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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A VOCAÇÃO DA CATEQUESE


"O fruto da evangelização e catequese é o fazer discípulos: acolher a Palavra, aceitar Deus na própria vida, como dom da fé. Há certa condições da nossa parte, que se resumem em duas palavras evangélicas: conversão e seguimento. A fé é como uma caminhada, conduzida pelo Espírito Santo, a partir de uma opção de vida e uma adesão pessoal a Deus, através de Jesus Cristo, e ao seu projeto para o mundo. Isso supõe também aceitação intelectual, o conhecimento da mensagem de Jesus. O seguimento de Jesus Cristo realiza-se, porém, na comunidade fraterna. O discípulado, que é o aprofundamento do seguimento, implica a renúncia a tudo o que se opõe ao projeto de Deus e dimimui a pessoa. Leva à proximidade e intimidade com Jesus Cristo e ao compromisso com a comunidade e com a missão (cf. CR 64-65; AS 127c).
A finalidade da catequese é aprofundar o primeiro anúncio do Evangelho: levar o catequizando a conhecer, acolher, celebrar e vivenciar o mistério de Deus, manifestado em Jesus Cristo, que nos revela o Pai e nos envia o Espírito Santo. Conduz à entrega do coração a Deus, à comunhão com a Igreja, corpo de Cristo (cf. DGC 80-81; Catecismo 426-429), e à participação em sua missão.
Nenhuma metodologia dispensa a pessoa do catequista no processo de catequese. A alma de todo método está no carisma do catequista, na sua sólida espiritualidade, e em seu transparente testemunho de vida, no seu amor aos catequizandos, na sua competência quanto ao conteúdo, ao método e à linguagem. O catequista é um mediador que facilita a comunicação entre os catequizandos e o mistério de Deus, das pessoas entre si e com a comunidade.
A vocação do catequista é a realização da sua vida batismal e crismal, na qual, mergulhado em Jesus Cristo, participa da missão profética: proclamar o Reino de Deus. Integrado na comunidade eclesial e enviado por ela, conhece sua realidade e aspirações, sabe utilizar a pedagogia adequada, animar e coordenar com participação de todos. é de substancial importância a relação do catequista com os catequizandos e suas famílias, considerando-os mais como interlocutores doq ue como destinatários da catequese. 'Essa relação nutre de paixão educativa, de engenhosa criatividade, de adaptação e, ao mesmo tempo, de máximo respeito pela liberdade e amadurecimento da pessoa' (DGC 156) e por seu discernimento vocacional. A particpação ativa e criativa dos catequizandos é outro elemento importante no processo catequético. Tal participação pode manifestar-se individualmente e em grupos: na oração e na participação dos sacrametnos; nas ações litúrgicas; no empenho eclesial e social; no exercício da caridade; na promoção dos valores humanos.
A comunidade cristã é a referência concreta para que a pedagogia catequética seja eficaz. Para isso a comunidade deve ser o lugar onde se vive o Evangelho e se alimenta continuamente a adesão à proposta de Jesus. Só assim a comunidade se torna fonte, lugar e meta da catequese. Nesse crescimento catequético, a comunidade testemunha visivelmente a fé e dedica-se à formação de seus membros. No anúncio do Evangelho, mesmo de forma pública e coletiva, a comunidade não deixa de fazer contato de pessoa a pessoa, a exemplo da pedagogia de Jesus e dos apóstolos. Assim, a catequese com as crianças favorece a boa socialização. Com os jovens, a catequese constitui uma necessidade vital na formação de sua personalidae, e, com os adultos, a catequese promove um crescimento de diálogo, de partilha e de co-responsabilidade".
Fonte: Diretório nacional da catequese n. 34; 44; 172-173; 175

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"Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos,
E, até que nos encontremos, de novo...
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!"

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