desculpe a minha curiosidade: O que é que o amigo come no almoço?
- Como arroz, principalmente
- E no jantar, qual o seu prato predileto?
- Ainda arroz
- O senhor costuma cear à noite, antes de dormir?
- Sim, fazemos isso todas as noites em minha casa
- E na ceia, o que a família costuma comer?
- Também arroz. Uma refeição só será completa para mim se houver arroz
- E ontem o senhor comeu arroz nas três refeições que fez?
- Sim, eu, particularmente, só como arroz. Entendo que esse cereal me dá vida, força e saúde.
Depois desse diálogo, aparentemente sem importância, o pregador, em poucas palavras, prestou o mais profundo esclarecimento que o nativo carecia ouvir, para entender que o nome de Deus é o mais abrangente.
- Pois essa é justamente a razão de eu só falar em Deus. Ele é meu amigo. Ele me enche a vida e a alma. É capaz de preencher qualquer necessidade que eventualmente eu possa ter. Por causa desse tão maravilhoso relacionamente entre mim e Deus, e em virtude das muitas bençãos que dele recebo, é que a minha boca não sabe falar de outra coisa.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
APRENDENDO A ESCREVER
Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.
Joey desenhou sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. E desejando escrever uma palavra acima do círculo, saiu de sua mesinha e foi até a professora, perguntando-lhe:
– Professora, como a gente escreve...?
Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula.
Joey dobrou o papel e o guardou no bolso. Quando retornou para casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.
Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia e para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse:
– Mamãe, como a gente escreve...?
Sua mãe imediatamente o interrompeu dizendo:
– Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta!
Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.
Naquela noite, ele tirou novamente o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo ao seu pai. Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai e disse:
– Papai, como a gente escreve...?
– Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora.
O garoto dobrou o desenho e o guardou mais uma vez no bolso.
No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos passaram...
Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie, fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:
– Este aqui é você, papai!
A garota também riu. O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.
Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: “Volto logo!”. E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou-lhe:
– Papai, como a gente escreve amor?
Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
– Amor, querida, amor se escreve com as letras T...E...M...P...O.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
TRABALHO E ORAÇÃO
Um velho pescador, bom cristão, gravou num dos remos de sua canoa a palavra “trabalho”, e no outro, a palavra “oração”.
Certo dia, ele conduzia para a outra margem do rio um desses jovens que não rezava mais e tinha abandonado suas práticas religiosas. Ao ver a palavra oração num dos remos, falou ao velho, em tom de ironia.
- Você ainda é dos tempos antigos! Para que rezar? Não basta trabalhar? Eu não perco mais tempo com rezas.
O barqueiro nada respondeu e, como única resposta, parou de movimentar o remo onde estava escrito a palavra oração, movimentando somente o outro, onde se lia a palavra trabalho.
Logo apareceu o resultado: o barco começou a girar em torno de si mesmo.
Não seguia para a frente, a fim de atingir a outra margem do rio.
Assim o jovem percebeu que, para chegar ao outro lado, era necessário manejar os dois remos.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
O CAVALINHO
Certa tarde, um homem saiu para um passeio com as duas filhas, uma de oito e outra de quatro anos. Em determinado momento da caminhada, Helena, a mais nova, pediu ao pai que a carregasse, pois estava muito cansada para continuar andando.
O pai respondeu que também estava muito cansado. Diante da
resposta, a garotinha começou a choramingar e fazer "corpo mole".
Sem dizer uma só palavra, o pai cortou um pequeno galho de árvore
e o entregou a Helena, dizendo:
- Olhe aqui um cavalinho para você montar, filha! Ele irá ajudá-la
a seguir em frente.
A menina parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho verde tão
rápido, que chegou em casa antes dos outros. Ficou tão encantada
com seu cavalo de pau, que foi difícil fazê-la parar de galopar.
A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao
pai sobre como devia entender a atitude de Helena.
O pai sorriu e respondeu:
- Assim é a vida, minha filha. Às vezes, estamos física e mentalmente cansados, certos de que é impossível continuar. Mas encontramos
então um "cavalinho" qualquer que nos dá ânimo outra vez.
Esse cavalinho pode ser um bom livro, um amigo, uma canção...
Assim, quando você se sentir cansado ou desanimado, nunca
se deixe levar pela preguiça ou o desânimo.
Lembre-se: sempre haverá um "cavalinho" para cada momento.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Ser catequista
Ser catequista é anunciar ao mundo
a verdadeira vida e, na humildade
daquele que é apenas comunicador,
mensageiro, abrir o coração à escuta, detectando,
na confusão de todas as vozes,
o gemido da dor e o pulsar da vida.
Ser catequista é semear a esperança
com gestos e palavras
e levar a todas as pessoas
a mensagem salvadora do amor.
Catequista, apóstola(o), dedicação, partilha:
à medida que cresce, mais se doa.
A(o) catequista continua no mundo a missão de Maria,
fazendo o bem a todas as pessoas
e doando o maior de todos os dons:
ser filhas(os) de Deus.
Do livro: Mensagens para o ano todo - Vol.2, Paulinas
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
PÁGINAS COLORIDAS
Conta-se que um soldado indo à igreja, permanecia longamente com os olhos fixos sobre um livrinho estranho, sem palavras, que tinha somente quatro páginas com várias cores: amarelo, branco, vermelho e verde.
Um dia alguém lhe perguntou o que fazia com esse livrinho, ele respondeu:
- “Eu quase perdi a visão, mas ainda consigo ler este livro.
Na página cor de ouro contemplo a majestade de Deus e o adoro; na branca vejo os benefícios recebidos de Deus e o agradeço; a vermelha, com sua cor do sangue, me mostra o efeito dos meus pecados pelos quais Jesus Cristo derramou o seu sangue, e peço perdão de minhas culpas; finalmente a página verde, que é símbolo da esperança, me dá coragem para pedir a Deus todas as graças de que preciso, na confiança que Jesus misericordioso me escutará...”
Um dia alguém lhe perguntou o que fazia com esse livrinho, ele respondeu:
- “Eu quase perdi a visão, mas ainda consigo ler este livro.
Na página cor de ouro contemplo a majestade de Deus e o adoro; na branca vejo os benefícios recebidos de Deus e o agradeço; a vermelha, com sua cor do sangue, me mostra o efeito dos meus pecados pelos quais Jesus Cristo derramou o seu sangue, e peço perdão de minhas culpas; finalmente a página verde, que é símbolo da esperança, me dá coragem para pedir a Deus todas as graças de que preciso, na confiança que Jesus misericordioso me escutará...”
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