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terça-feira, 24 de setembro de 2013

JOGRAL PARA O MÊS DA BÍBLIA


Preparação:
Escolher os catequizandos que irão participar do jogral, podem ser adolescentes, jovens ou adultos, mas que saibam ler bem. Treinar os catequizandos escolhidos para que façam uma leitura clara e pausada, respeitando o tempo rítmico do jogral.
Escolher um lugar onde todos possam ficar sentados em semi-círculo e o grupo que fará o jogral ficará colocado de modo a fechar o círculo.
No meio do grupo, preparar um pequeno altar com uma toalha florida (pode ser de chita) que vai representar a natureza; colocar sobre a toalha, abertas, folhas de um jornal do dia (mas sem cobrir totalmente a toalha).
Sobre a toalha colocar uma vela grande e flores (um vaso com flores plantadas).
Acolhida
Catequista 1:
Hoje nos reunimos para celebrar o “Dia da Bíblia”. Ela tem sido nossa companheira de caminhada há muito tempo, está a nosso lado todos os dias e nos conforta em todos os momentos. Por isso vamos lhe fazer uma homenagem.
Catequista 2:
Vamos iniciar nosso encontro fazendo o sinal da cruz cantando “Em nome do Pai”
Todos: Em nome do Pai…
Catequista 1: Deus nos chama para celebrar a graça da sua Palavra, presente na Bíblia.

Leitor 1: A Bíblia é o livro do povo,
Leitor 2: e nasceu como fruto da caminhada com Deus.
Leitor 3: Ela conta a caminhada de fé desse povo,
Leitor 4: onde muitos caminhos se misturam,
Leitor 5: onde o povo muitas vezes é infiel,
Leitor 6: onde acontecem coisas boas e coisas ruins,
Todos: mas onde a presença de Deus é constante.
Leitor 1: No começo era apenas uma tradição oral.
Leitor 2: Passada de boca em boca.
Leitor 3: Em que o povo ia cantando e contando
Leitor 4: A experiência da própria vida
Todos: vivida na presença de Deus.
Leitor 5: Mas com o tempo passando,
Leitor 6: e com o povo se dispersando,
Leitor 5: sentiram a necessidade de escrever
Leitor 4: aquela história marcante
Leitor 3: que era pra todo mundo ler,
Leitor 2: pra todo mundo aprender,
Leitor 1: pra todo mundo entender
Todos: como Deus quer o nosso viver.
Catequista 2: Foi assim que a Bíblia nasceu contando a história de fé de um povo que acreditava
em Deus e que sabia enxergar a sua presença no dia a dia da existência. Na Bíblia encontramos a Palavra de Deus, que foi inspirada nos corações de homens e mulheres e transformou suas vidas.

Todos: A Bíblia é Palavra de Deus
Leitor 1: semeada no coração do povo,
Leitor 2: que foi terra fértil onde ela brotou,
Leitor 3: e onde cresceu e deu muitos frutos.
Todos: A Bíblia é Palavra de Deus
Leitor 4: que iluminou a vida do povo
Leitor 5: que mostrou o caminho a seguir
Leitor 6: para o povo saber por  onde ir
Todos: E o Reino de Deus construir.
Catequista 1: E assim, a Bíblia foi sendo escrita e transmitida até os dias de hoje, passando de mão em mão até chegar aqui. Ela não foi ditada, foi inspirada e vivida antes de ser escrita.
Catequista 2: Por isso, agora vamos acolher a Bíblia cantando. Ela vai passar de mão em mão
até passar por todos que aqui estão reunidos.
[O Catequista 1 entrega a Bíblia para a primeira pessoa que está sentada numa das pontas do círculo, e vai passando na mão de todos, até completar o percurso para o outro lado. A última pessoa a recebê-la deverá ser o catequista 2, que irá levantar-se e colocá-la no meio do pequeno altar, sobre o jornal - enquanto isso todos cantam uma música que diga que a Bíblia, a Palavra de Deus, é Luz]
 Catequista 1: Com a Bíblia deve ser assim, ela deve estar sempre nas mãos do povo, iluminando suas vidas, sua realidade, para ajudar a transformar tudo que for mau.

Leitor 1: Para transformar toda violência
Leitor 2: para transformar toda injustiça
Leitor 3: Para transformar toda corrupção
Leitor 4: Para transformar toda ganância
Leitor 5: Para transformar toda miséria
Leitor 6: Para transformar todo abandono
Todos: Em vida plena para todos!
Catequista 2: Vamos ouvir o que Jesus nos diz sobre a Palavra de Deus na vida do povo. Ele nos fala por meio de uma parábola, a Parábola do Semeador, e depois nos dá a explicação (Mt 13, 4-9 e 18-23).
[Dois leitores, de preferência um homem e uma mulher, farão a  leitura.O  primeiro leitor vai pegar a Bíblia que está sobre o jornal e ler  a primeira parte (Mt 13, 4-9). Em seguida passa a Bíblia para as mãos do segundo leitor que lê a segunda parte (Mt 13, 18-23]
Leitor 1: Leitura do Evangelho de Jesus Cristo narrado por Mateus. (faz a leitura
do seu trecho. Ao final, sem pressa e em silêncio, beija a Bíblia e passa para
o outro leitor)
Leitor 2:(faz a leitura do seu trecho e depois que terminar a leitura diz) - Esta é Palavra da Salvação!
(e ergue a Bíblia para que todos aplaudam, enquanto cantam o refrão do cântico)
[Cântico "A Bíblia é a Palavra de Deus" Fr. Fabreti - Missa Palavra que Liberta]
Todos: “A Bíblia é a Palavra de Deus, semeada no meio do povo, que cresceu, cresceu e nos transformou, ensinando a viver um mundo novo.
Catequista 1:Encerrando nossa Celebração vamos rezar todos juntos:
Senhor, que nosso coração seja sempre terreno fértil para acolher a tua Palavra. Que saibamos espantar os pássaros do egoísmo e da ganância, que impedem tua Palavra de brotar. Que saibamos retirar as pedras do orgulho e da vaidade, que impedem tua Palavra de criar raízes. Que saibamos arrancar os espinhos da injustiça e da exploração presentes no mundo, que sufocam a tua Palavra. Que saibamos adubar nosso coração com o Amor  e regar com a Paz, para que tua Palavra possa gerar frutos e fazer florescer o vosso Reino. Amém!

(FONTE)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

OS SONS DAS FLORES


No século III d.C. o rei Ts’ao mandou seu filho, o príncipe T’ai, ir estudar no templo com o grande mestre Pan ku. O objetivo era preparar o príncipe, que iria suceder ao pai no trono, para ser um grande administrador.
            Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre Pan ku logo o mandou, sozinho, à floresta de Ming Li. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever os sons da floresta. Passado o prazo, T’ai retornou e Pan ku lhe pediu para descrever os sons de tudo aquilo que tinha conseguido ouvir.
            - Mestre, pude ouvir o canto dos cucos, o roçar das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo suavemente na grama, o zumbido das abelhas e o barulho do vento cortando os céus.
            Quando T’ai terminou, o mestre mandou-o de volta à floresta para ouvir tudo o mais que fosse possível. T’ai ficou intrigado com a ordem do mestre. Ele já não tinha distinguido cada som da floresta?             Por longos dias e noites o príncipe se sentou sozinho na floreta, ouvindo, ouvindo. Mas não conseguiu distinguir nada de novo além daqueles sons já mencionados ao mestre Pan ku.
            Então, certa manhã, sentado entre as árvores da floresta, começou a discernir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. Quanto mais atenção prestava, mais claro os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. “Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse”, pensou.     Sem pressa, o príncipe passou horas ali, ouvindo, pacientemente. Queria ter a certeza de que estava no caminho certo. Quando T’ai retornou ao templo, o mestre lhe perguntou o que mais ele tinha conseguido ouvir.
            - Mestre, quando prestei mais atenção, pude ouvir o inaudível! O som das flores se abrindo, do sol aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da manhã.
O mestre acenou com a cabeça em sinal de aprovação e disse:
- Ouvir o inaudível é ter disciplina necessária para se tornar um grande administrador. Apenas quando aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, os medos não confessados e as queixas silenciosas, um administrador pode inspirar confiança a seu povo, entender o que está errado e atender às reais necessidades dos cidadãos.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A SABEDORIA DOS ANTIGOS

Certa vez, um padre ainda novo foi rezar uma missa no interior de sua paróquia e, por culpa de mal-entendidos sobre o horário, apenas um senhor da roça veio para participar da reza.
"O que vou fazer agora?", pensou o padre. Tinha preparado bem a liturgia, com um sermão comprido. Iria rezar a missa ou não?
Quando o senhor percebeu que o padre não estava disposto a celebrar, fez a seguinte observação:
- Sabe, padre, eu tenho uma fazenda com muitas vacas. Comecei apenas com uma, e com o tempo fui conseguindo mais e mais. Hoje eu tenho uma grande manada.
O padre respondeu:
- O senhor está certo. Entendi sua mensagem. Agradeço e vou celebrar a missa.
Ao iniciar a celebração, nenhuma outra pessoa havia para participar. Mesmo assim, o padre celebrou a missa com todo o entusiasmo e fez um sermão de uma hora. A missa terminou bem tarde.
Já na sacristia, o roceiro se aproximou e falou:
- Quando vou alimentar as minhas vacas, preparo a comida para todas, mas quando somente uma vem para comer, eu não lhe dou toda a comida que preparei.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

SOMENTE FALAVA DE DEUS...


Conta-se que, no sul da China, um nativo foi convidado a assistir a uma séria de conferências religiosas. Era um homem simples, naturalmente, mas curioso e observador. Compareceu logo na primeira noite e gostou imensamente.
Os pensamentos do orador, embora estranhos para ele, não deixavam de ser interessantes. Voltou na noite seguinte e, ao término da segunda conferência, pensou consigo mesmo: o orador falou hoje quase a mesma coisa que disse ontem.
Contudo, nem por isso deixou de assistir nas três noites restantes. Na última noite, continuou no recinto até as pessoas se afastarem totalmente. Assim, a sós com o pregador, arriscou a seguinte observação:
- Afinal, pregador, por que motivo o senhor não fala de outras coisas igualmente interessantes e até mais abrangentes? Assisti a todas as suas conferências, e o assunto foi sempre o mesmo: Deus. Não há nenhum outro nome que possa ser mencionado?
O orador, maduro e muito experiente, sobretudo muitíssimo hábil, encontrou de imediato uma extraordinária saída. Perguntou-lhe:
- Desculpe a minha curiosidade: O que é que o amigo come no almoço?
- Como arroz, principalmente
- E no jantar, qual o seu prato predileto?
- Ainda arroz
- O senhor costuma cear à noite, antes de dormir?
- Sim, fazemos isso todas as noites em minha casa
- E na ceia, o que a família costuma comer?
- Também arroz. Uma refeição só será completa para mim se houver arroz
- E ontem o senhor comeu arroz nas três refeições que fez?
- Sim, eu, particularmente, só como arroz. Entendo que esse cereal me dá vida, força e saúde.
Depois desse diálogo, aparentemente sem importância, o pregador, em poucas palavras, prestou o mais profundo esclarecimento que o nativo carecia ouvir, para entender que o nome de Deus é o mais abrangente.
- Pois essa é justamente a razão de eu só falar em Deus. Ele é meu amigo. Ele me enche a vida e a alma. É capaz de preencher qualquer necessidade que eventualmente eu possa ter. Por causa desse tão maravilhoso relacionamente entre mim e Deus, e em virtude das muitas bençãos que dele recebo, é que a minha boca não sabe falar de outra coisa.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

APRENDENDO A ESCREVER


Quando Joey tinha somente cinco anos, a  professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizessem um desenho  de alguma coisa que eles amavam.
Joey desenhou sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. E desejando escrever uma palavra acima do círculo, saiu de sua mesinha e foi até a professora, perguntando-lhe:
– Professora, como a gente escreve...?
Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula.
Joey dobrou o papel e o guardou no bolso. Quando retornou para casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.
Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia e para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse:
– Mamãe, como a gente escreve...?
Sua mãe imediatamente o interrompeu dizendo:
– Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta!
Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.
Naquela noite, ele tirou novamente o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo ao seu  pai. Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai e disse:
– Papai, como a gente escreve...?
– Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora.
O garoto dobrou  o desenho e o guardou mais uma vez no bolso.
No dia seguinte, quando sua mãe separava a  roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos  os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o  papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos passaram...
Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie, fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:
– Este aqui é você, papai!
A garota  também riu. O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo. 
Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: “Volto logo!”. E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou-lhe:
– Papai, como a gente escreve amor?
Ele  abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
– Amor, querida, amor se escreve com as letras T...E...M...P...O.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

TRABALHO E ORAÇÃO


Um velho pescador, bom cristão, gravou num dos remos de sua canoa a palavra “trabalho”, e no outro, a palavra “oração”.
Certo dia, ele conduzia para a outra margem do rio um desses jovens que não rezava mais e tinha abandonado suas práticas religiosas. Ao ver a palavra oração num dos remos, falou ao velho, em tom de ironia.
- Você ainda é dos tempos antigos! Para que rezar? Não basta trabalhar? Eu não perco mais tempo com rezas.
O barqueiro nada respondeu e, como única resposta, parou de movimentar o remo onde estava escrito a palavra oração, movimentando somente o outro, onde se lia a palavra trabalho.
Logo apareceu o resultado: o barco começou a girar em torno de si mesmo.
 Não seguia para a frente, a fim de atingir a outra margem do rio.
Assim o jovem percebeu que, para chegar ao outro lado, era necessário manejar os dois remos.