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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O VALOR DA SANTA MISSA



“Uma Santa Missa tem mais valor que todos os tesouros do mundo”. 
São Leonardo de Porto Maurício Padroeiro dos Missionários.

A Santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo oferecido, em nossos altares, em memória do sacrifício da Cruz.

O Santo Sacrifício da Missa é oferecido:

1º Para adorar e glorificar ao Senhor bom Deus;

2º Para agradecer a Deus os benefícios recebidos;

3º Para obter de Deus o perdão dos pecados;

4º Para pedir a Deus graças e favores. “Na hora da morte, as Missas a que houveres assistido serão a tua maior consolação”.

Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Missa, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados, pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Assistindo com devoção à Santa Missa, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de JESUS CRISTO. Ele compadece de muitas das tuas negligências e omissões. Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais, porém, te arrependes; preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam. Diminui o império de Satanás sobre ti mesmo. Sufraga as Almas do Purgatório da melhor maneira possível. 

Uma só Missa a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte. “Será ratificada no Céu a bênção, que do Sacerdote recebes na Santa Missa”, afirma o grande Doutor e Bispo da Igreja Santo Agostinho de Hipona. “O renomado pregador, denominado “O Boca de Ouro”, Doutor e Patriarca de Constantinopla São João Crisóstomo escreveu: “Estando Jesus morto e ainda pregado na cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia. O soldado, transpassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício”. 

O ínclito teólogo e Doutor da Igreja Santo Tomás de Aquino disse: “O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa”. Pelo martírio, o homem oferece o Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor. A Eucaristia é o milagre supremo do SALVADOR; é o dom soberano do Seu amor”. Foi de forma magistral que a magnífica mística e Doutora da Igreja Santa Teresa de Ávila disse: “Sem a Santa Missa, que seria de nós? Tudo perecia neste mundo, pois somente ela pode deter o braço de Deus”. “Jesus Cristo na Santa Missa é médico e remédio” afirmou o fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, Bispo e Doutor da Igreja Santo Afonso de Ligório.

Preciosidades

Pedras preciosas sempre fascinaram por sua beleza, raridade e durabilidade, sem contar os milhões que podem representar. A maioria dessas preciosidades, também chamadas de gemas, são minerais ou rochas formadas a partir de condições especiais e pouco frequentes na natureza. “Cada mineral tem seu modo particular de formação. O diamante, por exemplo, se forma a partir do carbono, com pressões e temperaturas elevadas, só encontradas no interior da terra a grandes profundidades”, diz o geólogo e gemólogo Nelson Luiz Chodur, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Paraná. O total de ouro no mundo, na superfície e já processado é de 163.000 toneladas. Todo esse ouro, com todas as pedras preciosas, junto com todo dinheiro e outras riquezas no mundo, não valem nada diante da Santa Missa. “Pois sabeis que não foi com coisas perecíveis, isto é, com prata ou com ouro, que fostes resgatados da vida fútil que herdastes dos vossos pais, mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um Cordeiro sem defeitos e sem mácula” (1 Pd 1, 18). O maior valor que existe na face da terra é a Santa Missa. É a Santa Missa o verdadeiro culto de louvor, oblação, glorificação e adoração a Santíssima Trindade.

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por Pe. Inácio José do Vale, Professor de História da Igreja - Faculdade de Teologia de Volta Redonda 
Católicos na Rede

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sábado, 23 de fevereiro de 2013

A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS

Naquele tempo, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. 
Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém. 
Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. 
E, quando estes dois homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo.
Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. 
Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”
Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.


http://www.paulus.com.br/institucional/o-domingo-criancas#.USi6Dx1wpy0 


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

CÁTEDRA DE SÃO PEDRO



Hoje a Igreja celebra a Cátedra de São Pedro. Para entender um pouco melhor a a riqueza do significado da Cátedra, do assento, da cadeira de São Pedro que se encontra na Itália, no Vaticano, na Basílica de São Pedro, encontramos na Sagrada Escritura a autoridade do nosso Papa. No Evangelho de São Mateus, capítulo 6, Jesus pergunta aos Apóstolos e continua a perguntar a cada um de nós: "E vós, quem dizei que eu sou?" São Pedro, em nome dos apóstolos, pode assim afirmar: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Jesus então lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi nem a carne, nem o sangue que te revelou isso, mas meu Pai que está no céus, e eu te declaro: Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; eu te darei a chave dos céus tudo que será ligado na terra serás ligado no céu e tudo que desligares na terra, serás desligado nos céus".

"Jesus constitui a Igreja sobre o fundamento dos Apóstolos. A fé dos Apóstolos foi transmitida de geração em geração sob a direção do ministério Petrino. Que preside à caridade." (YOUCAT 129). A Pedro foi confiada a missão de ser o primeiro Papa, e desta forma, a todos os sucessores do ministério petrino, capacitados pelo Espírito Santo, presidir a caridade, sendo fonte de unidade e confirmando a verdade da Encarnação, Vida, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo a todos os homens.

O Papa está a serviço da Verdade, e por isso, nós reconhecermos o valor da Cátedra de São Pedro. Não é autoritarismo, é autoridade que vem do Alto, é referência no mundo onde o relativismo está crescendo, onde muitos não sabem mais onde está a Verdade.
Nós olhamos para Cristo, para a Sagrada Escritura, para São Pedro, para este Pastor, então temos a segurança que Deus quer nos dar para alcançarmos a Salvação e espalharmos a Salvação. 
Essa vocação é do Papa, dos Bispos, dos Presbíteros, e também de todo cristão. 

São Pedro, rogai por nós!

http://catecismojovem.blogspot.com.br/

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Pintando o Outro



Objetivo: Dinâmica de auto-conhecimento

  •  Conhecer-se e conhecer o outro
  •  Maior integração do grupo
  •   Despertar curiosidade e interesse pelo outro.


Participantes: Todos os presentes no encontro

Material: Tiras de papel, uma para cada participante, papel e caneta. 

Descrição: 

1. Distribuição de tiras de papel, pedindo que cada um escreva nela o seu nome;

2. Recolhê-los e colocá-los no meio da sala com o nome virado para baixo:

3. Pedir que alguém misture bem os papéis e, depois todos retiram um nome;

4. Pedir que todos se levantem e façam um passeio pela sala lendo os crachás dos presentes para reconhecer a pessoa que sorteou (permanecer em segredo);

5. Distribuir uma folha de papel ofício para cada participante;

6. Cada um desenha o rosto da pessoa sorteada;

7. Exposição de todos os desenhos na sala, na lousa...

8. Leitura dos “símbolos”:
a) o grupo deve identificar os desenhos com os participantes. É imagem do indivíduo perante o coletivo;

b) ver quem acertou. Explicação por parte do desenhista.

9. Tempo para colocações gerais sobre a dinâmica:

a) que conclusões podemos tirar desta dinâmica? Qual o objetivo dela?

b) o que senti ao realizar esta dinâmica?

c) como vi meu companheiro sorteado?

Nota
A revelação poderá, também, ser feita somente no final do encontro, montando um esquema de revelação.

SITE: CATEQUISAR

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O QUE É O CONCLAVE?



A palavra Conclave vem do latim ‘cum clave’, que significa ‘com chave’.
É uma reunião em que os cardeais permanecem em total clausura e em intensa oração para discernir a vontade de Deus na escolha de um novo papa.
Durante o conclave, os cardeais permanecem todo o período da eleição entre uma residência do Vaticano, a Casa de Santa Marta e a Capela Sistina, onde votam.
Os cardeais não podem ter nenhum contato com o mundo exterior e com os meios de comunicação.
Participam do Conclave todos os cardeais do mundo todo, com menos de oitenta anos.
O Cardeal Tarcisio Bertone, secretário de estado, na inauguração da exposição ‘Habemus Papam’, em Dezembro de 2006, proferiu um discurso falando sobre a importância e o que representa o Conclave para a Igreja.
“Permanece imutável o que é essencial para o ministério do Sucessor de Pedro e, a este propósito, o conclave constitui um momento de importância eloquente. O pranto pela morte do Papa transforma-se em expectativa orante durante o conclave, e sucessivamente em alegria pela eleição do novo Papa, quando o Cardeal protodiácono, da varanda central da Basílica de São Pedro, anuncia Urbi et Orbi: ‘Habemus Papam’. Dirijo o meu pensamento ao último conclave, em que foi eleito Bento XVI: a ele, a minha e a vossa deferente homenagem. Morre um Papa, mas não o Papa. Precisamente nesta perspectiva, o conclave assume um único valor espiritual. É prova verificável que, através da cooperação humana dos Cardeais, o Espírito Santo assegura a continuidade da sucessão dos Sumos Pontífices. E não há força nem poder humano que possa interrompê-la; ninguém jamais poderá prevalecer sobre o Papa. Em cada conclave volta a afirmar-se a verdade da promessa de Cristo a Pedro: ‘Sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno nada poderão contra ela’ (Mt 16, 18)”.

http://a12.com/

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

QUARTA- FEIRA DE CINZAS



Com a imposição das cinzas, inicia-se uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Sinônimo de "conversão", é também a palavra "penitência" … 
Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo. 

Tradição

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.

Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.

Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma a partir da segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.

FONTE: SITE CATEQUISAR

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

QUARESMA



Origem da Palavra

"Quaresma" provém do latim "Quadragésima" e significa "quarenta dias" ou, talvez mais apropriadamente, o "quadragésimo dia". Outras línguas de origem latina expressam essa idéia, como "Carême" em francês, "Quaresima" em italiano, e "Cuaresma" em espanhol. O termo latino, por sua vez, é a tradução do termo grego "Tessarakoste" (quadragésimo), com certa ligação ao termo "Pentekoste" (Pentecostes - quinquagésimo), cuja celebração se dá no 50º dia após a Páscoa. Já os países anglo-saxões, usam o termo "Lent", de origem teutônica.

Conceito de Quaresma

A Quaresma é o período de preparação para a Páscoa do Senhor, cuja duração é de 40 dias. Tal período, portanto, inicia-se na Quarta-Feira de Cinzas e se estende até o Domingo de Ramos, uma semana antes da Páscoa. O período é, assim, marcado pela penitência, pela realização constante de jejuns, pela conversão e pela preparação dos catecúmenos para o batismo.

No início da Quaresma, na Quarta-Feira de Cinzas, os fiéis têm suas frontes marcadas com cinzas, como os primitivos penitentes públicos, excluídos temporariamente da assembléia (lembrando Adão expulso do Paraíso, de onde vem a fórmula litúrgica: "Lembra-te de que és pó..."). Nos dias que se seguem, redescobrem o significado do batismo e se esforçam para tomar a cruz e seguir fielmente a Cristo. Aprofundam, então, o ódio que sentem pelo pecado e são ajudados em seus esforços pelas orações em comum.

Esse tempo de penitência é bem recordado pela liturgia: as vestes e os paramentos usados são da cor roxa (no quarto domingo da Quaresma, pode-se usar o rosa, representando a alegria pela proximidade do término da tristeza, pela Páscoa); o Hino de Louvor não é recitado; a aclamação do "Aleluia" também não é feita; não se enfeitam os templos com flores; o uso de instrumentos musicais torna-se moderado, apenas sustentando o canto, etc.

Portanto, o tempo da Quaresma é um momento forte para a prática penitencial da Igreja, "particularmente apropriados aos exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às peregrinações em sinal de penitência, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras de caridade e missionárias)" (Catec.Igr.Cat. nº 1438). O mesmo pode-se aplicar a todas sextas-feiras do ano, tidas como dias penitenciais, cf. cân. 1250 do Código de Direito Canônico.

http://cleofas.com.br/

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

BATATA NÃO É FEIJÃO!



Analisar como pensam as crianças é experiência deliciosa, e de ensino profundo.
Duas meninas, uma de cinco, outra de sete anos, estavam na sua mesinha jantando.
A menorzinha encontrou um grão de feijão na sopa, e disse para a outra:
Quando eu tiver uma semente de feijão, vou plantar no meu canteiro.
A outra acabou de engolir a sua colherada, passou o guardanapo na boca, e replicou:
Feijão não tem semente. A semente é ele mesmo.
A pequenina não entendeu, e tornou:
Então, como é que ele pode nascer, sem semente?
A outra, depois de pensar um pouco, explicou:
Eu acho que é mesmo a terra que, um dia, vira feijão.
Mas sem ter havido nenhuma semente, antes?
É, mesmo sem ter havido. Ela vai se juntando, juntando, juntando, e fica assim... num grão.
E procurou pelo prato, para ver se encontrava mais algum.
A menorzinha não se conformou muito com essa transformação abstrata. Foi tomando a sopa, e pensando.
Depois de um pedaço de silêncio, reatou a conversa:
Olha, também pode ser assim: um homem faz uma bolinha pequenina, pequenininha de massa... Depois, pinta por cima. Fica o primeiro feijão, então. Depois, os outros nascem...
A outra menina perguntou imediatamente:
E com que é que ele faz a massa?
Pode ser com... batata.
Mas batata não é feijão! - concluiu a maior, voltando a tomar sua sopa, pensando um pouco mais no tema proposto.
As duas continuaram ali, sentadas na mesinha, sem solução para sua dúvida, e com as cabecinhas quentes, de tanto pensar, imaginar e questionar.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"CINZAS" E "PÓ" NA SAGRADA ESCRITURA


Começaremos a viver a Quaresma, tempo de penitência e de preparação para a Páscoa da Ressurreição.
O início da Quaresma é marcado pela quarta-feira de cinzas. A partir de então, começaremos a ouvir falar de "cinzas" e "pó" várias vezes durante esses quarenta dias que deveriam ser de recolhimento, reflexão e penitência.

Não é de agora que, em certas situações, estes dois termos são lembrados nos meios religiosos, mesmo antes do cristianismo. O costume de se usar vestes penitenciais e de cobrir a cabeça com cinzas, exprimindo dor, luto e em sinal de penitência, já era comum na antiguidade.

Vamos conferir nas Sagradas Escrituras algumas citações. Depois, quando recebermos as cinzas na quarta-feira, lembremos que assim agindo estaremos nos ligando a um costume milenar, uma tradição encampada pela Igreja e que expressa uma verdade que muitas vezes teimamos em tentar esquecer: "Tu es pó e em pó te hás de tornar". Pois, "Deus formou o homem com o pó da terra" (Gn 2, 7).

- Abraão confessa a Deus sua consciência de ser limitado e frágil: "Apesar de eu ser apenas pó e cinza, atrevo-me, Senhor, a convosco falar" (Gn 18, 27). E isso se prolonga por toda a história de Israel;

- Assim diz o Salmo 17: "pó e cinza são todos os homens" (Sl 17, 32);

- O salmo 104 ensina: "Todos morrem e voltam ao pó" (Sl 104, 29)

- E no livro do Eclesiastes lemos: "...todos caminham na mesma direção e meta: todos saíram do pó e todos voltarão ao pó" (Ecl 3, 20);

- Implorando os israelitas o auxílio Divino contra Holofernes, puseram "cinza sobre a cabeça" (Jdt 4, 16).

- E ainda encontramos no livro de Jó: "arrependo-me no pó e na cinza." (Jó 42, 6).

- Nosso Senhor Jesus Cristo, referindo-se às cidades de Corazin e Betsaida, fez alusão a esse costume do mundo oriental: "Se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que em vós se realizaram, há muito tempo se teriam convertido, vestindo-se de cilícios e cobrindo-se de pó" (Mt 11, 21).


Por Emílio Portugal Coutinho

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sábado, 2 de fevereiro de 2013

CONHECENDO NOSSOS CATEQUIZANDOS



Sendo o catequista um ”jardineiro de gente”, é fundamental que conheça bem seus catequizandos, a fim de melhor atingir cada um deles de forma profunda e integral. O Diretório Geral para a Catequese, em seu número 171, afirma: “A Catequese, segundo as diferentes idades, é uma exigência essencial para a comunidade cristã“. É também um dos processos da pedagogia da fé.

Para que a Catequese seja eficaz é preciso conhecer bem os catequizandos, o conteúdo a ser transmitido e as estratégias mais apropriadas para as diferentes idades e realidades. “A catequese é um processo dinâmico e abrangente de educação da fé, um itinerário, e não apenas uma instrução. Não há tempo e hora para acabar. É vida, vivida na fé. Uma caminhada para a vida toda, que não pode limitar-se a ocasiões e lugares.”(CR 281. 284).

Quando a catequese se torna um processo de educação permanente da fé, observamos várias características, onde:
Crescem juntos o homem e o cristão 
A Boa Nova é proclamada para transformar 
Os catequistas são testemunhas e educadores da fé, além de apresentar uma metodologia dinâmica e adequada. 
Há estímulo para a construção do Reino de Deus.

Afirma o Diretório Geral para a Catequese em seu número 167, que “todo batizado, porque chamado por Deus à maturidade da fé, necessita e, portanto, tem o direito a uma catequese adequada. É, por isso, tarefa primária da Igreja responder a este direito, de maneira totalmente congruente e satisfatória. Neste sentido, recorda-se, antes de qualquer outra coisa, que o destinatário do Evangelho é “um homem concreto e histórico” sempre radicado em determinada situação, sempre influenciado, conscientemente ou não, por condicionamentos psicológicos, sociais, culturais e religiosos. No processo de catequese, o destinatário deve poder manifestar-se sujeito ativo, consciente e co-responsável, e não puro receptor silencioso e passivo.”

Diante desta realidade, um catequista consciente de sua missão, deve sempre saber: ⇒ Com quem fala ⇒ O que fala ⇒ Como fala

Cada pessoa humana deve ser conhecida e respeitada por si mesma, já que é imagem e semelhança de Deus (cfr. Gn 1,26). Portanto, o acolhimento da Mensagem da Catequese será de acordo com a realidade de cada catequizando.

Sabemos que todo o ser humano tem em si: 
- corpo 
- dimensão física (estrutura física, habilidades e capacidades próprias) 
- inteligência 
- dimensão cognitiva (capacidade de apreender e produzir conhecimento) 
- emoção 
- dimensão afetiva (sente e manifesta emoção em suas palavras e atitudes). 
- vontade 
- dimensão volitiva (tem vontade própria, que pode ser orientada para o belo, ou desviada para o mal) 
- sociabilidade 
- dimensão social (é capaz de interagir com o meio e de se relacionar com pequenos ou grandes grupos) 
- religiosidade 
- dimensão religiosa (o homem é capaz de Deus. “Criaste-nos para ti, Senhor e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Ti.”- Sto Agostinho).

Devemos trabalhar o ser humano em sua totalidade, sabedores de que “a Verdade só se revela inteira ao homem inteiro” (Me. Ma. Helena Cavalcanti). Por isso, a linguagem, o conteúdo, as atividades, o relacionamento entre o grupo devem ser os mais adequados possíveis, para facilitar o anúncio e a vivência da Boa Nova.

É importante observar também que “a atenção ao indivíduo não deve fazer esquecer que a catequese tem como destinatária a comunidade cristã como tal, e cada pessoa no âmbito desta. Se, de fato, é de toda a vida da Igreja que a catequese recebe legitimidade e energia, também é verdade que «o crescimento interior da Igreja, a sua correspondência ao desígnio de Deus dependem da mesma catequese ». Portanto, a necessária adaptação do Evangelho diz respeito e envolve também a comunidade enquanto tal”. (DGC 168).

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