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quinta-feira, 27 de junho de 2013

NOSSA SENHORA E A ARTE...COMO TUDO COMEÇOU

Era uma vez um médico, escritor e pintor chamado Lucas… Foi ele quem escreveu o Evangelho que mais fala da infância de Jesus… E quem contou pra ele? Nada menos que a própria Virgem Maria… Eles se conheceram pessoalmente e a tradição da Igreja diz que as pinturas mais antigas de Nossa Senhora que existem são de São Lucas…
Você pode dizer, olhando para uma das pinturas, que ele escreve melhor do que pinta (eheheh) , mas segundo a tradição São Lucas era grego, por isso tinha esse estilo, chamado bizantino originário da Grécia, de pintar. Essas pinturas são “Ícones”, eles são como mapas de tesouros, cheios de segredos.
No ano 1207, devido a quantidade de milagres que aconteciam diante dessas  pequenas pinturas de São Lucas, o Papa Papa Inocêncio III declarou: “Verdadeiramente a alma de Maria parece se encontrar na imagem, uma vez que é tão bonita e tão milagrosa”.
Então, nos séculos XII, XIII e XIV, os pintores fizeram diversas cópias em madeira e tela, entre elas o Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO.
 Muitas Aventuras…
Por volta de 1496, o quadro estava numa Igreja da Ilha de Creta quando um homem sem fé, um negociante que passava por ali, viu o quadro e, na esperança de vendê-lo por bom preço,o roubou e fugiu com ele pelo mar, escondendo-o entre suas mercadorias.
O quadro foi parar na casa de um romano. A própria Nossa Senhora apareceu a cada pessoa daquela família pedindo que devolvessem o quadro à uma Igreja… E nada. Dá para acreditar?! É que a mulher era cabeça dura e não queria devolver…

Por fim, a Virgem apareceu à filha menor do romano, uma menina de seis anos, e lhe disse: “Avisa à tua mãe que Santa Maria do Perpétuo Socorro quer que a tireis desta casa.”
Nossa Senhora também disse que o Icone deveria ser levado para a Igreja de São Mateus, que ficava na Via Merulana, entre as Basílicas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. E para lá o quadro finalmente foi levado em 27 de março de 1499.
Ufa! Até que enfim!!!
Como todos na cidade ficaram sabendo da história, formou-se uma grandiosa procissão acompanhada por inúmeros membros do clero e uma multidão de fiéis. Uau!!!
Durante três séculos a imagem ficou na Igreja de São Mateus e, em pouco tempo, ela se tornou uma das Igrejas mais visitadas de Roma, devido à fama dos milagres por intercessão da Virgem do Perpétuo Socorro.
Essa não… Chegou Napoleão!
Em 1798 as tropas de Napoleão Bonaparte, que não acreditava nada, invadiram Roma. Acreditra que ele espulsou o Papa Pio VI de Roma e seu exército destruiu 30 Igrejas, entre elas a de São Mateu, onde estava o Icone de Nossa Senhora? Seria o fim dele???
O milagroso quadro foi salvo por um sacerdote corajoso que o levou para a Igreja de Santo Eusébio e depois para a capela privada dos agostinianos no convento de Santa Maria in Posterula. Assim, a imagem ficou lá, escondidinha e esquecida por nada menos que meio século.
50 anos depois…
Um tal Frei Agostinho Orsetti havia sido frade na Igreja de São Mateus e sabia da história da Santa. Por volta de 1850, estando já idoso e quase cego, fez amizade com um jovem coroinha chamado Miguel Marchi e lhe contou a história. Disse: “Não te esqueças, meu filho, de que a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está em nossa capela. Era muito milagrosa. Nunca te esqueças, entendeste?”
O jovem coroinha, mais tarde o padre redentorista Miguel Marchi, não se esqueceu…
Em meados do séc. XIX, a Congregação dos Padres Redentoristas foi convidada pelo papa Pio IX a instalar em Roma sua Casa.
E adquiriram um terreno, justamente no local onde existira a Igreja de São Mateus (aquela que Napoleão destruiu, onde antes estava a imagem). Ali construíram os Padres Redentoristas um convento e a Igreja de Santo Afonso e sem que soubessem, exatamente no local onde existira outrora a Igreja de São Mateus, na qual fora venerada durante séculos a milagrosa pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
O Padre Miguel contou toda a história da imagem para o Superior Geral da Congregação e o superior pediu ao Papa Pio IX a guarda Ícone para à sua Congregação. O Papa deu aos Redentoristas a missão de difundir a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: “Fazei com que ela seja conhecida no mundo inteiro!”
Um Dia de Festa
Em 1865, numa solene procissão, cerca de 20 mil fiéis conduziram o Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro pelas ruas enfeitadas de flores até a Igreja de Santo Afonso.
Uma mulher, vendo a procissão passar, gritou da janela de sua casa: “Querida Mãe, cure meu filho ou leve-o para o Céu!” - Erguendo nos braços seu filhinho moribundo quando passava o quadro. Na mesma hora o menino ficou curado.
Pouco adiante, outra mãe pediu para curar sua filha atingida por uma paralisia total. Imediatamente a menina ganhou força nas pernas, porém, apenas o suficiente para começar a andar. Mãe e filha foram no dia seguinte à Igreja de Santo Afonso e suplicaram: “Ó Maria, terminai o que começastes!” E a menina de lá saiu completamente restabelecida.
E, graças ao zelo dos Padres Redentoristas, milhares de igrejas se erigiram em sua honra em todas as partes do mundo e até hoje temos essa linda devoção na nossa Igreja.

(Fonte) 




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Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos,
E, até que nos encontremos, de novo...
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!"

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