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quarta-feira, 31 de julho de 2013

UMA ORAÇÃO EM CADA DEDO


1. O polegar é mais próximo de você. Então comece a orar por aqueles mais próximos a você. Eles são os mais facilmente lembrados. Orar por nossos entes queridos é um “dever doce.”
2. O dedo seguinte é o indicador . Ore por aqueles que vão ensinar, instruir e curar. Isso inclui professores, catequistas, médicos e os sacerdotes. Eles precisam de apoio e sabedoria para indicar a direção correta para os outros. Mantenha-os sempre presentes em suas orações.
3. O próximo dedo é o mais alto . Ela nos lembra dos nossos líderes. Ore para o presidente, congressistas, empresários e gestores. Essas pessoas dirigem os destinos de nossa nação e orientam a opinião pública. Precisam da orientação de Deus.
4. O quarto dedo é o nosso dedo anelar . Embora muitos fiquem surpresos, é o nosso dedo mais fraco, como pode te dizer qualquer professor de piano. Ele deve lembrar-nos a rezar para os fracos, com muitos problemas ou prostrado pela doença. Eles precisam da sua oração dia e noite. Nunca será demais orar por eles. Você também deve orar pelos casamentos.
5. E por último, é o nosso dedo mindinho, o dedo menor de todos, que é a forma como vemos a nós mesmos diante de Deus e dos outros. Como a Bíblia diz que “os últimos serão os primeiros”. Seu dedo mindinho deve lembrá-lo de orar por você. Após ter orado para os outros quatro grupos, você verá suas próprias necessidades na perspectiva correta, e assim você rezará melhor por seus problemas.

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terça-feira, 30 de julho de 2013

O TAMANHO DAS PESSOAS


OS TAMANHOS VARIAM CONFORME O GRAU DE ENVOLVIMENTO. UMA PESSOA É ENORME PARA VOCÊ, QUANDO FALA DO QUE LEU E VIVEU, QUANDO TRATA VOCÊ COM CARINHO E RESPEITO, QUANDO OLHA NOS OLHOS E SORRI DESTRAVADO.

É PEQUENA PARA VOCÊ QUANDO SÓ PENSA EM SI MESMA, QUANDO SE COMPORTA DE UMA MANEIRA POUCO GENTIL, QUANDO FRACASSA JUSTAMENTE NO MOMENTO EM QUE TERIA QUE DEMONSTRAR O QUE HÁ DE MAIS IMPORTANTE ENTRE DUAS PESSOAS: A AMIZADE, O RESPEITO,OCARINHO,OZELO E ATÉ MESMO O AMOR.   

UMA PESSOA É GIGANTE PARA VOCÊ QUANDO SE INTERESSA PELA SUA VIDA, QUANDO BUSCA ALTERNATIVAS PARA O SEU CRESCIMENTO, QUANDO SONHA JUNTO COM VOCÊ. E PEQUENA QUANDO DESVIA DO ASSUNTO.

UMA PESSOA É GRANDE QUANDO PERDOA, QUANDO COMPREENDE, QUANDO SE COLOCA NO LUGAR DO OUTRO, QUANDO AGE NÃO DE ACORDO COM O QUE ESPERAM DELA, MAS DE ACORDO COM O QUE ESPERA DE SI MESMA.

UMA PESSOA É PEQUENA QUANDO SE DEIXA REGER POR COMPORTAMENTOS CLICHÊS.

UMA MESMA PESSOA PODE APARENTAR GRANDEZA OU MIUDEZA DENTRO DE UM RELACIONAMENTO, PODE CRESCER OU DECRESCER NUM ESPAÇO DE POUCAS SEMANAS.

UMA DECEPÇÃO PODE DIMINUIR O TAMANHO DE UM AMOR QUE PARECIA SER GRANDE.

UMA AUSÊNCIA PODE AUMENTAR O TAMANHO DE UM AMOR QUE PARECIA SER ÍNFIMO.

É DIFÍCIL CONVIVER COM ESTA ELASTICIDADE: AS PESSOAS SE AGIGANTAM E SE ENCOLHEM AOS NOSSOS OLHOS. NOSSO JULGAMENTO É FEITO NÃO ATRAVÉS DE CENTÍMETROS E METROS, MAS DE AÇÕES E REAÇÕES, DE EXPECTATIVAS E FRUSTRAÇÕES.

UMA PESSOA É ÚNICA AO ESTENDER A MÃO, E AO RECOLHÊ-LA INESPERADAMENTE, SE TORNA MAIS UMA.

O EGOÍSMO UNIFICA OS INSIGNIFICANTES.

NÃO É A ALTURA, NEM O PESO, NEM OS MÚSCULOS QUE TORNAM UMA PESSOA GRANDE É A SUA SENSIBILIDADE, SEM TAMANHO.

10 LIÇÕES DE VIDA DO PAPA FRANCISCO


1. VIAJE LEVE PELA VIDA 
Evangelina Himitiam, a biógrafa do papa, diz, com certo exagero, que tudo o que ele tem na vida cabe numa mala. São discos, livros, um pôster de seu time do coração – o San Lorenzo, de Buenos Aires – e um crucifixo que ganhou dos avós. Francisco é desapegado, e isso lhe permite, nas palavras dela, “viajar leve pela vida”. Anda a pé, pega transporte público e, quando cardeal, não tinha carro oficial nem motorista. Esse voto de pobreza, diz o teólogo Altmayer, não é algo triste, pelo contrário. “Quem tem pouco é mais livre, mais feliz”, diz. Talvez essa fórmula não valha para todos. Mas ela pode nos ajudar a repensar o materialismo exagerado dos nossos tempos. “O ser humano está sufocado pelo capital material. As pessoas têm sede do capital espiritual”, diz Leonardo Boff, teólogo que acaba de lançar pela editora Mar de Ideais o livro Francisco de Assis e Francisco de Roma. “As mensagens que o papa passa com suas ações fazem sentido para o espírito”, afirma Boff.

2. DÊ IMPORTÂNCIA AOS VALORES
Em lugar do apego aos bens materiais, o papa Francisco tem valores. Desde a infância, sua biografia está repleta de elementos que demonstram isso. Ele começou a trabalhar aos 12 anos, porque seu pai considerava o trabalho essencial. Guardou isso com ele. Música e literatura também são paixões precoces que ele cultiva até hoje, como elemento essencial da existência. Da ética religiosa dos jesuítas, a ordem religiosa a que Francisco pertence, extraiu a decisão de levar uma vida modesta, dedicada aos necessitados. Ele acredita que ajudar os pobres enriquece objetivamente a vida das pessoas. Nem todos estão dispostos a viver assim, movidos pelo senso de missão e pela arte, mas o exemplo de Francisco deixa claro que um punhado de convicções, gostos e atitudes simples podem, muitas vezes, ser mais importantes que um vasto patrimônio. Ao longo da vida, somos capazes de guardar coisas mais valiosas que os nossos bens.

3. CULTIVE AS RELAÇÕES PESSOAIS
Perguntaram certa vez ao bispo Jorge Bergoglio, futuro papa Francisco, o que ele levaria correndo em caso de incêndio. Sem hesitar, ele respondeu “a agenda e o breviário”. No breviário, organizava suas obrigações como sacerdote. A agenda continha seu bem mais precioso, os dados de centenas de pessoas com quem ele se relacionava, de preferência pessoalmente. A vida do homem que viria a ser papa é marcada por uma relação intensa e generosa com todos a seu redor. Isso fez com que ele deixasse marcas na vida de milhares de pessoas. Quando anunciou que seria padre, aos 19 anos, três amigas choraram, antecipando sua ausência do bairro e da turma. Uma mãe que perdeu a filha de 24 anos num acidente se lembra do e-mail, totalmente inesperado, que recebeu do cardeal Bergoglio. Um operário se lembra com orgulho de que ele se sentou a sua mesa para comer com sua família. Na agenda de Francisco há artistas, militantes, políticos, sindicalistas e empresários, assim como catadores de papel e imigrantes ilegais. A mensagem da vida voltada para os outros é que é possível, talvez necessário, envolver-se com aqueles que estão a nosso redor. Sair da zona de conforto da família e participar da vida de mais gente – e convidá-las a fazer parte de nossa vida.

4. FREQUENTE A RUA
Nos primeiros dias depois do conclave, Francisco afirmou que não deixaria a rua. “Sem isso, viro um rato de sacristia”, afirmou. A frase reafirma uma prática que ele iniciou ainda antes de se tornar padre. Seus amigos de adolescência contam que, aos 17 anos, já perambulava pelo bairro onde morava, visitando áreas mais pobres. “Ele se interessava pelas causas sociais antes mesmo de se dar conta disso”, diz Pablo Romano, amigo de colégio. Francisco nunca deixou de andar a pé. “O fato de não usar carro permitia criar mais laços com a comunidade e enxergar questões que ele de outra forma não veria”, diz Evangelina. Nas palavras do próprio papa, “andar pela rua e misturar-se ao povo esclarece e humaniza”. Para as pessoas comuns, o exercício de caminhar e se misturar amplia o senso de realidade e ajuda a tomar pulso da cidade e da sociedade em que se vive. Ainda é na rua que a vida pública acontece, com suas alegrias e contradições. Quem não quer se distanciar da maioria da sociedade em que vive deveria caminhar pelas ruas com frequência – ainda que elas não estejam na aprazível Buenos Aires.

5. SEJA COMUM E EXTRAORDINÁRIO
Quem procurar na biografia do papa Francisco indícios de um comportamento raro e excepcional não encontrará. Desde muio jovem, ele sempre esteve inserido nos grupos em que participava como uma pessoa comum. Jogava bola, dançava, convivia com os amigos. “Ele ia bem na escola, mas não me lembro dele como um menino extraordinário, e sim como parte da turma”, afirma Ernesto Lach, um colega de classe. Seu segredo, ao longo de toda a vida, foi a inserção – na família, na escola, no grupo de amigos, na igreja. “Ele tem um estilo de liderança discreta”, diz Evangelina. Na verdade, Francisco nunca teve medo de ser mais um, de misturar-se a seus pares e ao homem das ruas, de ser mais um entre eles. Em nossa época de individualidade exaltada, em que cada um é estimulado a ser excepcional, único e insubstituível, é reconfortante perceber que o homem que chegou ao posto religioso mais importante do mundo nunca fez questão de parecer diferente daqueles que o cercavam – e nisso, talvez, resida sua imensa originalidade.

6. CULTIVE A DIFERENÇA
O papa Francisco foi a principal autoridade da Igreja Católica a se aproximar de líderes de outras religiões na Argentina. “Ele se move de forma horizontal, conhece muita gente, está próximo das pessoas, sejam elas católicas ou não”, diz a biógrafa Evangelina. Evangélica, ela é amiga e admiradora do papa. A história de Francisco está repleta de exemplos de abertura  ao diálogo com pessoas e instituições com valores diferentes dos seus. Durante a ditadura argentina, ele convivia com os diferentes grupos que lutavam pela hegemonia ideológica no interior da Igreja, assim como dialogava com o governo militar e com as famílias de desaparecidos. No ano passado, ainda cardeal, acendeu velas durante as festividades de Hanucá, a festa das luzes judaica. Recentemente, durante a primeira cerimônia de la­va-pés que conduziu como papa, quebrou dois protocolos. Num ritual feito tradicionalmente entre homens, escolheu banhar os pés de duas mulheres. Uma delas era muçulmana. A atitude provocou debate. O papa não se explicou. Em seu sermão, ressaltou a importância de servir e ajudar, seja quem for. “Foi um aceno claro de sua disposição em dialogar e fazer alianças”, diz Leonardo Boff. A lição para os leigos é óbvia: quem sabe ouvir ganha respeito. Pessoas que pensam diferente de nós não são necessariamente adversárias ou inimigas. Suas opiniões e experiências não deveriam apenas ser toleradas, mas contempladas com atenção e respeitadas. Ideias diferentes das nossas nos enriquecem.

7. VALORIZE A FAMÍLIA
Primeiro de cinco filhos, Francisco foi criado com austeridade. O pai, imigrante italiano, era contador, exigente com escola e trabalho. A mãe, também italiana, cultivava o espírito de colaboração entre os irmãos. Incentivava a apreciação de música e literatura. “Ouvíamos com minha mãe, nos sábados às 2 da tarde, as óperas da Rádio del Estado. Estar com minha mãe e meus três irmãos mais velhos desfrutando a arte era uma beleza”, disse. O pequeno Jorge passava muito tempo na casa da avó, de quem assimilou a religiosidade e o dialeto da região do Piemonte, na Itália. Pouco antes de ser eleito papa, deu uma entrevista, e nela afirmou que essa avó, Rosa Maria Vasallo, era a pessoa que mais influenciara sua vida. Quando ele contou a ela que iria para o seminário, a avó respondeu: “Vá, mas se não for feliz saiba que a porta aqui está aberta”. Hoje em dia, quando o convívio familiar reduz a poucas e atribuladas horas, e as crianças muitas vezes mal conhecem seus avós, talvez faça sentido lembrar que o papa descobriu sua vocação e construiu sua personalidade à sombra de uma família ampla e presente, embora pobre.

8. NÃO TENHA VERGONHA DE SER HUMILDE
Assim que se instalou em Roma como papa, o ex-cardeal Bergoglio disparou uma série de telefonemas para Buenos Aires. Falou com o jornaleiro, o dentista e os funcionários da igreja. Quando gaguejavam sem saber como tratá-lo, respondia: “Me chame de Jorge, como sempre”. Fez o mesmo na Cúria Romana. Em vez de Sua Santidade, pediu para ser tratado como bispo de Roma. Isso poderia ser apenas questão de palavras. Não é. O papa Francisco parece ser mesmo um homem simples, que faz questão de evitar que as posições cada vez mais importantes que assumiu mexessem com seus hábitos e com sua cabeça. Isso criou uma enorme simpatia e boa vontade em torno dele. As pessoas admiram com razão gente importante que não se dá ares de grandeza e se relaciona normalmente com os demais. Isso, isoladamente, não explica a carreira bem sucedida de Bergoglio ou seu sucesso como papa, mas certamente é parte importante da explicação.

9. RECONHEÇA SEUS DEFEITOS
Semanas atrás, durante uma missa na Praça de São Pedro, Francisco fez um comentário surpreendente: “Todo mundo peca, inclusive o papa – e muito”. Se o conceito de pecado hoje em dia está fora de moda, a ideia de erro pessoal persiste. Temos dificuldades em admiti-los, para nós mesmos e para os outros. Ao falar publicamente de suas fraquezas, o papa nos sugere que sejamos mais honestos e mais compreensivos, com nós mesmos e com os outros.

10. CUIDE DE SEUS AMIGOS
“Quando éramos crianças, Jorge nunca foi o líder do grupo. Mas sempre teve muitos amigos”, diz sua irmã Maria Helena. O papa Francisco manteve o hábito de infância na vida adulta. Para amigos próximos, telefona com frequên­cia religiosa. Com outros, mantém contatos ao menos anuais, ou em época de campeonato de futebol. “A amizade é uma grande dádiva de Deus”, disse ele, em carta a jovens de um seminário argentino. “Com ela, podemos conhecer o amor da diferença, sem barreiras, da ternura permanente. Deus não é mesmo maravilhoso?” Para o papa Francisco, a amizade é uma relação transformadora, de profundo engajamento, que requer atenção e doação. Em tempos de enorme trivialidade, como o nosso, essa é uma lição transformadora. Amizade não é apenas uma forma de entretenimento. Amigo não é apenas quem ri com você, mas quem conhece suas fraquezas, divide suas dúvidas e partilha suas dificuldades. 

Fonte: Revista Época

sábado, 27 de julho de 2013

PAI NOSSO COMENTADO PARA CRIANÇAS


“PAI NOSSO”: Deus é Pai de todos nós, de todas as pessoas. Nós temos os nossos pais da terra, mas Deus é o nosso primeiro Pai; 

“QUE ESTAIS NO CÉU”: Deus nosso Pai, está em toda a parte: está sempre conosco onde nós estivermos;

“SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME”: devemos louvar sempre a Deus por tudo aquilo que Ele nos dá. Ele mais que ninguém merece todo o nosso louvor, o nosso muito obrigado;

“VENHA A NÓS O VOSSO REINO”: Deus está sempre conosco e é nosso amigo. A sua morada é para todos os que o escutam e amam. Todos podem entrar no Reino, na casa de Deus;

“SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU”: devemos fazer sempre a vontade de Deus. E fazer a vontade de Deus é fazer o que os nossos pais nos mandam, o que nos pedem os nossos catequistas, os professores, etc... é também comportar-se bem em todo o lugar. É obedecer à Palavra de Deus; 

“O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE”: Deus, nosso Pai, nos dá o alimento que serve para nós nos alimentarmos e termos vida;

“PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS”: Deus nos perdoa quando fazemos mal aos outros, quando não rezamos as orações que aprendemos ao longo deste ano, na catequese, quando nos arrependemos das nossas asneiras e pedimos perdão; 

“ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO”: devemos perdoar a quem nos faz mal assim como Deus nos perdoa. Devemos também pedir desculpas aos nossos professores quando não fazemos os deveres; aos nossos pais, aos nossos catequistas e a todas as pessoas a quem fazemos mal, para que Deus possa perdoar a nós também pelo mal que fizemos;

“E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL”: devemos pedir a Deus que faça de nós bons amigos. Nós, por vezes, batemos nos colegas e amigos, mas devemos pedir a Deus que nos ajude e não fazer mais isso;

“AMÉM”: Obrigado


Fonte do texto :http://semeandocatequese.blogspot.com.br/2011/06/pai-nosso-comentado-para-criancas.html
Fonte das imagens :http://tiapaulalimeira.blogspot.com.br/

VIA SACRA COM OS JOVENS NA JMJ RIO 2013- TEXTO ORIGINAL


Via Sacra do Jovem Solidário

Quem quiser ser meu discípulo, tome sua cruz e siga-me! (Mt 16,24)

Textos: José Fernandes de Oliveira (Pe. Zezinho, scj) e João Carlos Almeida (Pe. Joãozinho, scj)

Santo Padre: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

TODOS: AMÉM

Santo Padre: Nós te adoramos e te bendizemos, Senhor Jesus Cristo, redentor da humanidade.

TODOS: Tua entrega na cruz nos dá a Vida, mostra o Caminho, revela a Verdade!

Santo Padre: OREMOS. Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e n’Ele, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.

TODOS: AMÉM

1º ESTAÇÃO – Jesus é condenado à morte

Do Evangelho segundo São João (19, 14-16)

Era véspera da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: “Aqui está o vosso rei” Eles começaram a gritar: “Fora! Fora! Crucifica-o” Pilatos perguntou: “Mas eu vou crucificar o vosso rei?” Os chefes dos sacerdotes responderam: “Não temos outro rei além de César.” Então, finalmente, Pilatos entregou Jesus a eles para que fosse crucificado. Eles levaram Jesus.

Jovem: Um inocente foi condenado

Meditação (MISSIONÁRIO DE FRONTEIRA):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Fui atraído pelo teu divino Coração. Venho das fronteiras do mundo. Sou missionário e encontro no meu caminho muitos jovens inocentes que todos os dias são condenados à morte pela pobreza, pela violência e por todo tipo de consequências do pecado que nos machuca desde as origens da humanidade. Quero seguir teus passos na certeza de que tudo posso n’Aquele que me fortalece e se Deus é por nós, quem será contra nós? (Cf. Fil 4,13; Rm 8,31-32)

2ª ESTAÇÃO – Jesus toma a cruz aos ombros

Do Evangelho segundo São Marcos e São João

Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, o vestiram de novo com as próprias roupas dele, e o levaram para fora, a fim de o crucificarem. (Mc 15, 20) Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. (Jo 19,17)

Jovem: Assumiu uma cruz que não era dele

Meditação (JOVEM CONVERTIDO):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Fui convertido pelo teu divino Coração. Tomaste sobre os ombros minhas dores e misérias (Cf. Is 53,4.). Era minha a cruz que te feriu. Quero completar o teu sacrifício em minha vida, deixando-me tocar por tão grande amor e dando testemunho com as palavras e com o exemplo ali onde o mundo precisa. Levarei para sempre a tua cruz no meu peito e as tuas palavras no meu coração. Quero ser instrumento deste amor que nunca se cansa de amar.

3ª ESTAÇÃO – Jesus cai pela primeira vez

Do livro do profeta Isaías (53, 4-5)

Eram as nossas doenças que ele carregava, eram as nossas dores que ele levava em suas costas. E nós achávamos que ele era um homem castigado, um homem ferido por Deus e humilhado. Mas ele estava sendo transpassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes. Caiu sobre ele o castigo que nos dá a paz; e por suas feridas é que fomos curados.

Jovem: A cruz foi ficando pesada

Meditação (VOLUNTÁRIO EM COMUNIDADE DE RECUPERAÇÃO):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Nas quedas sou animado pelo teu humilde Coração. Sou voluntário numa comunidade de recuperação de jovens que caíram na dependência química. São vítimas de um comércio violento e cruel. São desfigurados e correm o risco de permanecer no chão. Vejo teu rosto na face de cada um deles. Ensina-me a ser como o bom samaritano que, para além dos discursos, tem coragem de levantar quem está caído à beira do caminho e cuidar de suas feridas (Cf. Lucas 10,25-37). Neste gesto de solidariedade salutar, ensina-me que somente em ti encontraremos a total transfiguração.

4ª ESTAÇÃO – Jesus encontra sua aflita mãe

Do Evangelho segundo São Lucas (2, 34-35.51b)

“Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: ‘Este menino está aqui para queda e elevação de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. Quanto a vós, uma espada há de atravessar-lhe a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações.’ Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.

Jovem: Dor de filho, dor de mãe!

Meditação (UMA JOVEM FALA EM NOME DAS MÃES):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Contemplo a profunda comunhão de amor entre o teu Coração e o coração de tua mãe. É uma comunhão redentora! Aquela troca silenciosa de olhares no caminho da cruz fala mais do que qualquer discurso ou palavra. A dor do filho é realmente a dor da mãe. Isto me faz pensar nas lutas em favor da vida da sua concepção até o seu fim natural. Nós mulheres temos uma vocação muito forte para defender tudo o que vive. Não podemos aceitar a violência de quem se acha no direito de interromper uma vida indefesa. Queremos proclamar com tua mãe: O Senhor fez em mim grandes coisas. Derruba do trono os arrogantes e eleva os humildes. Manifesta a força de seu braço e nos sustenta nos caminhos vida.

5ª ESTAÇÃO – Simão Cireneu ajuda Jesus a carregar a cruz

Do Evangelho segundo São Lucas (23, 26) e São Mateus (16,24)

Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus. (Lc 23, 26) Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e me siga.” (Mt 16,24)

Jovem: Converteu-se enquanto ajudava Jesus

Meditação (SEMINARISTA):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Fui chamado pelo teu divino Coração. Sou um jovem vocacionado a caminho do sacerdócio. O teu apelo ressoa muito forte no meu interior: Quem quiser ser meu discípulo, tome sua cruz e siga-me! Mas nem sempre compreendo que a luz passa pela cruz. Ao carregar um pouco do teu fardo quero aprender os caminhos da configuração a ti. Livra-me da tentação dos primeiros lugares e ensina-me a ser um bom pastor. Que um dia eu possa dizer: eu vivo, mas não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim (Cf. Gal 2,20).

6ª ESTAÇÃO – Verônica enxuga o rosto de Jesus

Do livro do profeta Isaías (53, 2-3)

Meu servo cresceu como broto na presença do Senhor, como raiz em terra seca. Ele não tinha aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo. Desprezado e rejeitado pelos homens, homem do sofrimento e experimentado na dor; como indivíduo de quem a gente esconde o rosto, ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele.

Jovem: A mulher que não se calou

Meditação (CONSAGRADA QUE LUTA PELA VIDA):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Sou consagrada ao teu divino Coração no serviço ao meu irmão. Não posso me calar quando encontro nas vias-sacras da vida tantas vítimas de uma “cultura de morte”: mulheres prostituídas e famílias na miséria, enfermos sem atendimento e idosos desprezados, migrantes sem terra e jovens desempregados. Ao enxugar as lágrimas, o suor e o sangue do rosto destes irmãos e irmãs vejo maravilhada que a tua face fica estampada no lenço da minha solidariedade (Cf. Mt 25,31-46).

7ª ESTAÇÃO – Jesus cai pela segunda vez

Do livro das Lamentações (3,1-2.9.16.20-21)

Eu sou alguém que provou a miséria, sob a vara da sua ira. Ele me conduziu e me fez andar nas trevas e não na luz. (…) Embarrou meus caminhos com blocos de pedra, obstruiu minhas veredas. (…) Ele quebrou meus dentes com cascalho, mergulhou-me na cinza. (…) Mas existe alguma coisa que eu lembro e me dá esperança: o amor de Deus não acaba jamais e sua compaixão não tem fim.

Jovem: Quem caiu subindo, caiu para o alto!

Meditação (CASAL DE NAMORADOS):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-nos aqui! Encontramos em teu Coração a nossa morada. Desde que começamos a namorar ensaiamos o jeito certo de construir uma família que tem papel fundamental na transmissão da fé e da vida. Contemplando a tua paixão entendemos que tudo isso foi por amor. Aprendemos, porém, que as nossas paixões não são um fundamento seguro. Só constrói sobre a rocha, quem edifica no amor (Cf. Mt 7,24-27). Dá-nos a sabedoria de começar a construção pelos fundamentos e não pelo telhado. Ensina-nos que cada escolha exige renúncias. Se cairmos, Senhor, seja sempre avançando e nunca desistindo. Mesmo nas quedas, não permita que nos afastemos de ti.

8ª ESTAÇÃO – Jesus consola as mulheres de Jerusalém

Do evangelho segundo São Lucas (23, 28-31)

Jesus, porém, voltou-se, e disse: “Mulheres de Jerusalém, não chorem por mim! Chorem por vocês mesmas e por seus filhos! Porque dias virão, em que se dirá: ‘Felizes das mulheres que nunca tiveram filhos, dos ventres que nunca deram a luz e dos seios que nunca amamentaram.’ Então começarão a pedir às montanhas: ‘Caiam em cima de nós!’ E às colinas: ‘Escondam-nos!’ Porque, se assim fazem com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?”

Jovem: Vocação de mulher: do berço até a cruz

Meditação (UMA JOVEM):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! No teu Coração tão humano aprendi o valor salvífico do sofrimento e da dor. Completo na minha carne o que falta aos teus sofrimentos pelo teu Corpo, que é a Igreja (Cf. Col 1,24). Teu sacrifício na cruz me ensina que a dor faz parte da condição humana e é tocada inteiramente pelo teu amor que salva. Isto não me leva a uma resignação alienada, mas me faz consciente de que algumas dores são oportunidades para me unir à tua cruz. Ensina-me que na hora da dor melhor do que falar sobre Deus é falar com Deus. A prece consola mais que a explicação.

9ª ESTAÇÃO – Jesus cai pela terceira vez

Do livro das Lamentações (3, 27-32)

É bom para o homem suportar o jugo desde a juventude. Que esteja sozinho e calado, quando cai sobre ele a desgraça; que ponha sua boca no pó: talvez haja esperança; que entregue a face a quem o fere até fartar-se de insultos, porque o Senhor não rejeita para sempre. Se ele aflige, se compadecerá com grande amor.

Jovem: Depois disso, não mais caiu!

Meditação (ESTUDANTE CADEIRANTE):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! No teu Coração de mestre encontrei a Verdade. Venho do mundo dos estudos. Eles fazem parte da minha missão neste momento. O conhecimento e a ciência me encantam, mas muitas vezes me seduzem e até induzem a imaginar que não preciso de ti. Mas meu coração tem sede de um amor e de uma verdade que superam os amores e as verdades desta terra. Apenas na tua Verdade encontro a sabedoria eterna. E neste tesouro encontro as forças para não mais cair. Apenas quem encontra a Verdade, para além dos limites do corpo, fica verdadeiramente de pé.

10ª ESTAÇÃO – Jesus é despojado de suas vestes

Do evangelho segundo São Mateus (27, 33-36)

Chegados a um lugar chamado Gólgota, quer dizer “Lugar do Crânio”. Aí deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas dele. E ficaram aí sentados, montando guarda.

Jovem: Era pobre e mais pobre morreu!

Meditação (JOVEM DAS REDES SOCIAIS):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Teu Coração me ensina que a verdadeira identidade está para além da aparência. Livra-me da superficialidade. Faço parte desta geração que nasceu conectada por meio da Internet. Sei que as redes sociais são uma possibilidade para construir relações verdadeiras, mas exigem muita atenção abrir não da identidade e cair na dispersão. Olhando para o teu despojamento total no caminho da cruz eu te peço: ensina-me que a felicidade passa por uma vida simples e despojada. A roupa, a moda e a aparência nunca serão mais importantes do que existe no interior de cada um. Que a tua graça nos ensine os caminhos para evangelizar o “continente digital” e nos deixe atentos à possível dependência ou confusão entre o real e o virtual.

11ª ESTAÇÃO – Jesus é pregado na cruz

Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus.” Com Jesus, crucificaram também dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. As pessoas que passavam por aí, o insultavam, balançando a cabeça, e dizendo: “Tu que ias destruir o Templo, e construí-lo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se é o Filho de Deus, desce da cruz!”

Jovem: Feita de dois riscos foi a sua cruz

Meditação (JOVEM DA PASTORAL CARCERÁRIA):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! No teu divino Coração encontrei a verdadeira liberdade. Estou consciente daquilo que disse João Paulo II: “a pior das prisões é um coração fechado”. Milhões de jovens estão presos cumprindo pena por um erro cometido. Teu olhar de perdão no alto da cruz me faz pensar que é possível mudar de vida. Ensina-me que a tua cruz uniu a terra e o céu e os teus braços abertos acolhem a todos, até quem está na prisão (cf. Mt 25,43). É bom saber que amas não apenas quem é justo e santo, mas também o pecador (cf. Rm 5,8). Obrigado, Senhor, pela tua imensa compaixão!

12ª ESTAÇÃO – Jesus morre na cruz

Do evangelho segundo São Mateus (27, 45-50)

Desde o meio-dia até as três horas da tarde houve escuridão sobre toda a terra. Pelas três horas da tarde Jesus deu um forte grito: (…) “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (…) Alguém foi correndo pegar uma esponja, a ensopou em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e deu para Jesus beber. (…) Então Jesus deu outra vez um forte grito, e entregou o espírito.

Jovem: O autor da vida aceitou morrer

Meditação (JOVEM QUE TRABALHA COM DOENTES TERMINAIS):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Teu Coração aberto na cruz é a fonte da vida para todos os que vivem na doença um tempo difícil de purificação. Acompanho o calvário de irmãos em estado terminal. A certeza da tua presença muda até mesmo o sentido da dor. Um instante contigo tem o sabor da eternidade. Então, Senhor, fortalece em mim a fé, a esperança e a caridade. Faz de mim um missionário da vida, da cura, do cuidado dos pobres e esquecidos. Morrendo para mim mesmo, converte-me para o serviços aos irmãos.

13ª ESTAÇÃO – Jesus é descido da cruz

Do evangelho segundo São Lucas (23, 50.52-53)

Havia um homem bom e justo, chamado José. Era membro do Conselho, mas não tinha aprovado a decisão, nem a ação dos outros membros. Ele era de Arimatéia, cidade da Judéia, e esperava a vinda do reino de Deus. José foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. Desceu o corpo da cruz, o enrolou num lençol, e o colocou num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado.

Jovem: Maria e os discipulos o descrucificaram

Meditação (SURDO EM LIBRAS):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! É maravilhoso escutar as lições do teu divino Coração. Passo os dias no silêncio de sons e palavras. Não consigo ouvir com os ouvidos, mas escuto tua voz em meu coração. Ao ver-te descido da cruz, repousar no colo piedoso de tua querida mãe, sinto que todos os discursos são insuficientes e uma única palavra já é demais. Existem momentos em que o silêncio e a contemplação falam muito mais. Ensina-me a descrucificar os meus irmãos. Que o meu testemunho seja um silencioso grito de amor e de solidariedade.

14ª ESTAÇÃO – Jesus é sepultado

Do evangelho segundo São Mateus (27, 59-61)

José, tomando o corpo, o envolveu num lençol limpo, e o colocou num túmulo novo, que ele mesmo havia mandado escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se. Maria Madalena e a outra Maria estavam aí sentadas, em frente ao sepulcro.

Jovem: Semeado no silêncio fecundo

Meditação (JOVENS: EUROPEU DO LESTE, EUROPEU, AFRICANO, NORTE AMERICANO, LATINO-AMERICANO E CARIBENHO, ASIÁTICO E OCEÂNICO):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, aqui estamos, envia-nos! (Cf. Is 6,8). Queremos ser um só coração e uma só alma. Iremos a todas as nações da terra para dar testemunho de que encontramos o verdadeiro caminho para a vida. A semente de tua Palavra caiu em nossos continentes. Não ficará sepultada na terra. Ensina-nos a cultivá-la para que nasçam os frutos de uma nova evangelização.

- Que o Leste Europeu seja marcado pela paz e pela liberdade religiosa.

- Que a Europa supere a agressiva onda de secularização pelo anúncio corajoso da fé.

- Que a África supere a violência e construa a Igreja como família e a família como Igreja.

- Que a América do Norte reconheça as culturas que afastam do Evangelho.

- Que a América Latina e o Caribe encontrem caminhos para superar a injustiça e a violência.

- Que a minoria cristã da Ásia seja presente como semente fecunda, mesmo quando perseguida.

- Que a Oceania sinta mais fortemente o compromisso de anunciar o Evangelho!

(Texto inspirado na Mensagem Final do Sínodo da Nova Evangelização para a transmissão da fé, nº 13)

Santo Padre: Nós te adoramos e te bendizemos, Senhor Jesus Cristo, redentor da humanidade.

TODOS: Tua entrega na cruz nos dá a Vida, mostra o Caminho, revela a Verdade!

Santo Padre: OREMOS. Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos missionários da nova evangelização.

TODOS: AMÉM

http://tamujuntojmj.cancaonova.com/texto-original-da-via-sacra-com-os-jovens-da-jmj-rio2013/

sexta-feira, 26 de julho de 2013

ORAÇÃO PELOS AVÓS


Deus de bondade, 
Pai, Filho, Espírito Santo, 
nós te agradecemos por nos teres dado nossos queridos avós. 
Obrigado, Senhor, por suas histórias bonitas, 
palavras amigas, conselhos, carinho e amor por nós. 
Nós agradecemos pelo ombro amigo, 
pela cumplicidade com nossas brincadeiras, 
por seus passos ao ritmo dos nossos, 
pelo colo macio e o olhar sereno, cheio de bondade. 
Nós te pedimos para estas pessoas 
a quem tanto amamos, muita saúde, paz e alegria.

Pedimos para elas a graça 
de serem fiéis em cumprir a vontade de Deus, 
na alegria e nos sofrimentos, 
como o foram Joaquim e Ana, 
pais de Maria Santíssima e avós de Jesus. 
Nós te pedimos, Senhor, que os abençoes 
com a mesma infinita ternura com que nos abençoam. 
Amém. 
(Ir. Patrícia Silva, fsp) 

Site Paulinas

ORAÇÃO DO PAPA FRANCISCO À NOSSA SENHORA APARECIDA


Mãe Aparecida, como Vós um dia,

assim me sinto hoje diante

do vosso e meu Deus,

que nos propõe para a vida uma missão

cujos contornos e limites desconhecemos,

cujas exigências apenas vislumbramos.

Mas, em vossa fé de que

“para Deus nada é impossível”,

Vós, ó Mãe, não hesitastes,

e eu não posso hesitar.


Assim, ó Mãe, como Vós,

eu abraço minha missão.

Em vossas mãos coloco minha vida

e vamos Vós-Mãe e Eu-Filho

caminhar juntos, crer juntos, lutar juntos,

vencer juntos como sempre juntos

caminhastes vosso Filho e Vós.


Mãe Aparecida,

um dia levastes vosso Filho

ao templo para O consagrar ao Pai,

para que fosse inteira disponibilidade

para a missão.

Levai-me hoje ao mesmo Pai,

consagrai-me a Ele com tudo

o que sou e com tudo o que tenho.


Mãe Aparecida,

ponho em vossas mãos,

e levai até o Pai a nossa e a vossa juventude,

a Jornada Mundial da Juventude:

quanta força, quanta vida,

quanto dinamismo brotando e explodindo

e que pode estar a serviço da vida,

da humanidade.


Finalmente, ó Mãe, vos pedimos:

permanecei aqui,

sempre acolhendo vossos filhos

e filhas peregrinos,

mas também ide conosco,

estai sempre ao nosso lado

e acompanhai na missão

a grande família dos devotos,

principalmente quando

a cruz mais nos pesar,

sustentai nossa esperança e nossa fé.

sábado, 20 de julho de 2013

DIFÍCIL QUERER DEFINIR AMIGO...


“Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.
Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas.
É aquele que cede e nao espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz.
É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você.
tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas.
É o sol que seca suas
lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.
Amigo é aquele que faz piada amenizando problemas.
É quem sabe que viver é ter história pra contar.
É quem sorri pra você sem motivo aparente.
Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas.
É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligaçao é caótica, com o mesmo prazer e atençao que teria se tivesse olhando em seus olhos.
Olhos …
É quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática.
É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo.
É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tao esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior.
É lua nova, é a estrela mais
brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.

Amigo é aquele que te diz “eu te amo” sem qualquer medo de má interpretação : amigo é quem te ama “e ponto”.
É verdade e razão, sonho e sentimento. Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.”


PARA TODOS...
FELIZ DIA DO AMIGO!!!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A LIÇÃO DO RATINHO

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. 
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. 
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: 
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !! 
A galinha disse: 
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema 
para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda. 
O rato foi até o porco e disse: 
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira ! 
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa 
fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações. 
O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse: 
- O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não ! 
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. 
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.. 
No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra 
venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. 
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que 
uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. 
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. 
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. 
A mulher não melhorou e acabou morrendo. 
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a  vaca, para alimentar todo aquele povo. 

Moral da História: 
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando" há uma ratoeira na casa", toda fazenda corre risco.
 O mesmo ocorre em uma empresa... O problema de um departamento, ou de uma área
É PROBLEMA DE TODOS !!!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Perguntas e respostas sobre Indulgência


Itens  1 a 5  - Preceitos que os católicos precisam saber sobre as indulgências (parciais e plenárias). Os tópicos subsequentes, aprofundam o tema. 

1 - O que é indulgência?

R: É a remissão - total ou parcial - da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa que o fiel alcança por meio da Igreja, sob determinadas condições. (cf. N. 1). 

O fiel perdoado quanto à culpa não está necessariamente perdoado quanto à pena. O que apaga esta a pena temporal é a indulgência, concedida especificamente pela Igreja também através da oração ou obras de piedade, penitência ou caridade.  

2 - Entendendo a diferença entre a PENA e a CULPA. 

R: O pecado de Adão trouxe como conseqüência a morte (Ver exemplos no item 19). Todo pecado que cometemos traz consigo uma dupla conseqüência: a CULPA e a PENA. Quando um fiel confessa seus pecados ao sacerdote,  este lhe concede o perdão dos pecados quanto à CULPA.  Fica, porém, a PENA TEMPORAL, que implica em sofrimentos diversos: Tribulações cotidianas,  provas de todo o tipo, doenças graves, representam para o cristão um momento de graça, de purificação e expiação.  Esta pena temporal pode nos ser aplicada tanto na vida como após a morte (no purgatório).  Por isso, quando a Igreja concede tempos ou lugares de indulgências, podemos também oferecê-las pelos defuntos, que estão no purgatório ainda cumprindo as penas temporais devidas, ou seja, a conseqüência dos pecados que cometeu em vida. No purgatório cessou para as almas o tempo das indulgências, e por isso, elas agora só podem beneficiar-se se os vivos oferecerem em seu favor as indulgências que a Igreja concede.  Nisto se resume a comunhão dos santos. 

3 - Então a expressão "já perdoados quanto à culpa", indica os pecados confessados no sacramento da confissão? 

R: Sim. Os pecados, já confessados e perdoados são remidos "quanto à culpa" mas, como citamos,  não livra o penitente da "pena temporal",  isto porque permanece a mancha, ou porque foi, ou porque será ocasião de queda para outros. As indulgências,  portanto, são o completemento perfeito do sacramento da Confissão, pois, enquanto esta nos livra do pecado quanto "à culpa",  aquela nos livra da "pena temporal". (Cf. notas - item 37) 

4 - Qual a diferença entre Indulgência Parcial e Indulgência Plenária? 

R:  A indulgência plenária apaga totalmente a pena temporal dos pecados já confessados e por isso a condição é o sacramento da Confissão, sem o qual não existe indulgência plenária (salvo o que está prescrito nos itens 11 e 12 do presente documento).  Já a indulgência parcial, como o nome diz,  nos redime parcialmente dessa pena. (Cf. N.2) 

5 - Quais as condições para obter a Indulgência Plenária? 

R:  Estabelecendo a Igreja Indulgência Plenária para determinada data ou festividade, para que os fiéis as recebam,  são necessárias as seguintes condições:  

<> Confissão sacramental; <> Comunhão Eucarística; <> Oração nas intenções do Sumo Pontífice (normalmente o Credo, Pai-Nosso e oração mariana); <> Cumprir uma obra prescrita pela Igreja - (visita a um santuário, gruta, etc...).  Requer-se ainda rejeitar todo o apego ao pecado, mesmo venial.  (Cf. N. 7) 

 Aprofundamento   

6 - O que habilita alguém a beneficiar-se das indulgências? 

R:  "Para ser capaz de lucrar indulgências, é necessário ser batizado, não excomungado, e encontrar-se em estado de graça, pelo menos ao final das obras prescritas". (Conforme artigo 996 § 1º, Cap. IV - Das Indulgências - do Código de Direito Canônico). 

Obs: "Estado de graça" - É a condição do fiel após a confissão sacramental e sua aversão ao pecado.      

7 - Com que freqüência se podem obter indulgências? 

R:  A indulgência plenária só pode ser adquirida uma vez ao dia (ressalvada a questão dos moribundos - ver item 10 - abaixo). Já a indulgência parcial pode ser adquirida várias vezes no mesmo dia, salvo se houver disposição expressa em contrário. (Cf. N.6)  

8 - Se a Igreja conceder  indulgência plenária para determinada festa e, em hipótese, estabelecer sua duração por um período de 10 dias,  terei de me confessar todos os dias? 

R:  Não é necessário. Basta uma só confissão sacramental (no primeiro dia) para adquirir as 10 indulgências plenárias (uma por dia), desde que, em todos os dias sucessivos se receba uma comunhão sacramental e façam-se as orações pelo Sumo Pontífice. (Cf. N. 9) 

9 - Pode-se transferir as indulgências (parciais ou plenárias) em oferecimento à alma de um falecido?

R:  Sim, inclusive, a Igreja enaltece esta prática, onde "os fiéis exercem de maneira excelente a caridade. Elevando seu pensamento para as coisas celestes, tratam as terrestres de modo mais correto".

Na norma número 3, o Papa Paulo VI estabelece: 

"As indulgências, ou parciais ou plenárias, podem sempre aplicar-se aos defuntos por modo de sufrágio".



O código de direito Canônico (Cap. IV - § 994) correlata: 

"Todo fiel pode lucrar para si mesmo ou aplicar pelos defuntos, em forma de sufrágio, as indulgências tanto parciais como plenárias".

10 - E se o fiel deixar de cumprir o sacramento da Confissão, mas cumprir as outras?

R:  A indulgência será apenas parcial (não plenária).  No entanto, ressalta-se que o Papa Paulo VI, apesar de sugerir o cumprimento das três condições no mesmo dia, permite que elas sejam preenchidas em dias diversos para obter-se a indulgência plenária. (Cf. N. 7) 

11 - Em caso de doença ou outra circunstância que impeça o fiel de sair de casa, é possível este receber a indulgência plenária?

R:  Podem os bispos locais conceder aos fiéis, caso residam onde é impossível ou ao menos difícil confessar-se ou comungar, a possibilidade de alcançar a indulgência plenária, contanto que estejam dispostos a se aproximarem desses sacramentos logo que puderem. (Cf. N. 11) 

12 - E quando houver de risco de vida?

R:  Não havendo um padre para administrar a um fiel em perigo de morte, os sacramentos e a bênção apostólica com a indulgência plenária a ela ligada, a Igreja concede a graça de lucrá-la "in articulo mortis" (em artigo de morte), desde que, durante a vida tenha habitualmente recitado algumas orações. Para aquisição dessa indulgência, é louvável empregar um crucifixo ou uma cruz. É só neste caso (de perigo de morte), que o fiel pode receber mais de uma indulgência plenária por dia.  (Cf. N. 18) 

13 - Existe, além das indulgências,  outra forma de se apagar a "pena temporal", sejam as nossas, sejam a dos defuntos que padecem no purgatório? 

R: Sim, pelo exercício da oração, obras de piedade, penitência e caridade, também o uso de objetos religiosos (ver item seguinte).

 "O fim intencionado pela autoridade eclesiástica na concessão das indulgências é não apenas ajudar os fiéis a pagarem as penas que devem, mais ainda incitá-los ao exercício da oração,  das obras de piedade, de penitência e de caridade e, particularmente, das obras que conduzem ao progresso da fé e ao bem geral. Se os fiéis transferem as indulgências a favor dos defuntos, exercem então de maneira excelente a caridade e, elevando seu pensamento para as realidades celestes, tratam as coisas terrestres do modo mais correto".  (Artigo III - tópico 11) 

Existem diversas formas de piedade, sendo uma delas a esmola que, segundo as Escrituras, "apaga multidão de pecados", tanto os nossos, quanto dos que já se foram. É, portanto, um ato de caridade oferecer nossas orações, sacrifícios e obras às almas do Purgatório.  Para elas cessou o tempo e não podem mais obter indulgências, a não ser através de nós.  A Comunhão dos Santos é esta: os vivos oferecendo-se pelos mortos e os mortos, intercedendo por nós. (Lembremo-nos que as almas que ainda padecem no purgatório também podem interceder por nós junto a Deus). 

14 - O uso de objetos religiosos, também nos proporcionam indulgências?                             

R: Os fiéis que usam um objeto de piedade - crucifixo  cruz, terço, escapulário, medalha - recebem indulgência parcial, desde que tais objetos estejam abençoados por um padre.  Se um dos mencionados objetos tiver sido eventualmente bento pelo Sumo Pontífice ou por um Bispo,  os fiéis que religiosamente o usam podem obter indulgência plenária no dia da festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, ajuntando, porém, a profissão de fé sob uma forma legítima (Normalmente o Creio, Pai-Nosso e oração Mariana nas intenções do Papa). (Cf. N.17) 

15 - Em alguns panfletos ou santinhos antigos que constam indulgências aplicáveis em dias ou anos, por exemplo,  uma oração acrescida de  "indulgência de 300 dias".  Ainda vigora esta modalidade de indulgência?

R: Não, o Papa Paulo VI aboliu a antiga disposição medida por dias e anos. A medida agora é proporcional à própria ação do fiel que cumpre a obra enriquecida duma indulgência.  Quer dizer, a  amplitude de uma indulgência parcial,  agora,  depende do nível da ação do fiel. Quanto maior for a caridade empreendida numa obra, tanto mais ampla será a indulgência. (Artigo V tópico 12)  

16 - É verdade que houve uma redução, pela Igreja,  das Indulgências Plenárias? 

R: O Papa Paulo VI restringiu a aplicação das indulgências plenárias quanto ao número, justamente para que os fiéis a valorizem adequadamente e, por isso, quando a Igreja a concede, normalmente exige que o fiel cumpra determinadas condições. No artigo V da Constituição Apostólica "Indulgenctiarum Doctrina" o Papa justifica isso expressando que "o que mais freqüentemente acontece, retém pouco a atenção; o que mais abundantemente se oferece, pouco se preza". O Papa quis, desta forma,  provocar nos fiéis o interesse pela busca e o real significado e importância das indulgências. (Artigo V tópico 12)  

17 - E no que toca às indulgências reais e locais e as relativas aos membros de pias associações?  

R: Os nomes "reais e locais" foram suprimidos e reduzido o seu número, enaltecendo-se assim mais a ação dos fiéis do que propriamente as coisas e lugares, uma vez que não são mais ocasiões de se adquirirem indulgências. Quanto aos membros de pias associações, estes podem obter as indulgências que lhes são próprias, realizando as obras prescritas, porém, não exigindo-se mais o uso das insígnias.   (Artigo V tópico 12)  

18 - Voltando à questão da "pena temporal", se não forem remidas,  serão expiadas no Purgatório?

R: Podem ser expiadas tanto no Purgatório,  quanto na vida presente. Quem recebe a graça da justificação, é de tal modo perdoada a ofensa que fica desfeita e abolida a obrigação, tanto da pena eterna, quanto da temporal a pagar, seja neste mundo ou no outro.  É o que estabelece claramente o Concílio Tridentino.  (Cf. notas, item 4)  

Reafirmando o que já foi dito no início, mesmo os pecados que confessamos ao sacerdote, estão em si, perdoados, mas quanto à culpa, somente. Porém, permanecem as penas temporais que, acarretam por conseqüência as penas infligidas pela justiça divina.  Podem ser, nesta vida,  através de sofrimentos diversos, tristezas e sobretudo mediante a morte,  ou então no século futuro, pelo fogo, tormentos ou penas purgatórias.  Todo pecado, assim, mesmo que perdoado no confessionário, acarreta perturbação da ordem universal e as penas são impostas pelo julgamento de Deus para purificar as almas e glorificar a Deus.  Eis a importância das indulgências! Se os católicos assimilassem seu real sentido, ficariam sempre atentos, praticando regularmente as orações, esmolas, obras de caridade e, especialmente,  quando a Igreja concede aos fiéis tempos de indulgência plenária,  tanto para proveito próprio como para as almas de entes que já se foram. 

19 - Há exemplos, nas Escrituras,  sobre o perdão da "culpa", mas com  a permanência ou o perdão da "pena" temporal? 

R: O primeiro exemplo é o do próprio Adão, cujo pecado propagou-se e passa a todos os homens hereditariamente (pecado original). O fundamento dessa nossa relação sobrenatural é o próprio Cristo - o novo Adão, que veio para restabelecer todas as coisas, no qual Deus nos chamou a  ser inseridos. Cristo, que não cometeu pecado, foi ferido por causa das nossas iniqüidades. Imitando a Cristo, levamos nossa cruz em expiação de nossos pecados e dos já falecidos, convencidos de ajudar nossos irmãos junto a Deus, para que obtenhamos a salvação. É este o antiquíssimo dogma da comunhão dos santos. 

Exemplos de penas temporais estabelecidas e executadas por Deus

- Temos o exemplo de Moisés e Aarão, que fraquejaram diante dos israelitas, que lhes reclamaram a falta de água e comida. Caíram ambos com o rosto em terra após a repreensão do povo incrédulo. Foi quando Deus ordenou que Moisés golpeasse o rochedo duas vezes com a vara, tendo assim feito e jorrado água em abundância.  Deus, porém, pelo fato de não ter sido glorificado junto ao povo, lhes imputou a pena de não verem a terra prometida: 

"Disse o Senhor a Moisés e Aarão: 'Porque faltastes a confiança em mim e não glorificastes a minha santidade aos olhos dos filhos dos israelitas não introduzireis esta assembléia na terra que lhe destino'." (Nm 20,12)

- No Segundo Livro dos Reis, mais um exemplo clássico,  em que Deus perdoa a culpa de Davi, mas não lhe deixa de aplicar uma severíssima pena temporal: 

"Davi disse a Natã: 'Pequei contra o Senhor'. Natã respondeu-lhe: 'O Senhor perdoou o teu pecado; não morrerás. Todavia, como desprezaste o Senhor com esta ação, morrerá o filho que te nasceu'". (2Rs 12,13-14)
Penas temporais prometidas, mas indulgenciadas por Deus

- No Livro de Jonas vemos que Deus, por causa da corrupção do povo,  havia decretado que Nínive seria destruída dali a quarenta dias e o profeta Jonas percorreu toda a cidade anunciando a fatal destruição:  

Porém, "Os ninivitas creram em Deus, marcaram um dia de penitência, vestindo-se todos de saco, do maior até o menor. O fato chegou ao conhecimento do rei. Ele se levantou do trono, tirou o manto, vestiu um pano de saco e sentou-se na cinza"  (Jonas, 3,  5ss) Decretou ainda o rei e os seus ministros que nenhuma pessoa ou animal pudesse beber água ou comer, e que deveriam deixar de lado seus crimes,  na esperança de que Deus revogasse o ardor da sua ira.  E por causa da penitência e promessa de conversão do povo, Deus aboliu o decreto. 

- No Livro de Isaías,  Deus diz ao profeta Isaías que transmita ao rei Ezequias: "Põe em ordem as coisas da tua casa, porque vais morrer e não viverás”.  Ezequias orou e derramou lágrimas; Deus manda que Isaías retorne a Ezequias, anula Sua Palavra empenhada e acrescenta quinze anos aos seus dias (Cf. Is 28, 1-5).

20 - Com o advento de Cristo,  o intercâmbio entre os vivos e os mortos para a salvação das almas, estabelece uma sólida concretização do dogma da comunhão dos santos:  

"Por isso entre os fiéis já admitidos na pátria celeste, os que expiam as faltas no purgatório e os que ainda peregrinam sobre a terra, existe certamente um laço de caridade e um amplo intercâmbio de todos os bens pelos quais, na expiação de todos os pecados do Corpo Místico em sua totalidade, é aplacada a justiça de Deus; e também se inclina a misericórdia divina ao perdão, a fim de que os pecadores arrependidos sejam mais depressa conduzidos a plenamente gozar dos bens da família de Deus"  (Cf. notas, item 16 e 17)  

21 - Desde quando e de que modo a Igreja concede aos fiéis e às almas a remissão das penas temporais?

"Consciente dessas verdades, desde o princípio a Igreja conheceu e praticou vários modos de agir para que os frutos da redenção do Senhor fossem aplicados a cada fiel e cooperassem os fiéis na salvação de seus irmãos, e assim todo o corpo da Igreja fosse preparado na justiça e na santidade para o pleno advento do Reino de Deus, quando Deus há de ser tudo em todos. Os próprios Apóstolos exortavam a seus discípulos a rezarem pela salvação dos pecadores; e tal usança santamente se manteve entre os muito antigos costumes da Igreja,  sobretudo quando os penitentes pediam a intercessão de toda a comunidade e os falecidos eram ajudados pelas preces de todos, especialmente pelo oferecimento do sacrifício eucarístico. E mesmo as boas obras, e primeiramente as difíceis de executar à fraqueza humana, eram na Igreja, desde antigos tempos, oferecidas a Deus pela salvação dos pecadores.  Doutro lado, como os sofrimentos dos mártires pela fé e pela lei de Deus eram considerados de alto preço, costumavam os penitentes pedir aos mártires que os ajudassem com seus méritos, a fim de mais rapidamente serem admitidos à reconciliação pelos Bispos. Eram com efeito a tal ponto estimadas as orações e as boas obras dos justos, que o penitente, afirmava-se, era lavado, purificado e remido graças à ajuda de todo o povo cristão". 

22 - E quanto à origem, pela Igreja, das "indulgências" propriamente ditas?

R:  "Pouco a pouco se propagou o uso das indulgências e se tornou um fato notório na história da Igreja desde que os Pontífices Romanos decretaram que certas obras favoráveis ao bem geral da Igreja "poderiam ser imputadas ao título de uma penitência total";  e aos fiéis "verdadeiramente penitentes, que tivessem confessado seus pecados" e realizassem tais obras, esses mesmos Pontífices "pela misericórdia de Deus e... confiando nos méritos e na autoridade dos apóstolos", "na plenitude do poder apostólico" concediam o perdão não só pleno e abundante, mas até o mais cabal, de todos os seus pecados".  Pois "o Filho unigênito de Deus adquiriu um grande tesouro para a Igreja Militante... Esse tesouro... quis ele fosse distribuído aos fiéis para sua salvação por são Pedro, portador das chaves do céu, e por seus sucessores, seus vigários na terra, e fosse, por motivos particulares e razoáveis, a fim de remir ora parcial ora completamente a pena temporal devida ao pecado, misericordiosamente aplicado, em geral ou em particular, como diante de Deus se julgasse mais útil, aos que, verdadeiramente penitentes se tivessem confessado. Sabe-se que os méritos da Bem-aventurada Mãe de Deus e de todos os eleitos contribuem para a riqueza desse tesouro".

Essa remissão da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à falta foi chamada propriamente "indulgência" .

23 - Na Igreja, quem tem o poder de conceder indulgências?  

R:  Só podem conceder indulgências aqueles a quem o direito reconhece este poder, ou que o tenha concedido o Romano Pontífice.  Nenhuma autoridade inferior ao Papa pode outorgar a outros o poder de conceder indulgências, a não ser que expressamente o tenha outorgado a Sé Apostólica. É o que estabelece o cânon 995 parágrafos 1 e 2,  no capítulo IV do Código de Direito Canônico.

(Fonte)