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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Magnificat do Catequista

 
Canto a Deus com toda a minha vida, 

e quero partilhar com todos que estou cheio de alegria 
porque, Deus na Sua bondade chamou-me para ser catequista. 
Eu nada sabia e nem o merecia, 
e nunca o tinha imaginado! 
Porém, Ele aproximou -se, 
fixou o Seu olhar nos meus olhos, 
tocou o meu coração 
e chamou-me pelo nome: Catequista. 
Todos os que me rodeiam e me conhecem, 
vejam como estou feliz, 
porque Ele tomou a minha vida, 
e mudou-a, e não sabem quantas coisas boas fez em mim! 
É o Deus da Vida, 
é totalmente Bom, é Deus Amor! 
É enorme a sua bondade 
e actua em todo o mundo pelos séculos dos séculos. 
Aos soberbos e poderosos, 
que se consideram sábios e fortes, 
Ele não os tem em conta. 
Em troca, aos humildes, aos pobres, aos pequenos, 
aos marginalizados…
Ele estende as Suas mãos para os atender, 
o seu coração está com eles. 
É um Deus compassivo e cheio de misericórdia. 
não quer que ninguém passe fome, 
detesta a injustiça, 
aborrece-lhe a indiferença 
e a falta de compromisso. 
Ele quer mudar o mundo, 
para que haja Justiça, Paz e Vida para todos. 
desde sempre é a Sua Promessa, 
de Abraão até nós. 
É a Sua Vontade 
e nos chama a construí-la. 
Meu coração está cheio de alegria 
porque me chamou a ser Catequista. 
quero anunciar a Sua Palavra, 
ser Testemunha da Sua Presença 
e constructor do seu Reino. 
Deus bondoso, 
ajuda-me a ser-Te fiel 
na minha vocação de Catequista 
todos os dias da minha vida. Ámen 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Receita de Reconciliação


Minha mãe fazia um bolinho de polvilho excelente. As amigas pediam a receita e ela dava. Algumas conseguiam o mesmo produto e o mesmo gosto. Outras, não. Quando perguntavam porque, minha mãe dizia: Não basta fazer. Tem que ter leveza! …

Não existem receitas para a reconciliação de um casal em grave crise. Mas existem conselhos que em muitos casos acabam dando certo, isto porque encontram leveza num deles ou nos dois. Casais em vias de separação costumam pegar pesado, quase sempre um dos dois querendo que tudo volte a ser como era e o outro insistindo em partir para outra experiência, ou ao menos em terminar a convivência. Quando as posições se radicalizam não há como reconciliar. Não estão prontos. A expressão que trava tudo é: Sim, eu errei, mas a maior vítima sou eu!

Se conselhos ainda valem, anotem estes:

– Orem pedindo luzes. Não falem demais. Não levantem a voz. Palavrão, jamais. Não se xinguem. Não ameacem. Não se aterrorizem. Não batam toda a hora na porta do outro. Segurem as lágrimas, sobretudo se parecerem armação e chantagem. Não se façam de vítimas, mesmo que sejam. Não usem os filhos um contra o outro. Um não ataque os parentes do outro. Há bons e maus amigos: escolham a quem ouvir. Não aplaudam quem atacar o outro lado, para ficar bem com o seu. Não façam as coisas que queriam fazer, dizendo que só fez porque seu psicólogo ou seu conselheiro mandou. Não deturpem o que ouviram deles. Não puxem a brasa para a sua sardinha. Não remoam o passado na frente dos outros. Não o remoam, lembrando apenas os erros, caso se encontrem. Quem der perdão tem que pedi-lo, também. Ouçam-se muito e falem o menos possível. Um não interrompa o outro, nem a sós, nem diante dos conselheiros. Desarmem o coração por mais mágoa que levem. Meçam as palavras. Considerem as coisas boas que viveram juntos. Se no momento não dá mais para conviverem, ouçam bem seu diretor espiritual, seu advogado e quem entende de comportamento humano. O melhor lugar para conselhos não é o cabeleireiro, nem o bar da esquina! Não prometam o que não cumprirão. Não lavem roupa suja. Tentem achar a dignidade e o respeito. A cidade inteira não precisa saber do seu conflito.

Perdoar é muito difícil e pedir perdão também. Mas, quando uma ferida avançou demais, é preciso ir fundo na cura. O perdão e o arrependimento vão fundo. Reconciliar é tornar a conciliar as pessoas e o que as rodeia. É concordar no essencial, por as cabeças juntas, sentar-se juntos. Quem parou de fazer isso deve se imaginar, se não agora, quem sabe mais adiante, passada a poeira da briga, conversando e maneira civilizada. Cuidado com a palavra “não, nunca, jamais”. São balas perdidas. Acabam ricocheteando e acertando os filhos…

(Pe. Zezinho, SCJ)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Reflexões do Papa Francisco sobre Família


1. O que mais pesa é a falta de amor
 Aquilo que pesa mais do que tudo isso é a falta de amor. Pesa não receber um sorriso, não ser benquisto. Pesam certos silêncios, às vezes mesmo em família, entre marido e esposa, entre pais e filhos, entre irmãos. Sem amor, a fadiga torna-se mais pesada, intolerável. Penso nos idosos sozinhos, nas famílias em dificuldade porque sem ajuda para sustentarem quem em casa precisa de especiais atenções e cuidados. 'Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos', diz Jesus.”

2. Os perigos da família

“Os esposos cristãos não são ingênuos, conhecem os problemas e os perigos da vida. Mas não têm medo de assumir a própria responsabilidade, diante de Deus e da sociedade. Sem fugir nem isolar-se, sem renunciar à missão de formar uma família e trazer ao mundo filhos.”

3. A graça do sacramento do Matrimônio 

"Os sacramentos não servem para decorar a vida – mas que lindo matrimônio, que linda cerimônia, que linda festa!... Mas aquilo não é o sacramento, aquela não é a graça do sacramento. Aquela é uma decoração! E a graça não é para decorar a vida, é para nos fazer fortes na vida, para nos fazer corajosos, para podermos seguir em frente! Sem nos isolarmos, sempre juntos."

4. A necessidade familiar dos cristãos

"Os cristãos casam-se sacramentalmente, porque estão cientes de precisarem do sacramento! Precisam dele para viver unidos entre si e cumprir a missão de pais. 'Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença'. Assim dizem os esposos no sacramento."

5. A família é para a vida toda

“Uma longa viagem, que não é feita de pedaços, dura a vida inteira! E precisam da ajuda de Jesus, para caminharem juntos com confiança, acolherem-se um ao outro cada dia e perdoarem-se cada dia. E isto é importante! Nas famílias, saber-se perdoar, porque todos nós temos defeitos, todos! Por vezes fazemos coisas que não são boas e fazemos mal aos outros. Tenhamos a coragem de pedir desculpa, quando erramos em família.”

6. Com licença, obrigado, desculpa

"Para levar adiante uma família, é necessário usar três palavras. Três palavras: com licença, obrigado, desculpa. Três palavras-chave!"

7. A família que ora

"Todas as famílias, todos nós precisamos de Deus: todos, todos! Há necessidade da sua ajuda, da sua força, da sua bênção, da sua misericórdia, do seu perdão. E é preciso simplicidade: para rezar em família, é necessária simplicidade! Rezar juntos o 'Pai Nosso', ao redor da mesa, não é algo extraordinário: é fácil. E rezar juntos o Terço, em família, é muito belo; dá tanta força! E também rezar um pelo outro: o marido pela esposa; a esposa pelo marido; os dois pelos filhos; os filhos pelos pais, pelos avós... Rezar um pelo outro. Isto é rezar em família, e isto fortalece a família: a oração."

8. A família conserva a fé

"As famílias cristãs são famílias missionárias. Ontem escutamos, aqui na praça, o testemunho de famílias missionárias. Elas são missionárias também na vida quotidiana, fazendo as coisas de todos os dias, colocando em tudo o sal e o fermento da fé! Guardai a fé em família e colocai o sal e o fermento da fé nas coisas de todos os dias."

9. A alegria da família

“A alegria verdadeira vem da harmonia profunda entre as pessoas, que todos sentem no coração, e que nos faz sentir a beleza de estarmos juntos, de nos apoiarmos uns aos outros no caminho da vida.”

10. Deus e a harmonia em meio às diferenças

"Ter paciência entre nós. Amor paciente. Só Deus sabe criar a harmonia a partir das diferenças. Se falta o amor de Deus, a família também perde a harmonia, prevalecem os individualismos, se apaga a alegria. Pelo contrário, a família que vive a alegria da fé, comunica-a espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo, é fermento para toda a sociedade."