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segunda-feira, 29 de abril de 2013

ALGUNS ESCRITOS DE SANTA CATARINA DE SENA



"Que motivo vos fez constituir o homem em dignidade tão grande? O amor inestimável pelo qual enxergastes em vós mesmo vossa criatura, e vos apaixonastes por ela; pois foi por amor que a criastes, foi por amor que lhe destes um ser capaz de degustar vosso Bem eterno"

"Foi na dispensa da hierarquia eclesiástica que eu guardei o Corpo e o Sangue do meu Filho".

"Foi no seio da Igreja hierárquica que o Senhor depositou o seu mais precioso tesouro."

"Pelo amor, o homem se torna um outro Cristo. É pelo amor que o homem se une a Deus"

"A Eucaristia é o meio mais apto para a união do homem com Deus e maior conhecimento da Verdade"

"Os males desta existência não são punições, mas correção a filho que ofende"

"O caminho para atingir o conhecimento verdadeiro e a experiência de Deus é este: nunca abandonar o auto-conhecimento"

"Conhecendo-te, tu te humilharás ao perceber que, por ti mesma, nada és"

"Ao optar pelo Meu amor, o homem faz opção também de sofrer por Minha causa, qualquer que seja a modalidade da dor"

"É na adversidade que se prova ter paciência e amor"

"Toda virtude se realiza em relação ao próximo, bem como todo pecado"

"O amor por Mim e pelo próximo são uma só coisa"

"A humildade brota do auto-conhecimento"

"O orgulho é a raiz de todos os vícios"

"O demônio é fraco e nada pode além daquilo que Eu lhe permita"

"Nesta vida ninguém vive sem cruz"

"Querendo progredir é preciso que tenhais sede"

"Considero feito a Mim o que fazeis para os homens"

"Nada mais desejo que a vossa santificação"

"Ninguém deve desejar satisfações e visões espirituais, aspire somente a virtude"

"Tudo quanto quero ou permito tem uma finalidade: que atinjas a meta para a qual vos criei"

"Recompenso quem trabalha por Minha glória. Sou alegre e faço feliz quem cumpre a Minha vontade"

"Não obrigues outras pessoas a viver como tu vives"

"Todo mal é ausência de amor"

"Ao querer dar um homem um grande tesouro, associo-lhe o peso de muitas dificuldades"

"Quero que sejais santos. Tudo o que vos acontece tem essa finalidade"

"Tenham a certeza de que quando eu morrer, a única causa de minha morte será meu amor pela Igreja".

"Oh meu padre, se o senhor tivesse visto a beleza de uma só alma em estado de graça, estaria pronto a morrer mil mortes por uma só!"

sábado, 27 de abril de 2013

AS ÁRVORES ESCOLHEM UMA CHEFE



Em Josué 9,8-15 há uma parábola tão clara que vou transcrevê-la literalmente:

"Certa vez, as árvores puseram-se a caminho a fim de ungir um rei para si, e disseram à oliveira: Reina sobre nós. Mas ela respondeu: Iria eu renunciar ao meu azeite, com que se honram os deuses e os homens, para me balançar acima das árvores?

Então as árvores disseram à figueira: Vem reinar sobre nós. E ela respondeu: Iria eu renunciar à minha doçura e aos saborosos frutos, para me balançar acima das árvores?

As árvores disseram então à videira: Vem reinar sobre nós. E ela respondeu: Iria eu renunciar ao meu vinho, que alegra os deuses e os homens, para me balançar acima das árvores?

Por fim, todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu reinar sobre nós. E o espinheiro respondeu-lhes: Se, de verdade, quereis ungir-me como vosso rei, vinde e repousai à minha sombra; mas se não o quereis, saia fogo do espinheiro e devore os cedros do Líbano!"

Durante aquele mandato do espinheiro, as árvores só levaram espinhadas, pois era só isso que o espinheiro sabia fazer. Culpa delas mesmas, que não quiseram assumir um cargo político, não quiseram entrar em um partido nem se candidatar.

Quantas Comunidades nossas têm pessoas competentes que podiam assumir um cargo político, ou mesmo um cargo de coordenação na Comunidade, dedicando-se ao bem comum, e não o fazem por puro comodismo ou preconceito!

Se o mundo não está melhor, não é tanto por causa dos maus, mas dos bons, que se acomodam. Um cristão que nasceu e cresceu na vida de Igreja, tem muito a dar a seus irmãos e à sociedade. Não pode enterrar esses preciosos talentos.

Adaptação: Pe. Queiroz 
www.a12.com

Fonte: Site Catequisar

sexta-feira, 26 de abril de 2013

DINÂMICA PARA ENTENDER SOBRE O BATISMO



Objetivo: Entender o significado do batismo
Material:

Iodo ou Povidini;
Água sanitária ou cloro;
Água;
1 vasilha transparente;
Bonequinhos feitos de papel branco (para Catequese Infantil).
*** Use sua criatividade ***

Como desenvolver a dinâmica:

Pegar a vasilha colocar um pouco de água diluir um pouco de iodo, reserve. 

Explique desde a criação como Deus criou nossos primeiros pais, com a desobediência deles entrou o pecado no mundo e que nascemos com a mancha do pecado. 

Para o Catecumenato basta a explicação bem explorada do Catequista. 

Já para a Catequese Infantil, faça bonequinhos de papel preso a um palito, mergulhe o bonequinho na vasilha, mostre que o pecado de nossos primeiros pais nos causou.

Observe que a água está escura. Coloque água sanitária nesta mistura e o que acontece? A mistura escura ficou limpa como a água. É isso que O Batismo nos faz. * Lembrando que o Batismo é único, ele apaga totalmente a mancha do pecado original e nos faz filhos de Deus. Não devemos em hipótese alguma pedir novamente o Batismo em outra doutrina Protestante, ok!

Agora inicie a Catequese, comece a explicar a Graça Santificante do Batismo.

"O Batismo nos concede a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio do seu Filho no Espírito Santo."

"O Santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã e a porta da vida no Espírito. Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus; tornamo-nos membros de Cristo, somos incorporados a Igreja e feitos participantes de sua Missão." 


http://www.catequisar.com.br/texto/dinamica/volume03/147.htm

Segue abaixo algumas idéias para os bonequinhos de papel



quinta-feira, 25 de abril de 2013

SÃO MARCOS EVANGELISTA

http://dibujosparacatequesis.blogspot.com.br/

São Marcos, ou João Marcos hebreu de origem, da tribo de Levi, foi um dos primeiros discípulos de São Pedro, que na festa de Pentecostes receberam o santo Batismo das mãos do Apóstolo, razão talvez, de Pedro em sua primeira epístola o chamar “seu filho” (1Pe 5, 13). Os atos dos Apósto­los (12, 12) mencionam a mãe de Marcos, Maria, proprietária de uma casa em Jerusalém, onde os cris­tãos realizavam suas reuniões. Autores há, que em Marcos reconhecem o parente de Barnabé, e quem, bem moço ainda, com este a São Paulo se associou na primeira viagem apostólica e, terminada esta, por desinteligências que entre eles surgiram, para Jerusalém voltou. Na segunda viagem paulina não o vemos ao lado do apóstolo (At. 15, 3). 

Mais tarde, porém, foi companhei­ra de São Paulo na primeira pri­são do mesmo em Roma (Fm 4); pelo mesmo apóstolo foi mandado ias Colossenses (Cl 4, 10). Pela segunda vez preso em Roma, Paulo o chamou para junto de si. (2 Tm 4,11). Seu apostolado é intimamente ligado também ao de São Paulo, em Roma, onde desenvolveu um zelo e atividade apostólicos tais, que seu Chefe desejou tê-lo sempre em sua companhia. 

Em Roma teve Marcos o prazer de ver os belos frutos, que a prega­ção do príncipe dos Apóstolos produzira, crescendo dia por dia o nú­mero dos que pediam o santo Batismo. Durante sua ausência, São Pedro confiou a Marcos a vigilân­cia sobre a jovem Igreja. Atenden­do ao insistente pedido dos primei­ros cristãos de Roma, de deixar-lhes um documento escrito, que conti­vesse tudo que da sua e da boca de Pedro ouviram da vida, da dou­trina, dos milagres e da morte de Jesus Cristo. Marcos escreveu o Evangelho que lhe traz o nome, dos quatro Evangelhos o mais curto e por assim dizer, o mais incomple­to; não contém a história da In­fância de Cristo, nem o sermão da montanha. São Pedro leu-o, apro­vou-o e recomendou aos cristãos que dele fizessem a leitura. 

Depois de ter passado alguns anos em Roma, Marcos pregou o Evangelho na ilha, de Chipre, no Egito e nos países vizinhos. As con­versões produzidas por esta prega­ção contavam-se aos milhares. Mi­lhares de ídolos ruíram por terra, e nos lugares dos templos se ergue­ram igrejas cristãs. O Egito, antes um país entregue à mais crassa ido­latria, tornou-se teatro da mais alta perfeição cristã e refúgio de muitos eremitas. Marcos trabalhou 19 anos em Alexandria, onde a Igreja che­gou a um estado de extraordinário esplendor. Não satisfeitos com a ob­servância de tudo aquilo que o Evan­gelho apresentava como indispensá­vel, muitos cristãos observavam do modo mais perfeito os conse­lhos evangélicos, abstendo-se, a exemplo do mestre, do uso da carne e do vinho e distribuindo os bens entre os pobres. Inúme­ros eram aqueles que viviam em perfeita castidade. O número dos cristãos cresceu de tal ma­neira, que para todos terem ocasião de assistir ao santo sa­crifício da Missa e à pregação, foi necessário destacar um número de casas bem grande onde se pudessem reunir. 

Tão grande prosperidade da causa do Senhor não podia dei­xar de inquietar e irritar os sa­cerdotes pagãos contra o gran­de Apóstolo. Marcos, sabendo que os inimigos seus e de Cris­to estavam conspirando contra sua vida, e, rezando uma generalização da perseguição, na qual muitos cristãos poderiam não ter a força de perseverar na fé, deu à Igreja de Alexan­dria um novo bispo, na pessoa de Aniano, e ausentou-se da ci­dade. Dois anos durou essa au­sência. Ao voltar, havia uma grande festa, que os pagãos ce­lebravam em honra do deus Serapis. A maior homenagem que podiam render à divinda­de, havia de ser — assim opi­navam os idólatras — a ofer­ta da vida do Galileu: por este no­me era conhecido o grande evange­lista . 

Imediatamente se puseram a ca­minho em busca de Marcos. A eles se uniu o populacho. Descobrir-lhe o paradeiro e penetrar na casa que o hospedava, foi obra de minutos. Marcos estava celebrando os santos mistérios, quando a horda sequiosa do seu sangue, entrou. Prenderam-no e, com escolhida brutalidade, conduziram-no pelas ruas da cida­de. O trajeto todo ficou marcado pelo sangue do Mártir. Marcos nenhuma resistência fez; ao contrário, deu louvor a Deus por ter sido achado digno de sofrer pelo nome de Cristo. 

Na noite seguinte apareceu-lhe um anjo e disse-lhe: “Marcos, Ser­vo de Deus, teu nome está escrita no livro da vida, e tua memória ja­mais se apagará. Os Arcanjos rece­berão em paz teu espírito”. 

Além desta teve a aparição de Deus Nosso Senhor, da maneira por que muitas vezes o tinha visto du­rante a vida mortal e disse-lhe: “Marcos, a paz seja contigo”. Estas, como as palavras do Anjo, en­cheram a alma do Mártir de grande consolo e ânimo. 

O dia seguinte, 25 de abril, foi o dia do martírio. Os pagãos maltrataram-no de um modo tal que morreu no meio das crueldades. As últimas palavras que proferiu foram: “Em vossas mãos encomen­do o meu espírito”. 

Os pagãos quiseram incinerar-lhe o corpo. Uma fortíssima tempestade, que sobreveio, frustrou-lhes os planos e forneceu aos cris­tãos ocasião de tirar o corpo e dar lhe honesta sepultura, numa rocha em Bucoles. 

Em 815 foram as relíquias de São Marcos transportadas para Veneza, onde ainda se acham. O leão é o símbolo deste evangelista, que inicia seu Evangelho com estas palavras: “Voz daquele que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor”. 

Fonte: Santo do Dia 

OS NÓS NA CORDA



Havia um homem que vivia sempre sereno e atraía a atenção de todos que paravam para conversar com ele. 

Todos, pois, estavam curiosos para
saber qual era o motivo de sua constante alegria e bondade.

Um dia, o rei o procurou e falou-lhe:

- Você sempre está alegre. 

Será que nunca fica preocupado com alguma coisa?

Não se preocupa com o seu destino? 

Será que nunca pensa nos pecados dos quais Deus vai lhe pedir conta? 

Afinal, nesta vida, todos somos pecadores!

Ao que o homem respondeu:

- Vossa Majestade tem toda a razão em dizer que a gente deve dar conta do mal que faz. 

Eu, por mim, penso e ajo assim: 

Imagino que a gente está amarrado a Deus com uma corda.

- Como assim? - perguntou o rei.

- Quando a gente peca, corta essa corda. 

Mas quando a gente se arrepende e pede perdão, o que Deus faz? 

Ele pega as duas pontas da corda e faz um nó para reatá-la. 

Desse jeito a corda fica mais curta e a gente fica mais perto de Deus. 

Os anos passam e a gente, apesar do esforço, continua falhando, mas Deus vai fazendo mais nós na corda e a gente acaba chegando cada vez mais perto dEle... 

Então, por que devo me preocupar ou me entristecer?

O Rei ficou muito admirado com a sabedoria do homem e entendeu a situação daqueles que, embora pecadores, conhecem e amam a Deus.

"Aumente em mim, Pai querido, com a força do seu Espírito, a disponibilidade em acolher a sua Palavra que, apesar de minhas falhas, o Senhor continua a semear em minha história, para que eu produza bons frutos e revele a todos a esperança segura que me guia ao seu Reino Eterno.
Amém!"

(Autor desconhecido)

Fonte: Catequisar

quarta-feira, 24 de abril de 2013

COMO FAZER O DIÁRIO ESPIRITUAL



O segredo do diário está em ser todos os dias

Fazer o Diário Espiritual é muito simples. À primeira vista, parece que ele não vai produzir nenhum fruto especial. Mas, quando posto em prática na vida cotidiana, esse trabalho mostra trazer em si uma incalculável riqueza. O segredo do diário está em ser diário: todos os dias. Anteriormente, eu o(a) lancei na aventura de fazer o seu Diário Espiritual. Aqui, volto a tratar do assunto, explicando novamente e detalhando as regras da boa feitura do seu Diário, para que tudo fique bem claro.

COMO FAZER

Use um caderno, caderneta, agenda ou fichário;

Reserve uma folha em branco para cada dia;

No alto de cada página, ponha a data do trabalho: dia da semana, mês e ano;

Depois, desenvolva de sua maneira pessoal, o Diário, considerando os itens a seguir:

1. PROMESSAS DE DEUS

No trecho que você ler a cada dia, é bem capaz que você encontre promessas de Deus. É muito fácil identificá-las: são coisas que Deus promete. A Bíblia está repleta de promessas de Deus. Ele não precisa prometer; contudo, na qualidade de Pai, promete. Veja bem: são promessas de um Deus fiel que sempre cumpre a palavra dada a seus filhos. Podemos confiar nas promessas de Deus, podemos correr riscos por elas: Deus não falha! Por isso, vale a pena conhecer as promessas que ele nos faz. E, o que é mais importante, devemos gravá-las em nossa mente e em nosso coração. Assim, anote diariamente as promessas de Deus que você vai encontrando na leitura. Nem sempre, vamos encontrar promessas divinas nos trechos que lermos. Se não as encontrarmos, nada teremos a anotar. Contudo, são tantas as promessas de Deus que encontraremos muitas e com freqüência.

Eis alguns exemplos:

:: Jo 1,12: "A todos aqueles que o receberam, aos que crêem em seu nome, deu o poder de se tornar filhos de Deus".

:: Mt 18,20: "Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou no meio deles".

:: Lc 11,13: "Se vós que sois mais sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai Celestial dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem".

:: Ef 6,8: "E estais certos de que cada um receberá do Senhor a recompensa do bem que tiver feito".

2. ORDENS DE DEUS A SEREM OBEDECIDAS

Deus, que é Pai, tem prescrições claras para nortear a nossa vida. Ele manda, prescreve, proíbe, ordena; tudo para nos conduzir como filhos muito amados. Seguir Seus mandamentos, obedecer-lhe as ordens, é o segredo da vida. É do nosso interesse, portanto, conhecer e guardar as ordens que Deus nos dá. Tal como acontece com as promessas, as ordens de Deus são abundantes na Bíblia, embora não as encontremos em todas as passagens que lermos. Porém, sempre que você encontrar uma ordem de Deus, anote-a cuidadosamente no seu Diário. É bem simples distingui-las.

Alguns exemplos:

A ordem mais conhecida é: "Amai-vos uns aos outros como vos tenho amado" (Jo 13,34).

Em Mt 5,37, temos: "Dizei somente sim se é sim, não se é não".

Mc 16,15: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura".

Lc 6,27-28: "Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai aos que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam".

Em geral, o verbo no imperativo – dai, fazei, ide, buscai, recebei, perdoai, sede... – é um sinal de ordem.

3. PRINCÍPIOS ETERNOS

Os princípios do Reino bem poderiam chamar-se "Leis do Reino de Deus". Não os denominamos assim, para não confundi-los com ordens ou mandamentos. Mas os princípios são leis que governam o Reino de Deus, ou seja, no Reino, as coisas funcionam dessa maneira.

Neste mundo, tudo é regido por leis: os astros, os minerais, as plantas, a eletricidade, o corpo humano, etc. As leis são princípios imutáveis que determinam o modo de ser de cada uma dessas coisas. O cientista precisa conhecer os princípios que regam a sua ciência. O Reino de Deus também é regido por princípios eternos, imutáveis, leis permanentes. O Reino de Deus funciona da maneira descrita nesses princípios. É vital que os filhos do Reino conheçam os princípios pelos quais é regido. Deus quer revelar aos seus filhos os segredos do Reino, os mistérios do mundo sobrenatural. Eis porque a palavra de Deus está repleta de princípios. No inicio, parece difícil, mas em pouco tempo você conseguirá identificar esses princípios eternos, essas leis permanentes do Reino de Deus.

Alguns exemplos:

Lc 6,36: "Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados, perdoai e sereis perdoados". É assim que funciona no Reino de Deus.

Lc 18,14: "Todo aquele que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado". Queiramos ou não, é assim que acontece; isso é imutável.

Tito 1,15: "Para o puro, todas as coisas são puras. Para os corruptos e descrentes, nada é puro. Até a sua mente e consciência são corrompidas".

ITm 6,7: "Porque nada trouxemos a este mundo, como tampouco nada poderemos levar".

4. MENSAGEM DE DEUS PARA MIM HOJE

Em tudo quanto você já leu, em tudo com que trabalhou até agora no seu diário, qual é a mensagem de Deus para você? É certo que Deus tem uma mensagem para você. Basta ficar atento, em atitude de expectativa para descobri-la. Anote a mensagem todos os dias. Não deixe que ela se perca. Faça anotações bem pessoais, com as suas próprias palavras. Seja simples, nada de complicações.

5. COMO POSSO APLICAR ISSO NA MINHA VIDA?

Esta é a parte mais pessoal e concreta de todo o Diário. Não é preciso, nem eu quero, dar muitas explicações a esse respeito. O próprio Deus vai inspirá-lo(a) todo dia a perceber de que maneira poderá aplicar à sua vida concreta as coisas que leu e com que trabalhou.

Tome nota. Não basta descobrir, é importante também anotar diariamente. Suas anotações serão um roteiro para sua vida. O fato de registrarmos por escrito o que Deus nos inspira a pôr em prática na nossa vida, transforma de maneira decisiva nossa maneira de ser e de agir, bem como o nosso relacionamento com Deus.

DIÁRIO ESPIRITUAL
Data                    Texto
1. Promessas de Deus
2. Ordens a obedecer
3. Princípio Eterno
4. Mensagem de Deus para mim, hoje
5. Como aplicar isso em minha vida


POR QUE UM DIÁRIO ESCRITO?

Escute este testemunho; os fatos falam mais do que as palavras:

"Antigamente, eu "bicava" lá e cá a Sagrada Escritura. Gostava sim e tirava ensinamentos. Hoje, porém, eu vejo como permanecia na periferia. Sinceramente, era bem superficial o gosto e o conhecimento que eu tinha da Palavra de Deus. Hoje, porém, depois de pouco tempo, posso perceber como fui me aprofundando dia por dia, como fui apurando o meu gosto pela Palavra: como cresceu o meu conhecimento. A cada dia a Palavra me desafia e, isto me obriga a avançar. É uma aventura Espiritual! A maior graça, porém, é saber que os ensinamentos não permaneceram na cabeça. Não, eles desceram e impregnaram toda a vida. Hoje, eu sinto a Palavra integrada na minha vida, na minha maneira de pensar, nas minhas atitudes, nas minhas conversas... em tudo! Sou jovem e posso dizer que, como Jesus adolescente, estou crescendo, dia-a-dia, em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e diante dos homens. Glória a Deus!"

Resumidamente, podemos dizer que o Diário:

1 – É uma excelente maneira de registrar as revelações recebidas diariamente da Palavra de Deus. É um tesouro que não se pode perder;

2 – Cria em nós uma saudável atitude de expectativa; ficamos atentos e de coração aberto. A mensagem de Deus é viva! Temos certeza e, por isso, esperamos;

3 – Ajuda-nos a verificar a nossa própria fidelidade, a ser sérios e honestos com relação a nós mesmos;

4 – Facilita a revisão. Revisão semanal, revisão mensal. Cada revisão é um passo a mais na conquista do verdadeiro conhecimento da Palavra;

5 – Apresenta-nos uma boa avaliação do nosso progresso, o que nos dá coragem e entusiasmo para prosseguir.

Do Livro "A Bíblia no meu dia a dia"
Padre Jonas Abib

http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=3413&id=





terça-feira, 23 de abril de 2013

A origem da palavra HÓSTIA


Por que será que costumamos associar "eucaristia" com "hóstia"?

Fala-se em adorar a hóstia, ajoelhar-se diante da hóstia, levar a hóstia em procissão (na festa de Corpus Christi), guardar a hóstia.. Uma criança chegou certa vez para a catequista e perguntou: "Tia, quanto tempo falta para eu tomar a hóstia?" (Referia-se à primeira comunhão).

A palavra "Hóstia" vem do latim. Em latim, "hóstia" é praticamente sinônimo de "vítima". Ao animal sacrificado em honra dos deuses, à vítima oferecida em sacrifício à divindade, os romanos (que falavam latim) chamavam de "hóstia".Ao soldado tombado na guerra vítima da agressão inimiga, defendendo o imperador e a pátria, chamavam de "hóstia".

Ligada à palavra "hóstia" está a palavra latina "hóstis", que significa: "o inimigo". Daí vem a palavra "hostil" (agressivo, ameaçador, inimigo), "hostilizar" (agredir, provocar, ameaçar). E a vítima fatal de uma agressão, por conseguinte, é uma "hóstia".

Então, aconteceu o seguinte: O cristianismo, ao entrar em contato com a cultura latina, agregou no seu linguajar teológico e litúrgico a palavra "hóstia", exatamente para referir-se à maior "vítima" fatal da agressão humana: Cristo morto e ressuscitado. Os cristãos adotaram a palavra "hóstia" para referir-se ao Cordeiro imolado (vitimado) e, ao mesmo tempo ressuscitado, presente no memorial eucarístico.

A palavra "hóstia" passa, pois, a significar a realidade que Cristo mesmo mostrou naquela ceia derradeira: "Isto é o meu corpo entregue... o meu sangue derramado". O pão consagrado, portanto, é uma "hóstia", aliás, a "hóstia" verdadeira, isto é, o próprio Corpo do ressuscitado, uma vez mortalmente agredido pela maldade humana, e agora vivo entre nós feito pão e vinho, entregue para ser comida e bebida: Tomai e comei..., tomai e bebei...

Infelizmente, com o correr dos tempos, perdeu-se muito este sentido profundamente teológico e espiritual que assumiu a palavra "hóstia" na liturgia do cristianismo romano primitivo, e se fixou quase que só na materialidade da "partícula circular de massa de pão ázimo que é consagrada na missa". A tal ponto de acabar-mos por chamar de "hóstia" até mesmo as partículas ainda não consagradas!

Hoje, quando falo em "hóstia", penso na "vítima pascal", penso na morte de Cristo e sua ressurreição, penso no mistério pascal. Hóstia para mim é isto: a morte do Senhor e sua ressurreição, sua total entrega por nós, presente no pão e no vinho consagrados. Por isso que, após a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho e a narração da última ceia do Senhor, na missa, toda a assembléia canta: "Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus".

Diante desta "hóstia", isto é, diante deste mistério, a gente se inclina em profunda reverência, se ajoelha e mergulha em profunda contemplação, assumindo o compromisso de ser também assim: corpo oferecido "como hóstia viva, santa, agradável a Deus" (Rm 12,1). Adorar a "hóstia" significa render-se ao seu mistério para vivê-lo no dia-a-dia. E comungar a "hóstia" significa assimilar o seu mistério na totalidade do nosso ser para se tornar o que Cristo é: entrega de si a serviço dos irmãos, hóstia.

E agora entendo melhor quando o Concílio Vaticano II, ao exortar para a participação consciente, piedosa e ativa no "sacrossanto mistério da eucaristia", completa: "E aprendam a oferecer-se a si próprios, oferecendo a hóstia imaculada, não só pelas mãos do sacerdote, mas também juntamente com ele e, assim, tendo a Cristo como Mediador, dia a dia, se aperfeiçoem na união com Deus e entre si, para que, finalmente, Deus seja tudo em todos". Amém.

Site: Catequisar

sábado, 20 de abril de 2013

ORAÇÃO AO BOM PASTOR



"Ó Jesus, meu bom Pastor
Que aflito vos fatigastes à procura
Da ovelha extraviada e ferida
E que, ao encontrá-la,
A apertastes contra o peito e a carregastes
Sobre os ombros,
E depois cuidastes das suas feridas;
Eis-me aqui, na vossa presença.
Eu sou a ovelha ferida.
Meu corpo sofre de grave enfermidade.
Meu bom Pastor!
Sei que vós podeis curar-me
Porque tudo podeis.
Se eu ficar curado,
Muito vos agradeço,
Mas se quiserdes que eu fique assim,
Seja feita a vossa vontade!
Eu sei que tendes um afecto especial
Pelas vossas ovelhas feridas.
Eu quero corresponder ao vosso amor,
Esquecendo a minha doença
E utilizando os membros que ainda posso movimentar
Para praticar o bem e fazer tudo o que puder
Para ajudar meus irmãos
A superar as suas dificuldades
E os desânimos."
Ámen.

http://apenasoracao.blogspot.com.br/2009/04/oracao-ao-bom-pastor.html


segunda-feira, 15 de abril de 2013

DESANIMADA!!!!!!!!!!!!





ANDO DESANIMADA EM COMPARTILHAR POSTAGENS, CADA POSTAGEM NOVA QUE COLOCO AQUI TAMBÉM RETIRO DE OUTROS SITES E BLOGS QUE LEIO POR HORAS ATÉ DECIDIR COLOCÁ-LA AQUI, CITANDO A FONTE. MAS ULTIMAMENTE, HÁ UM CERTO BLOG QUE COPIA VÁRIAS POSTAGENS DO JARDIM DA FÉ, DE UMA SÓ VEZ NA INTEGRA, COM A MESMA FORMATAÇÃO E IMAGENS,NÃO ME IMPORTO DE COPIAREM MAS AO MENOS CITE O NOME DE ONDE ESTÁ COPIANDO, USE DA GENTILEZA E DE UM POUCO MAIS DE CRIATIVIDADE EM SUAS POSTAGENS. ESPERO TER DEIXADO AQUI MEU RECADINHO.

JARDIM DA FÉ

A PARTE MAIS IMPORTANTE DA MISSA


Certa vez, numa sala de catequese, a catequista perguntou para as crianças: "Qual é a parte mais importante da Missa?" Um menino, que era bastante levado, respondeu: "É quando termina a Missa". 

Os colegas deram uma pequena vaia nele, como quem diz: "Você assiste à Missa doido para que ela termine logo, hein?" A catequista interveio e lhe perguntou por quê. Ele se levantou e explicou com firmeza: "A parte mais importante da Missa é quando ela termina, porque aí começa a nossa Missa".

Esta foi a maior lição que os alunos receberam naquela aula de catecismo. De nada adianta participar da Missa, e depois não viver no dia a dia o que celebramos.

"Nem todo aquele que me diz: Senhor! Senhor! Entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mt 7,21). "Quem ouve as minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia" (Mt 7,26).

Adaptação: Pe. Queiroz 
www.a12.com

Site Catequisar



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Deus está me esculpindo


DEUS... 
não me criou está me criando 
não me formou está me formando 
não me chamou está me chamando 
não me amou está me amando 
não me disse está me dizendo 
não me salvou está me salvando

EU... 
não cheguei lá estou indo 
não virei santo estou sendo santificado 
não me converti estou me convertendo 
não me encontrei estou me encontrando 
não sei o suficiente estou aprendendo 

DEUS... 
não me responde tudo ensina-me a pensar 
não me leva sempre manda-me caminhar 
não faz tudo por mim ensina-me a fazer 
não me empurra aponta a direção 
não me mostra tudo dá sinais 
não pára o rio ensina-me a atravessá-lo 
não tira os obstáculos ensina-me a superá-los

EU... 
não sou um nada eu somo e multiplico 
não sou coisa sou pessoa 
não sou número sou indivíduo 
não sou qualquer sou alguém 
não me sobreponho ponho-me no meu lugar 
não passo por cima caminho ao lado 
não me deixo pisar mas também não piso 
É Deus primeiro, depois eu e os outros, lado a lado. 
Se tiver que perder algumas vezes, entenderei. 
Daqui do meu ângulo, o mundo tem um só EU. 
Além do meu pequeno "eu" o mundo tem 6,5 bilhões de outros. 
O que mais existe no mundo é o "outro". 
Não posso querer que tudo passe pelo meu inacabado eu. 
Por isso, tomarei cuidado com este pronome. 
Eu demais quase sempre quer dizer outros de menos. 
Certamente não sou e não serei pessoa nota 10. Não sou máximo. 
Além disso, o PROCOM não costuma recomendar produtos falsos. 
Sou obra imperfeita e inacabada. 
O jeito é deixar que Deus termine o que começou em mim. 

www.padrezezinhoscj.com

quarta-feira, 10 de abril de 2013

NÃO SER MARIA VAI COM AS OUTRAS



Certa vez, um senhor idoso que morava na roça estava indo para a cidade, junto com seu neto que tinha dez anos. Ele em cima de um burro e o neto na frente, puxando o animal.

Passaram dois homens e comentaram entre si: "Um marmanjo desse em cima do burro e a pobre criança a pé!"

O velho escutou. Quando os homens desapareceram na curva da estrada, ele disse ao menino: "Filho, venha você aqui em cima e eu vou a pé".

Logo passaram mais dois pela estrada e comentaram: "Engraçado. O velho doente a pé e o moleque a cavalo!"

Quando viraram a curva, o velho falou: "Filho, vamos nós dois em cima do burro". E assim fizeram.

Dois homens cruzaram com eles e comentaram entre si: "Dois marmanjos nesse burrinho. Como não têm dó do po-bre animal!"

Quando se distanciaram, o homem disse ao neto: "Filho, vamos nós dois a pé". Logo passaram uns viajantes e co-mentaram: "Aqueles dois não são muito certinhos da cabeça. Onde já se viu caminhar a pé, puxando um burro, sem ninguém em cima!"

Quando desapareceram, o homem disse ao neto: "Filho, vamos levar este burro nas costas". E assim fizeram. Passaram dois e comentaram: "Olhe lá três burros; dois carregando um!"

Quando estavam sós, os dois largaram o animal e o homem disse ao neto: "Filho, não se importe com o que os outros disserem. Siga o que achar melhor".

Existem milhões de vozes falando, nas 24 horas do dia. É só ligar um aparelho que nós captamos essas vozes, assim como mensagens na internet. Mas temos uma só verdade: Jesus Cristo.

A nossa conversão é algo pessoal, entre nós e Deus, e ninguém tem de por o bico. Vivemos numa sociedade eclética, mas para Deus a verdade é uma só, e para nós também.

Você sabe a diferença entre a aranha, a formiga e a abelha? A aranha, para fabricar a sua teia, tira os fios todinhos de dentro dela mesma. Ela representa as pessoas que não se enriquecem com a cultura dos outros. São auto suficientes em tudo. Vivem a partir apenas das próprias experiências.

Já a formiga é o contrário. Ela põe as folhas nas costas e as leva para dentro da sua casa, sem acrescentar nada dela mesma. Pode levar um veneno e morrer.

Agora, a abelha é diferente. Um pouco dela e um pouco de fora. Ela pega o néctar na flor, põe dentro do favo e mistura um líquido tirado dela mesma. Então sai o gostoso mel. A abelha é um modelo para nós, em relação ao mundo. Aprendemos o que ele tem de bom, acrescentamos a nossa experiência e a Boa Nova de Jesus, e devolvemos para a sociedade o gostoso mel do Reino de Deus.

Adaptação: Pe. Queiroz 
www.a12.com

terça-feira, 9 de abril de 2013

EFEITOS DO BATISMO



Existe uma lenda que poderá nos ajudar a entender a eficácia do Sacramento do Batismo. 

Havia um rei que tinha grande amor a seu povo. Muitas vezes, saía sozinho visitando os diversos arredores da cidade, a fim de ver o que se passava com seu súditos. Uma tarde, passadno por um bairro bastante pobre, encontrou um menino esfarrapado, macilento, coberto de chagas e com uma grande mancha negra na testa. Era um defeito de nascença. O rei, penalizado, aproximou-se da criança e lhe disse: 

- Como se chamas? 

- Eu não tenho nome - respondeu a criança. 

- Como não tens nome? Quem são os teus pais? 

- Eu não tenho pai nem mãe. 

- Onde moras então? Onde dormes, te abrigas da chuva e da tempestade? 

- Não tenho casa. Me abrigo embaixo das pontes ou das garagens de ônibus. 

- Mas afinal de que te alimentas? 

- Eu vivo dos restos que me dão. 

O rei, profundamente impressionado ,tomou o menino pela mão e lhe disse: 

- Venha comigo. De hoje em diante, terá pai e mãe, casa para morar e tudo quanto precisar para ser feliz. 

Ao chegar no palácio real, entrou em seus aposentos e, chamando a esposa, entregou-lhe o menino, dizendo: 

- Aqui trago mais um filho. É preciso dar-lhe um bom banho, vesti-lo com o traje real, curar-lhe as feridas e alimenta-lo bem, pois está muito fraco. Ele terá os mesmos direitos de usar o nosso nome e poderá sentar-se à nossa mesa. Receberá uma aprimorada educação e terá direito à herança. 

O menino pobre foi lavado, recebeu as vestes reais, curou-se das feridas e foi introduzido na família real. A fim de que todos soubessem que era seu filho, o rei mandou fazer uma cirurgia plástica para tirar-lhe a mancha negra da testa e gravar-lhe na fronte o sobrenome da família real. Porém, fez-lhe certas exigências: 

- Você será considerado meu filho somente se for digno do nome que recebeu, isto é, se te comportares como filho do rei. Caso contrário, perderá todos os direitos. 

A criança cresceu usufruindo todos os direitos e regalias que o pai lhe proporcionava. Porém, quando chegou à juventude, começou a trilhar maus caminhos. Abandonou a casa paterna e tornou-se ladrão e usuário de drogas, chegando a cometer crimes que o levaram à prisão e até a condenação à morte. 

Na prisão, os prisioneiros zombavam dele, dizendo: 

- Tu, o filho do rei, na prisão? Nós caímos aqui porque somos uns pobres miseráveis. Nunca tivemos quem nos ensinasse a andar pelo caminho do bem. Mas você, que tinha tudo o que queria que recebeu uma ótima educação, como pode chegar a ser condenado como nós? Isto é muito vergonhoso! 

O filho unigênito do rei, compadecendo-se do seu irmão, que tanto amava, ofereceu-se para ir à prisão em seu lugar e dar a vida por ele. O pai, que também tinha um grande amor a este filho adotivo, deu o seu consentimento. E assim se fez: o filho do rei deu a sua vida pela vida do irmão. Por isso o pai o glorificou. 

Esta lenda nada mais é do que um símbolo de nossa história pessoal. Nesse caso, o que significam os vários personagens e os diversos elementos dessa lenda? 

- Deus é o rei, o Pai de toda misericórdia, que se compadece da miséria humana. 

- Cristo é o filho único do rei. Ele se oferece ao Pai para dar a própria vida por seus irmãos. 

- O menino pobre somos nós que fomos salvos por Jesus. 

- A mancha que a criança trazia na fronte é o pecado original com o qual nascemos manchados na alma. 

- O nome que o Pai imprimiu em nós foi o nome de Cristão, que nos identifica como FILHOS DE DEUS. 

- As chagas que foram curadas são os pecados pessoais daqueles que se batizam adultos, esses são apagados pela água batismal. 

- A família que passamos a pertencer é a grande família dos filhos de Deus. - A Igreja. 

- A mãe que recebemos é Maria, a Mãe de Deus, Mãe da Igreja e, portanto, Nossa Mãe. 

- A veste real é a veste da graça santificante, que é a vida divina, habitação da Santíssima Trindade em nós. 

- O banquete que somos convidados a participar é o Banquete Eucarístico. 

O Batismo também nos dá diversos direitos: 

- A recepção dos demais Sacramentos; 

- A participação de todos os bens espirituais da Igreja; 

- A herança de Deus, que é a Vida Eterna. 

Quão grande é a nossa dignidade. Somos filhos e filhas do Rei e da Rainha do Universo. Assim, temos todos os direitos de filhos, especialmente a participação da natureza, da vida do próprio Deus. 

Aquele, porém, era filho do Rei perante o mundo, mas em suas veias não corria sangue real, enquanto em nós, pelo Batismo, fomos mais elevados do que ele, pois em nossa alma e em nosso coração, circula a vida do Rei do Céu e da Terra. Somos da Família Real, por isso não devemos nos deixar levar por sentimentos de inferioridade. 

Eis o nosso maior tesouro: o próprio Jesus nos ensinou a chamar Deus de Pai pela oração do "Pai-Nosso". Essa oração deveria fazer pulsar com intenso amor os nossos corações de Filhos de Deus.

Site Catequisar

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O PODER DA AVE MARIA



Milhões dos católicos rezam frequentemente a Ave Maria. Alguns repetem-na depressa, nem mesmo pensando nas palavras que estão dizendo. 
Este artigo poderá ajudá-lo a recitá-la mais pensativamente. 

- Podem dar grande alegria à Mãe de Deus para se obter as graças que ela deseja. 

- Uma Ave Maria bem rezada enche o coração de Nossa Senhora com alegria e  nos concede grandes graças. Uma Ave Maria bem recitada dá-nos mais graças que mil rezadas sem reflexão. 

- A Ave Maria é como uma mina de ouro da qual nós podemos sempre extrair e nunca se esgota. É difícil rezar a Ave Maria? Tudo o que temos que fazer é saber seu valor e compreender seu significado. 

- S. Jerônimo nos diz que “as verdades contidas no Ave Maria são tão sublimes, tão maravilhosas, que nenhum homem ou anjo poderiam compreendê-las inteiramente.” 

- S. Tomás de Aquino, príncipe dos teólogos, “o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios", como Leo XIII o chamou, pregou o Ave Maria por 40 dias em Roma, enchendo os corações de êxtase. 

- Pe. F. Suárez, o santo e erudito jesuita, declarou que ao morrer dispostamente daria todos os livros que escreveu, todas as obras de sua vida, pelo mérito de uma só Ave Maria rezada devotamente. 

- S. Matilde, que amava muito Nossa Senhora, certo dia estava se esforçando
para compor uma bela oração em sua honra. Nossa Senhora apareceu-lhe, com as letras douradas em seu peito: “Ave Maria, cheia de graça.” Disse-lhe: “Desista, minha filha, de seu trabalho, pois nenhuma oração que talvez você pudesse compor dar-me-ia a alegria e o prazer da Ave Maria.” 

- Um certo homem encontrou a alegria em orar lentamente a Ave Maria. A bendita Virgem em troca apareceu-lhe sorrindo e anunciando-lhe o dia e hora de sua morte, concedendo-lhe uma santa e feliz. Depois de sua morte, um lírio branco cresceu de sua boca e escrito em suas pétalas: “Ave Maria.” 

- Cesário descreve um incidente similar. Um santo e humilde monge viveu no monastério. Sua mente e memória estavam tão fracas que ele somente podia repetir uma oração, que era a Ave Maria. Depois de sua morte uma árvore cresceu sobre sua sepultura e em todas suas folhas estava escrito: “Ave Maria”. 

Estas belas histórias nos mostram quantas devoções há para Nossa Senhora, e o poder atribuído à Ave Maria rezada devotamente. Cada vez que dizemos a Ave Maria repetimos as mesmas palavras com que o arcanjo Gabriel saudou Maria no dia da Anunciação, quando ela se tornou a Mãe do Filho de Deus. 

Muitas graças e alegrias encheram a alma de Maria naquele momento. 

Quando oramos o Ave Maria ofertamos novamente essas graças e alegrias à Nossa Senhora e ela os aceita com imenso prazer. Em troca ela nos dá uma ação dessas alegrias. 

Certa vez Nosso Senhor pediu a S. Francisco que lhe desse algo. O santo respondeu: "Querido Senhor, eu não posso lhe dar nada que eu já não lhe dei, todo meu amor". 

Jesus sorriu e disse: "Francisco, dê-me tudo de novo e de novo e irá dar-me  o mesmo prazer". 

Da mesma forma nossa querida Mãe aceita cada vez que oramos o Ave Maria e  recebe as alegrias e prazer que ela teve das palavras de S. Gabriel. 

Deus Todo-poderoso deu a Sua Bendita Mãe toda a dignidade, grandeza e santidade necessária para torná-la perfeita para ser sua Mãe. 

Mas Ele também lhe deu toda a doçura, amor, brandura e afeto necessário para  fazê-la também nossa querida Mãe. Maria é realmente nossa Mãe. 

Assim como os filhos se dirigem às suas mães para pedir ajuda, da mesma forma deveríamos ir com a mesma confiança ilimitada a Maria. 

S.Bernardo e muitos Santos disseram que nunca ouviram falar em qualquer tempo ou lugar que Maria se recusou a ouvir as orações de seus filhos na Terra. 

Por que não percebemos estas consoladoras verdades? Por que recusar o amor e  consolação que a doce Mãe de Deus nos oferece? 

É nossa lamentáve a nossa ignorância lamentável que nos priva desta ajuda e consolação. 

Amar e confiar em Maria é ser feliz agora na Terra e depois feliz no céu.  O dr.Hugh Lammer foi um dedicado protestante, com forte ódio contra a Igreja Católica.  Um dia ele encontrou uma explicação da Ave Maria e começou a lê-la. Ele ficou tão encantado com ela que começou a rezá-la diariamente. Insensivelmente, toda a sua animosidade anti-católica começou a desaparecer. Ele se tornou um bom católico, um santo padre e um professor de Teologia Católica em Breslau. 

Chamaram um sacerdote ao lado de cama de um homem que morria no desespero  por causa dos seus pecados. O homem recusava se confessar. Como um recurso último o sacerdote pediu-o a orar pelo menos a Ave Maria. Logo após, o pobre homem fez uma confissão sincera e morreu uma morte santa. 

Na Inglaterra, perguntaram a um sacerdote da paróquia ver uma senhora protestante que estava gravemente doente, e que desejava se tornar católica.  Perguntado se alguma vez ela já tinha ido à Igreja Católica ou se ela tinha falado com católicos, ou se ela tinha lido livros Católicos, ela respondeu: "não". Tudo o que ela podia lembrar era que, uma amiga lhe ensinou o Ave Maria, o qual era rezava toda noite. Ela foi batizada e, antes de morrer, teve a
felicidade de ver seu marido e filhos batizados. 

S. Gertrudes diz-nos no seu livro "Revelações" que quando nós agradecemos a Deus pelas as graças que Ele deu a qualquer Santo, tornamo-nos participantes daquelas determinadas graças. 

Que graças então não temos quando oramos o Ave Maria agradecendo a Deus por todas as inexprimíveis graças que Ele deu a Sua Bendita Mãe?  

"Uma Ave Maria dita sem sensível fervor,mas com um puro desejo em um tempo de aridez, tem muito mais valor à minha vista do que um Rosário inteiro no meio das consolações". (Nossa Senhora a Ir. Benigna Consolata Ferrero)

http://osegredodorosario.blogspot.com.br/2010/11/o-poder-da-ave-maria.html

sexta-feira, 5 de abril de 2013

DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA



A páscoa compreende o período que vai do Domingo da Ressurreição do Senhor até a festa de pentecostes. Ao todo uma duração de cinqüenta dias. Nesta época nosso coração deve está aberto para encontrar-se pessoalmente com o Senhor ressuscitado que deseja comunicar a força e a potência de seu amor. 
O segundo domingo da páscoa o papa João Paulo II, predecessor de Bento XVI declarou por decreto como o domingo da divina Misericórdia "Por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão" (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto de 23 de Maio de 2000). 
O Evangelho do domingo narra a extraordinária experiência que teve os discípulos com Jesus ressuscitado. Estavam trancados por medo dos judeus e Jesus pôs-se no meio deles e comunicou a plenitude da Paz, o Shalom, Ele mesmo. Naquele local todos foram tomados de intensa alegria graças ao encontro com o Senhor. 
Tomé não estava no primeiro momento com os demais, duvidou veementemente do que lhe contaram. Mas quis o Senhor mesmo apresentar-se a Tomé, mostrar-lhe as chagas e o seu lado aberto glorificado. O apóstolo que antes duvidara, perplexo experimenta a potência da Ressurreição de Cristo. 
Neste tempo de Kairós (graça divina) devido a ressurreição, Cristo deseja também mostrar-se a nós pessoal, particularmente e dissipar as sombras do medo e da dúvida que possam pairar sobre a nossa fé. Com o nosso coração aberto e quebrantado pela divina Misericórdia toquemos pela fé no Senhor e experimentemos da verdadeira Paz que brota do Senhor Ressuscitado. 


ATIVIDADES -TOMÉ E JESUS



quarta-feira, 3 de abril de 2013

NEM TUDO NA VIDA É FÁCIL



É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.

É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.

É difícil ser fiel, assim como é fácil se aventurar.

... É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.

É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.

É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.

É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.

É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.

É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.

Se você errou, peça desculpas... É difícil pedir perdão?Mas quem disse que é fácil ser perdoado?

Se alguém errou com você, perdoa-o... É difícil perdoar?Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo, diga... Édificil se abrir?Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?

Se reclamar de você, ouça... É fácil ouvir certas coisas?Mas quem disse que é fácil ouvir você? 

Se alguém te ama, ame-o... É facil entregar-se?Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível...

Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos estes sonhos, realidade.


Cecília Meireles

terça-feira, 2 de abril de 2013

A ORAÇÃO NA CATEQUESE

A oração é o encontro dialogante e íntimo entre a pessoa e Deus. Para isto não importa o local e nem a hora, mas a atitude de abertura, de escuta, a circunstância em que acontece o encontro e o sentido que se dá ao mesmo.




A verdadeira oração brota no interior da pessoa, a partir da sua realidade, necessidade do encontro e diálogo com Deus.
Portanto, no processo catequético, é importante ter presente que “a catequese não consiste apenas em ensinar a doutrina, mas deve iniciar o catequizando para a vida e a vivência cristã” (cf. CT 33 - João Paulo II).

Para isto é fundamental ir despertando no catequizando, em cada encontro catequético, o conversar com Deus, o abrir-se para escutá-lo, o senti-lo e expôr suas alegrias e vitórias, bem como seus desafios, dificuldades e, gradativamente, abrir para falar das alegrias e desafios/sofrimentos presentes na família, na escola, no grupo de colegas, na cidade, no campo... enfim, não rezar somente a sua realidade, mas a realidade do povo, do mundo ...

E como fazer isto?

Aqui é necessário partir do rosto de Deus que se manifesta em forma de cinco verbos presentes nos versículos 7 e 8 de Êxodo 3:

“Eu vi... ouvi... conheço... por isto, desci para libertar”.

Deus é um Deus concreto, pé-no-chão, que caminha com a pessoa e com o seu povo. Caminha lado a lado, a cada instante, na situação da vida do povo. Às vezes, é como a caminhada pelo deserto: Ele caminha na frente (cf. Dt 1, 29-33), protegendo o seu povo dos perigos. Outras vezes, no momento de maior dificuldade, carregando este povo (cf. Dt 1, 3). É a mensagem das “pegadas na Areia”.

É essencial na catequese ajudar o catequizando a perceber, sentir e experienciar isto na sua vida. “Exercitá-lo” na percepção do rosto de Deus na sua vida:

a) O que eu vi? (de bom e de menos bom): comigo mesmo, na família, nos vizinhos, na rua, na escola, na comunidade, no bairro,... no Estado, no Brasil, no mundo (através dos noticiários de TV, jornais, revistas...).




b) O que ouvi?

c) O que passei a conhecer?

d) A partir disso, desci?(fui ao encontro, fiz alguma coisa, sensibilizei-me, senti que é necessário mudar algo...?)

e) Para libertar. O que Deus através deste ver, ouvir, conhecer provocou em mim?

Para chegar a isto:

- a primeira coisa é o silêncio interior e o refletir: O que vi, ouvi e conheci, senti/fiz? Ouvir Deus falando através dessas perguntas?

- a segunda atitude é responder/falar a Deus sobre isso. E aqui é preciso deixar livre para cada um expressar a Deus o que sente necessário a partir da primeira atitude, isto é: louvar/ agradecer, suplicar ou pedir perdão.

Oração na vida do catequizando

E você, catequista, poderá proceder desse modo também a partir do conteúdo e dinâmicas que você trabalhou.

É importante dedicar uns quinze minutos a esse vi, ouvi, conheci (hoje na catequese), por isso desci para libertar (ou seja, o que sinto que Deus me pede e pede para nós.)

Um suave fundo musical pode ajudar, nesse momento, a criar um clima de silêncio que favoreça o desenvolvimento da oração, inclusive a sua expressão. E à medida em que o catequizando for expressando a sua oração, intercalar com um refrão apropriado, cantado ou falado. Exemplo:

se for súplica: Senhor, atendei a nossa súplica/prece/necessidade.
se for perdão: Tende misericórdia/ piedade de nós; perdoai as nossas omissões...


PARAR E OBSERVAR

Outra sugestão que poderá despertar no catequizando a oração, é incentivá-lo para que, conforme o tema trabalhado no encontro de catequese, ele tire um tempo durante a semana que segue, para parar e observar pessoas que por ele ou ela passam e, a partir da expressão do rosto de cada pessoa, perceber o que Deus através dessa pessoa fala/expressa: o que viu, o que ouviu, o que conheceu.

E o que isto provoca nele como cristão que é e que se prepara para os sacramentos da Reconciliação, da Eucaristia e/ou da Crisma.

Alguns lugares privilegiados para tal experiência de Deus: no ônibus, na praça, no terminal de ônibus, na feira, no trabalho, na roça, numa rua movimentada por pedestres, no supermercado ou..., etc.

O fundamental é criar no catequizando a convicção de que, em qualquer situação e lugar, pode experienciar Deus, sendo, portanto, possível rezar.

Jesus faz experiência de oração

O próprio Jesus fez a experiência de Deus com tantas pessoas e stiuações que encontrou na sua caminhada. Além de rezar salmos e os credos que o povo judeu rezava diariamente, Jesus se retirava, após situações vividas, para rezar, isto é, para dialogar com o Pai. E foi nestes momentos que mais claramente foi entendendo e compreendendo a missão que o Pai lhe confiava e a ação do Espírito Santo através das pessoas e situações.

Jesus parava para ouvir o que o Pai lhe dizia, manifestava e interpelava (cf. Mt 14, 23; Mc 6, 7; Lc 4, 42; 6, 12; 9, 28) através das curas que ia fazendo (exemplo: mulher encurvada, homem de mão seca, cego de nascença, sogra de Pedro, leprosos, mulher com hemorragia...), dos confrontos e desafios com as autoridades religiosas e o poder político (sacerdotes, fariseus, escribas, herodianos...).

Um exemplo concreto para entendermos melhor: quando trouxeram a Jesus uma mulher que fôra encontrada em adultério, as autoridades religiosas alegaram que a Lei de Moisés permitia, neste caso, os homens apedrejá-la até a morte (cf. Jo 8, 1-11). Certamente, depois desse episódio, Jesus colocou-se em oração, perguntando o que o Pai lhe queria mostrar (para sua missão) com esse caso da mulher adúltera, e o que significava isto para Ele e para o povo que vivia oprimido e marginalizado. Assim, Jesus ouvindo o Pai continua sua missão de libertar os oprimidos.

Oração = atitude diária

Você catequista, poderá incentivar o catequizando a assumir diariamente atitudes de oração, sobretudo antes de dormir. Isto é, fazer uma memória de tudo o que viu, ouviu, conheceu, sentiu durante o dia, desde a hora em que levantou. Daí, perguntar a Deus:

- O que queres dizer, a partir do que hoje vivi, para mim? O que queres que eu faça?

É bom ter presente que haverá momentos em que o catequizando sentirá necessidade de agradecer/ louvar a Deus, outras vezes de suplicar, e outras de pedir perdão.

Essa atitude diária o levará ao verdadeiro encontro com Deus e à alegria desse encontro através da oração. É bom até que ele tenha um caderno específico para anotar o que lhe falou mais forte na oração.
A mesma experiência você poderá fazer através de um texto bíblico, outras vezes de uma notícia de jornal, de TV, de uma ou mais figuras, de um canto (K7 ou CD não necessariamente de Igreja), um filme..., mas sempre perguntando o que vi, ouvi, conheci..., o que Deus através disto me diz, me provoca, o que quer que eu faça.

Terezinha Mota Lima da Cruz, no seu livro “Este Mundo de Deus” (Paulus, 1999), coloca que é necessário nos educarmos para a espiritualidade do cotidiano:“O mundo chamado material, não é apenas um convite para a contemplação e à vivência da espiritualidade; ele é terreno necessário, insubstituível, sem o qual a espiritualidade se torna vazia e inexpressiva. Não é por acaso que a originalidade do cristianismo passa pela Encarnação, pois foi na realidade concreta deste mundo que recebemos a maior manifestação de Deus: Jesus Cristo”.

No mesmo livro, ela cita um pensamento de Teillard de Chardin: “Deus, naquilo que possui de mais vivo e de mais encarnado não está longe de nós ou fora da esfera do palpável; Ele nos espera a cada instante na ação, na obra do momento. Ele está, de algum modo, na ponta da minha caneta, da minha picareta, do meu pincel, da minha agulha..., do meu coração, do meu pensamento”.

Estes dois pensamentos nos dizem que podemos e devemos rezar a partir de qualquer coisa, momento e acontecimento e neles encontrar e experienciar profundamente Deus, sentindo-nos como quando nos encontramos com um(a) amigo(a) que muito amamos.




A oração é algo espontâneo que deve acontecer entre a pessoa e Deus, sem muitos ritos e formalidades, isto e, para rezar não é preciso pôr-se de joelhos, juntar as mãos, reclinar a cabeça, fechar os olhos... Embora essas atitudes possam ser importantes, o fundamental, porém, é o sentir com o coração, o colocar-se em atitude de escuta, e perceber o que Deus vai manifestando.

Ir. Mari Luzia Hammes - CF

(FONTE)