Seguidores

sábado, 29 de setembro de 2012

A Grandeza do Silêncio

O silêncio é doçura:

Quando não respondes às ofensas,

Quando não reclamas os teus direitos,

Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.

O silêncio é misericórdia:

Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,

Quando perdoas sem remoer o passado,

Quando não condenas, mas intercedes em segredo.

O silêncio é paciência:

Quando sofres sem te lamentares,

Quando não procuras consolação junto aos homens,

Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.

O silêncio é humildade:

Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,

Quando, na discrição, revelas dons de Deus,

Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,

Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.

O silêncio é fé:

Quando te apagas, sabendo que é Ele ( Jesus ) quem age...

Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença...

Quando te basta que só Ele te compreende.

OS ARCANJOS DE DEUS

Com alegria, comemoramos a festa de três Arcanjos neste dia: Miguel, Gabriel e Rafael. A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro pois, como São Paulo, vivemos num constante bom combate. A palavra "Arcanjo" significa "Anjo principal". E a palavra "Anjo", por sua vez, significa "mensageiro".

São Miguel
O nome do Arcanjo Miguel possui um revelador significado em hebraico: "Quem como Deus". Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus. No Antigo Testamento o profeta Daniel chama São Miguel de príncipe protetor dos judeus, enquanto que, no Novo Testamento ele é o protetor dos filhos de Deus e de sua Igreja, já que até a segunda vinda do Senhor estaremos em luta espiritual contra os vencidos, que querem nos fazer perdedores também. "Houve então um combate no Céu: Miguel e seus anjos combateram contra o dragão. Também o dragão combateu, junto com seus anjos, mas não conseguiu vencer e não se encontrou mais lugar para eles no Céu". (Apocalipse 12,7-8)

São Gabriel
O nome deste Arcanjo, citado duas vezes nas profecias de Daniel, significa "Força de Deus" ou "Deus é a minha proteção". É muito conhecido devido a sua singular missão de mensageiro, uma vez que foi ele quem anunciou o nascimento de João Batista e, principalmente, anunciou o maior fato histórico: "No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré... O anjo veio à presença de Maria e disse-lhe: 'Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus'..." a partir daí, São Lucas narra no primeiro capítulo do seu Evangelho como se deu a Encarnação.

São Rafael
Um dos sete espíritos que assistem ao Trono de Deus. Rafael aparece no Antigo Testamento no livro de Tobit. Este arcanjo de nome "Deus curou" ou "Medicina de Deus", restituiu à vista do piedoso Tobit e nos demonstra que a sua presença, bem como a de Miguel e Gabriel, é discreta, porém, amiga e importante. "Tobias foi à procura de alguém que o pudesse acompanhar e conhecesse bem o caminho. Ao sair, encontrou o anjo Rafael, em pé diante dele, mas não suspeitou que fosse um anjo de Deus" (Tob 5,4).

São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós!


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

UM GESTO DE AMOR



Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde,
entra na loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe para presente. É para minha mãe, diz com orgulho. O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo.

Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja. Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.
O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão. O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental.

Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe. Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos. Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete? Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema?

No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto. Impaciente, ele perguntou: Moço está faltando alguma coisa?
Não, respondeu o proprietário da loja é que de repente me lembrei de minha mãe. 
Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas desempregado, nunca consegui comprar nada.
Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: nem um sabonete?
O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da idéia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.

A sós, pôs-se a pensar. Como é que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o 
presente adquirido. Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: O gesto de amor!

As mais bela parábolas- Alexandre Rangel

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dez características para uma Leitura popular da Bíblia:



1. A Bíblia é reconhecida e acolhida pelo povo como Palavra de Deus. É nesta raiz ou tronco 
bem firme da fé, que enxertamos nossa vida e nossos trabalhos. 
2. Ao ler a Bíblia, trazemos à tona a vida do povo e a confrontamos com a nossa própria vida. 
Ela aparece como espelho, numa ligação profunda entre fé e vida. 
3. A partir desta nova ligação entre Bíblia e vida, os pobres fazem a descoberta, a maior de 
todas: "Se Deus esteve com aquele povo no passado, então Ele está também conosco nesta 
luta que fazemos para nos libertar. Ele escuta também o nosso clamor!" (cf. Ex 2,24; 3,7).  
4. Antigamente, a Bíblia ficava longe. Era vista como livro dos "padres". Hoje ela está mais 
perto de nós, ajudando-nos a descobrir uma experiência nova e de gratuita de Deus em nossa 
vida e em nossa história. 
5. Surgiram novas maneiras de se olhar e interpretar a Bíblia. Ela é instrumento precioso para 
fazer uma análise mais crítica da realidade que hoje vivemos.  
6. A Palavra de Deus não está só na Bíblia, mas também na vida, e de que o objetivo principal 
da leitura da Bíblia não é interpretar a Bíblia, mas sim interpretar a vida com a ajuda da 
Bíblia. 
7. A Bíblia entra por uma outra porta na vida do povo: não pela porta da imposição autoritária, 
mas sim pela porta da experiência pessoal e comunitária. Ela se faz presente não como um 
livro que impõe uma doutrina de cima para baixo, mas como uma Boa Nova que revela a 
presença libertadora de Deus na vida e na luta do povo. 

(Com base no pensamento de Carlos Mesters e Francisco Orofino) 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ANTES DE LER A BÍBLIA REZE:



Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles",
ficai conosco, aqui reunidos para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.

Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, 
para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.

Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.

Sois a vida: transformai nosso coração em terra boa, 
onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes 
de santidade e de vida.

Amém.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A LENDA DO AMOR



Era Uma vez o AMOR...
O amor morava numa casa assoalhada
de estrelas e toda enfeitada de sóis.
Mas não havia luz na casa do Amor,
Porque a luz é o próprio Amor.

E, uma vez,
O Amor queria uma casa mais linda para si.
- Que estranha mania esta do Amor!

E fez a terra.
E na terra fez a carne.
E na carne soprou a vida.
E na vida soprou a imagem de Sua semelhança.
E a chamou de homem.
E dentro do peito do homem o Amor construiu a Sua casa,
Pequenina mas palpitante,
Irrequieta, insatisfeita, como o próprio Amor.

E o Amor foi morar no coração do homem
E coube todinho lá dentro.
Porque o coração do homem foi feito do Infinito.

Uma vez...
O homem ficou com inveja do Amor.
Queria para si a casa do Amor, só para si.
Queria para si a felicidade do Amor, como se o Amor pudesse viver só.
E o homem sentiu uma fome torturante.
E comeu....
O Amor foi-se embora do coração do homem.
O homem começou a encher o seu coração:
Encheu-o com todas as riquezas da terra,
E ainda ficou vazio.
E o homem triste, derramou suor para ganhar a comida.
(Ele sempre tinha fome).
E continuava com o coração vazio.

Uma vez...
Resolveu repartir o seu coração inútil com as criaturas da terra.
O Amor soube.
Vestiu-se de carne e veio, também, receber o coração do homem.
Mas o homem reconheceu o Amor e o pregou numa cruz.

E continuou a derramar o suor para ganhar a comida.

O Amor, então, teve uma idéia:
Vestiu-se de comida, se disfarçou de Pão e ficou quietinho...
Quando o homem faminto ingeriu a comida
O Amor voltou à sua casa, no coração do homem.
E o coração do homem se encheu de plenitude.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Exame de consciência



Para você fazer uma boa confissão é preciso examinar a sua consciência, com a luz do Espírito Santo, com coragem, e nada a esconder do sacerdote, que ali representa o próprio Jesus.

1 :: Amo a Deus mais do que as coisas, as pessoas, os meus programas?

Ou será que eu tenho adorado deuses falsos, como o prazer do sexo, antes ou fora do casamento, o prazer da gula, o orgulho de aparecer, a vaidade de me exibir, de querer ser "o bom", etc.?

2 :: Eu tenho, contra a lei de Deus, buscado poder, conhecimento, riquezas, soluções para meus problemas em coisas proibidas, como: horóscopos, mapa astral, leitura de cartas, búzios, tarôs, pirâmides, cristas, espiritismo, macumba, candomblé, magia negra, invocação dos mortos, leitura das mãos, etc.? Tenho cultivado superstições? Figas, amuletos, duendes, gnomos e coisas parecidas? Procuro ouvir músicas que me influenciam provocando alienação, violência, desejo de sexo, rebeldia e depravação?

3 :: Eu rezo, confio em Deus, procuro a Igreja, participo da Santa Missa nos domingos? Eu me confesso? Comungo?

4 :: Eu leio os evangelhos, a Palavra viva de Jesus, ou será que Ele é um desconhecido para mim?

5 :: Eu respeito, amo e defendo Deus, Nossa Senhora, os Anjos, os Santos, as coisas sagradas, ou será que sou um blasfemador que age como um inimigo de Jesus?

6 :: Eu amo, honro, ajudo os meus pais, ou meus irmãos, a minha família? Ou será que eu sou "um problema a mais" dentro da minha casa? Eu faço os meus pais chorarem? Eu sou um filho que só sabe exigir e exigir? Eu minto e sou fingido com eles?

Vivo o mandamento: "Honrar pai e mãe"?

7 :: Como vai o meu namoro? Faço da minha garota um objeto de prazer para mim? Como um cigarro que eu fumo e jogo a "bita" fora? Ela (e) é uma "pessoa" com a qual quero conviver ou é apenas uma "coisa" para me dar prazer?

8 :: Eu vivo a vida sexual antes do casamento, fora do plano de Deus? Eu peco por pensamentos, palavras atos, quanto a esse assunto: Masturbação, revistas pornográficas, filmes, desfiles eróticos, roupas provocantes? Vivo o homossexualismo?

9 :: Eu respeito meu corpo e a minha saúde que são dons de Deus? Ou será que eu destruo o meu corpo, que é o templo do Espírito Santo, com a prostituição, com as drogas, as aventuras de alto risco, brigas, violências, provocações, etc.?

10 :: Sou honesto? Ou será que tapeio os outros? Engano meus pais? Pego dinheiro escondido deles? Será que eu roubei algo de alguém, mesmo que seja algo sem muito valor? Já devolvi?

11 :: Fiz mal para alguém? Feri alguém por palavras, pensamentos, atitudes, tapas, com armas? Neguei o meu perdão a alguém? Desejei vingança? Tenho ódio de alguém?

12 :: Eu falo mal dos outros? Vivo fofocando, destruindo a honra e o bom nome das pessoas? Sou caluniador e mexeriqueiro? Vivo julgando e condenando aos outros? Sou compassivo, paciente, manso? Sei perdoar, como Jesus manda?

13 :: Sou humilde, simples, prestativo, amigo de verdade?

14 :: Vivo a caridade, sei sofrer para ajudar a quem precisa de mim?

Partilho o que tenho com os irmãos ou sou egoísta?

15 :: Sou desapegado das coisas materiais, do dinheiro?

16 :: Sou guloso, vivo só para comer, ou como para viver?

17 :: Eu bebo sem controle? Deixo que o álcool destrua minha vida e desgrace a minha família?

18 :: Sou preguiçoso? Não trabalho direito? Deixo todas as minhas coisas jogadas e mal-arrumadas, se estragando?

19 :: Sinto raiva de alguém é não perdôo o mal que me fizeram? Desejo vingança contra alguém? Sou maldoso?

20:: Sou invejoso? Ciumento? Vivo desejando o mal para os outros?

Trecho do livro: Jovem, levanta-te

(FONTE)

sábado, 22 de setembro de 2012

UMA CARTA DE DEUS


PENTATEUCO, OS PRIMEIROS LIVROS DA BÍBLIA



 Penta = Cinco 
Pentateuco Palavra grega que significa 
5 livros 
Teuco = rolo, livro 

São os primeiros livros da Bíblia. Na Bíblia hebraica (judaica) o Pentateuco é chamado de “a Lei Torá”, porque é o fundamento da religião judaica. É o livro canônico (a Lei) dos judeus. 

HISTÓRIA DO PENTATEUCO: 

Na história do Pentateuco encontramos as grandes linhas da fundação do reino de Deus na terra. A formação do mundo, da humanidade e do povo escolhido por Deus. As leis contidas foram sendo escritas durante cinco séculos, reformulando, adaptando e atualizando tradições mais antigas, que vieram desde os tempos de Moisés. 

Mostra a Revelação gradativa de Deus aos homens. Deus se revelando aos patriarcas, libertando seu povo da escravidão, alimentando seu povo, conduzindo-o e criando leis. 

LIVROS DO PENTATEUCO: 

1. Gênesis - Como a Providência Divina preparou desde o princípio dos tempos, um povo especial para ser o primeiro núcleo de Seu Reino. 
Gênesis = Começo, nascimento. Fala do surgimento do mundo, da história e do povo de Deus 

Gên 1-11 - A criação do mundo e do homem por Deus 
- A história dos homens e do processo humano dominado pelo pecado. 
Gên 12-36 - História dos Patriarcas 

Gên 37-50 - História de José 

2. Êxodo - Como de fato o Reino foi fundado. Conta como Deus libertou e formar seu povo. 
Êxodo = Saída. Começa narrando a saída dos hebreus da terra do Egito, onde eram escravos. 
A mensagem do Êxodo é uma prefiguração da mensagem do Novo Testamento. 

 Êxodo - Páscoa dos hebreus, simbolismo do batismo, passagem da escravidão do Egito para a terra Prometida (O Reino de Deus estabelecido na terra); Deus liberta seu povo. 
Novo Testamento: Páscoa de Jesus, Deus na Pessoa de Jesus, liberta o homem da escravidão do pecado para uma vida nova. Estabelece uma nova e plena Aliança. 

3. Levítico - Formação de um povo santo. O povo toma conhecimento de sua natureza “santa”. 
Levítico = provém do nome Levi, a tribo de Israel que foi escolhida por Deus para exercer a função sacerdotal no meio do seu povo. 
Mensagem Central: “Sêde santos como vosso Deus é Santo” (Lev 19, 2). 

4. Números - O povo a caminho das Terra Prometida, toma conhecimento de sua organização. 
Números = Chama-se assim porque começa com um grande recenseamento do povo hebreu no deserto. Fala sobre a divisão das 12 tribos de Israel; o tabernáculo, onde ficava guardada a arca da aliança; as funções de cada um; a escolha dos levitas e sua missão de cuidar do tabernáculo; Aarão como sacerdote. 

A caminhada do povo até a terra prometida: nos fala que todo o povo de deu é peregrino e caminha para a terra prometida por Deus (a glória). A organização: mostra que, dentro do povo de Deus, as funções devem ser repartidas, mas com um único objetivo: realizar o projeto de Deus. A arca da aliança no centro: indica que, nessa caminhada, Deus está sempre presente no meio de seu povo. 

5. Deuteronômio - O povo tomou conhecimento de seu espírito baseado no amor e na obediência. A palavra grega deuteronômio significa: segunda lei. Lei de Moisés, segundo às necessidades do povo de Israel. 

Idéia Central: 

Israel viverá feliz na terra se forem fiel à aliança com Deus; se for infiel, terá a desgraça e acabará perdendo a vida. 
Mensagem: Mostra que o comportamento fundamental do homem para com Deus é o amor com todo o ser (Deut. 6, 4-9). 
“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a alma e de todas as tuas forças”. 

2. OS LIVROS HISTÓRICOS 

INTRODUÇÃO: 

Nos livros históricos encontramos a história do povo de Deus, desde a entrada na terra prometida até próximo a época de Jesus. Mostra-nos as relações entre Deus e os homens, através dos acontecimentos. 

Podemos dividir em três grupos: 
a. História deuteronomista: Josué, Juízes, Samuel, Reis. 
b. História do cronista: Crônicas 1 e 2, Esdras e Neemias. 
c. História de Pessoas como modelos de fé: Macabeus, Rute, Tobias, Judite, Ester. 

HISTÓRIA DO DEUTERONOMISTA: 

1. Josué, Juízes, Samuel, Reis - Mostraram que a história de Israel depende da atitude que o povo toma na aliança com Deus: “Se o povo é fiel à aliança, Deus lhe concede a bênção (saúde, felicidade). Se o povo é infiel, atrai para si a maldição (fracasso, doença, miséria). Esta idéia faz parte faz parte da história deuteronomista. 

Josué - Deus libertou o povo do Egito para ser livre na Terra prometida. Mas o povo teria que conquistar a Terra que Deus lhe dera. Deus concede o dom, mas não viola a liberdade e nem dispensa o esforço do homem para assumí-la em seu viver. Deus exige que o homem busque e conquiste o dom que Ele concede. Deus quer a colaboração do homem. 

Juízes - Depois das morte de Josué, as tribos se dispersaram, o povo começa a adorar deuses, consequentemente perde a liberdade e se torna escravo dos ídolos. No sofrimento toma consciência, se arrepende e suplica para que Deus lhe liberte. Deus faz surgir um juiz que reúne o povo e o conduz à liberdade. 

Samuel - O último juiz. Este sagrou o primeiro rei - Saul. Estabelecimento da monarquia sob Saul e Davi. 

Afirma que qualquer autoridade que não obedece a Deus e não serve o povo é ilegítima e má, pois ocupa o lugar de Deus para explorar e oprimir o povo. Toda autoridade vem de Deus. 

Reis - Mensagem Central: “O rei deve ser fiel a Deus e governar com sabedoria e justiça, servindo o povo que pertence a Deus”. Mas os reis são sempre infiéis e fazem o mal diante do Senhor (praticam idolatria, oprimem o povo, perseguem os profetas). Por isso o Reino do Norte (Israel) e o Reino do Sul (Judá) são levados à ruína. 

O templo e os profetas tem um papel importante nessa época. O templo - lugar da reunião do povo com Deus. Os Profetas - guardiões da consciência do povo, e os críticos da ação política dos reis. 

HISTÓRIA DO CRONISTA: 

2. Esdras e Neemias - Procuram dar as normas básicas para a sobrevivência e a organização do povo de Deus depois do exílio. 
Esdras - sacerdote conhecedor da Lei de Moisés 
Neemias - Leigo corajoso. 
As bases da reforma de Esdras e Neemias são os alicerces do judaísmo. 
Crônicas 1 e 2 - Para fundamentar essas normas, eles repensam a própria história do povo, desde o início. Com o objetivo de dirigir a atenção do povo para a esperança de Israel que se reúne: no templo e no Messias. 
Templo: onde Deus estabeleceu sua morada. 
Messias: que há de vir e cumprir as promessas feitas aos patriarcas e profetas. 

HISTÓRIA DE PESSOAS COMO MODELOS DE FÉ: 

3. Macabeus 1 e 2, Rute, Tobias, Judite, Ester 
Se apresentaram como modelos de vivência da fé diante de situações difíceis, seja de vida pessoal (Rute, Tobias), como nacional (Judite, Ester, Macabeus). 

Macabeus - Mostraram a resistência heróica de um grupo diante da dominação grega, que impõe a sua culta e religião ao povo de Israel. 

Rute - Uma história emocionante do amor de Deus, que quer gente de todas as nações formando a sua família, o seu povo. O amor de Deus é para todos. 

Tobias - A finalidade do livro é estimular e fortalecer a fidelidade e a confiança do povo nas mãos de Deus, nos valores de Israel e no seu Deus. 

Judite - É um convite à coragem. Leva o povo a louvar o verdadeiro Deus que vence os ídolos opressores.

Ester - Deus dá força e coragem e derrota o orgulho humano, fazendo vencer os oprimidos 

(FONTE)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A dor partilhada


Uma história fantástica, e simples... Para ler obrigatoriamente!!!! 


Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem, e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a refratava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram.


Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.

Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela... que dava, afinal, para uma parede de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

Moral da História: Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.
Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.

"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que lhe chamam presente."

(FONTE)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Perguntas e respostas sobre o Sacramento da Penitência



1. O que é o sacramento da Penitência?

O sacramento da Penitência, ou Reconciliação, ou Confissão, é o sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para apagar os pecados cometidos depois do Batismo. É, por conseguinte, o sacramento de nossa cura espiritual, chamado também sacramento da conversão, porque realiza sacramentalmente nosso retorno aos braços do pai depois de que nos afastamos com o pecado.

2. É possível obter o perdão dos pecados mortais sem a confissão?

Depois do Batismo não é possível obter o perdão dos pecados mortais sem a Confissão, embora seja possível antecipar o perdão com a contrição perfeita acompanhada do propósito de confessar-se.

3. E se depois de feita a constrição a pessoa  não se confessa?

Quem se comporta desta maneira comete uma falta grave. Pois todos os pecados mortais cometidos depois do batismo devem ser acusados na Confissão.

4. O que se requer para fazer uma boa confissão?

Para fazer uma boa confissão é  necessário: fazer um cuidadoso exame de consciência, arrepender-se  dos pecados cometidos e o firme propósito de não cometê-los mais (contrição), dizer os outros pecados ao sacerdote (confissão), e cumprir a penitência (satisfação).

5. O que é o exame de consciência?

O exame de consciência é a diligente busca dos pecados cometidos depois da última Confissão bem feita.

6. No exame de consciência é necessário ter exato o número dos pecados?

Dos pecados graves ou mortais é preciso acusar  também o número, porque cada pecado mortal deve ser dito na confissão.

7. O que é a dor dos pecados?

A dor dos pecados é o sincero pesar e a repulsa dos pecados cometidos.

8. De quantos tipos é a dor?

A dor é de dois tipos: dor perfeita (ou contrição) e dor imperfeita (ou atrição).

9. Quando se tem dor perfeita ou contrição?

Tem-se a dor perfeita ou contrição quando se arrepende dos próprios pecados porque se ofendeu a Deus, imensamente bom e digno de ser amado: quando a dor nasce do amor desinteressado a Deus, quer dizer, da caridade.

10. Quando se tem a dor imperfeita ou atrição?

Tem-se a dor imperfeita ou atrição quando o arrependimento, assim que inspirado pela fé, tem motivações menos nobres: por exemplo, quando nasce da consideração da desordem causada pelo pecado, ou pelo temor da condenação eterna (Inferno) e das penas que o pecador pode receber.

11. Pela dor dos pecados obtém-se imediatamente o perdão?

A dor perfeita unida ao propósito de confessar-se obtém imediatamente o perdão; a dor imperfeita só se obtém, pelo contrário,  na confissão sacramental. (Nota do portal: o Catecismo ressalta que ainda que se ache estar em contrição perfeita, que já perdoaria o pecado, deve-se receber a eucaristia apenas após realizar a confissão)

12. É necessário arrepender-se de todos os pecados cometidos?

Para a validez da confissão é suficiente arrepender-se de todos os pecados mortais, mas para o progresso espiritual é necessário arrepender-se também dos pecados veniais.

13. Um verdadeiro arrependimento requer também o propósito de abandonar o pecado?

O arrependimento certamente olha para o passado, mas implica necessariamente um empenho para o futuro com a firme vontade de não cometer jamais o pecado.

14. Pode-se ter um verdadeiro arrependimento se a gente prevê que antes ou depois tornará a cair em pecado?

A previsão do pecado futuro não impede que se tenha o propósito sincero de não cometê-lo mais, porque o propósito depende só do conhecimento que nós temos de nossa fraqueza.

15. O que é a confissão?

A confissão é a manifestação humilde e sincera dos próprios pecados al sacerdote confessor.

16. Quais pecados são obrigatórios confessar?

Estamos obrigados a confessar todos e cada um dos pecados graves, ou mortais, cometidos depois da última confissão bem feita.

17. Quais são os pecados mortais mais freqüentes?

As faltas objetivamente mortais mais freqüentes são (seguindo a ordem dos mandamentos): praticar de qualquer modo a magia; blasfemar; perder a Missa dominical ou as festas de preceitos sem um  motivo sério; tratar mau aos próprios pais ou superiores; matar ou ferir gravemente a uma pessoa inocente; procurar diretamente o aborto; procurar o prazer sexual e solitário ou com outras pessoas que não sejam o próprio cônjuge; para os cônjuges, impedir a concepção no ato conjugal; roubar alguma soma relevante, inclusive desviando ou subtraindo no trabalho; murmurar gravemente sobre o próximo ou caluniá-lo; cultivar voluntariamente pensamentos ou desejos impuros; faltar gravemente com o próprio dever;  aproximar-se da Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal; omitir voluntariamente um pecado grave na confissão.

18. Se a pessoa esquece um pecado mortal, obtém igualmente o perdão na confissão?

Se a pessoa esquecer um pecado mortal, pode obter igualmente o perdão, mas na confissão seguinte deve confessar o pecado esquecido.

19. Se a pessoa omitir voluntariamente um pecado mortal obtém o perdão dos outros pecados?

Se uma pessoa, por vergonha ou por outros motivos, omite um pecado mortal, não só não obtém nenhum perdão, mas também comete um novo pecado de sacrilégio, o de profanação de uma coisa sagrada.

20. Há obrigação de confessar os pecados veniais?

A confissão dos pecados veniais não é necessária, mas é muito útil para o progresso da vida cristã.

21. O confessor deve dar sempre a absolvição?

O confessor deve dar sempre a absolvição se o penitente estiver bem disposto, quer dizer, se estiver sinceramente arrependido de todos seus pecados mortais. Se pelo contrário, o penitente não está bem disposto, não tendo a dor ou o propósito de emenda, então o confessor não pode e não deve dar a absolvição.

22. O que deve fazer o penitente depois da absolvição?

O penitente depois da absolvição deve cumprir a penitência que lhe foi imposta e reparar os danos que seus pecados  eventualmente tiverem causado ao próximo (por exemplo, deve restituir o roubado).

23. Quais são os efeitos do sacramento da Penitência?

São a reconciliação com Deus e com a Igreja, a recuperação da graça santificante, o aumento das forças espirituais para caminhar para a perfeição, a paz e a serenidade da consciência com uma  viva consolação do espírito.

24. Como se pode superar a dificuldade que se sente para confessar-se?

Que tem dificuldades para confessar-se deve considerar que o sacramento da Penitência é um dom maravilhosos que o Senhor nos deu. No "tribunal" da Penitência o culpado jamais é condenado, mas sempre absolvido. Pois quem se confessa não se encontra com um simples homem, mas com  Jesus, o qual, presente em seu ministro, como fez um tempo com o leproso do Evangelho (Mc 1, 40ss.) também hoje nos toca ou nos cura; e, como fez com a menina que jazia morta nos toma pela mão repetindo aquelas palavras: "Talita kumi, menina,  eu te digo, levante-te!" (Mc 5, 41).

25. A confissão nos ajuda também no caminho da virtude?

A confissão é um meio extraordinariamente eficaz para progredir no caminho da perfeição. Com efeito, além de nos dar a graça "medicinal" própria do sacramento, faz-nos exercitar as virtudes fundamentais de nossa vida cristã. A humildade acima de tudo, que é a base de todo o edifício espiritual, depois a fé em Jesus Salvador e em seus méritos infinitos, a esperança do perdão e da vida eterna, o amor para Deus e para o próximo, a abertura de nosso coração à reconciliação com quem nos ofendeu. Enfim, a sinceridade, a separação do pecado e o desejo sincero de progredir espiritualmente.

(FONTE)


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

OBJETOS LITÚRGICOS


CORPORAL - Pano sagrado, de tamanho retangular, que o sacerdote desdobra no centro do altar, no começo do santo sacrifício da missa para nele descansarem o cálice com o preciosíssimo Sangue e a patena com o sacratissimo Corpo de nosso Senhor Jesus Cristo. 

MANUSTÉRGIO - Toalha com que o sacerdote enxuga as mãos, no rito do lavabo, após ter apresentado e incensado as substâncias litúrgicas, pão e vinho, para o santo sacrifício da missa.

PALA - Paninho sagrado fixo sobre o papelão, servindo para cobrir o cálice durante o santo sacrifício da missa.

SANGUINHO - Chamado também de sanguíneo. É um pano sagrado de forma retangular, com o qual o sacerdote, depois da comunhão com o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo e da purificação, seca o cálice e, se for preciso, a boca e os dedos.

VÉU DE ÂMBULA - Pequeno véu de seda branca ou de ouro ou de prata , o mais digno e rico possível, que cobre a âmbula quando esta encerram o Sacratissimo Corpo de Nosso Senhor. 

ÂMBULA, CIBÓRIO OU PÍXIDE - É um vaso sagrado parecido com o cálice, porém contém algumas diferenças. Sua copa é mais larga e fechada com uma tampinha acimada de cruzinha. Como o cálice, sua copa deve ser de ouro ou de prata dourada em seu interior. É usado para a conservação das Sagradas Reservas Eucarísticas para a ocasião  da comunhão dos fieis no santo sacrifício da missa.

CÁLICE - O cálice é um vaso sagrado, de instituição divina, no qual se faz a consagração do vinho no Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Santa Igreja Católica determinou que sua copa deve ser de ouro ou pelo menos de prata, dourado em seu interior. Quanto ao pé, se não puder ser de ouro ou de prata, pode ser de material menos precioso.

CALDEIRINHA E ASPERSÓRIO - A caldeirinha é um pequeno vaso portátil, usado para se colocar a água benta para a aspersão. Já o aspersório ou hissope é uma pequena haste com o qual o sacerdote  asperge a assembleia ou objetos. Na  sagrada liturgia são inseparáveis.

CASTIÇAL - Utensílio usado para suporte de apenas uma vela. Sobre o altar, deve sempre estar com a devida estética litúrgica.

CANDELABRO - Grande castiçal, com várias ramificações, a cada uma das quais corresponde um foco de luz.

PATENA - A patena é também  um vaso sagrado em forma de "pratinho" que serve para cobrir o cálice e receber o Santíssimo Sacramento. Como o cálice, deve ser de ouro ou de prata dourado em seu interior. 

BACIA E JARRA - A bacia serve para concentrar a água usada pelo sacerdote após ter lavado suas mãos no rito do lavabo. A jarra contém a água necessária para o rito. Lembra - nos da santidade e pureza com que se deve oferecer o augusto mistério, segundo exprimem o salmo xxv : " Lavo minhas mãos em sinal de inocência, para andar em torno de Teu altar ó Senhor."   ( Sal XXV - VI )

CÍRIO PASCAL - Vela grande, que é abençoada solenemente na Vigília Pascal, "mãe de todas as vigílias", no Sábado Santo e que permanece acesa nas celebrações litúrgicas até o Domingo de Pentecostes. Acende-se também nas celebrações do Batismo.

CRUZ PROCISSIONAL -    É uma cruz alta com haste e crucifixo, usada para guiar, isto é, ir à frente das procissões litúrgicas. É levada pelo cruciferário.

VELAS - As velas comuns, porém de bom gosto, que se colocam sobre os castiçais no altar, geralmente em número de duas ou com a devida estética litúrgica.

OSTENSÓRIO - É um objeto de ourivesaria destinado a expor o Santíssimo Sacramento à adoração dos fieis. O ostensório primitivo era uma caixinha que se ajeitava com um pé e tinha forma de esfera, cilindro ou torre. Mais tarde, deu-se-lhe maior dimensão e mais magnificência; é uma espécie de sol  de ouro, cercado de raios em cujo o centro esta em toda Sua glória e majestade  o Santíssimo Senhor Jesus.

CUSTÓDIA - É chamado de custódia ou luneta o escrínio interior, que encerra o Santíssimo Sacramento. Deve ser de ouro ou de prata dourada; as faces são de vidro ou cristal transparente, para que se possa ser Adorado, pelos fieis, o Sacratissimo Corpo de Deus Sacramentado. 

GALHETAS - São garrafinhas, de vidro ou cristal, usados para a conservação do vinho e da água que deverão ser usados para o santo sacrifício da missa; repousam em um pratinho de salva, que pode ser de metal branco ou dourado.


HÓSTIA - Também chamada de hóstia magna, maior. É uma substância litúrgica, usada de matéria para o  santo sacrifício da missa. Depois da santa transubstanciação será o Sacratissimo Corpo de Nosso Senhor. É destinada para a comunhão do sacerdote.

PARTÍCULA - O mesmo que hóstia, porém em tamanho menor e destinada, geralmente, à comunhão dos fiéis.

RESERVAS EUCARÍSTICAS - Nome dado ao Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, conservado no cibório, encerrado no tabernáculo. Essas "reservas" são destinadas , sobre-tudo á comunhão dos fieis, e pra serem levadas aos enfermos.

INCENSO - É uma resina aromática, produzida por  várias árvores. Queimado diante de Deus, significa: 1. a adoração, o aniquilamento das criaturas perante o Criador; 2. a oração que sobe ao céu como a fumaça do incenso; 3. pelo aroma que se espalha nas igrejas, simboliza as graças de Deus destinada à santificação das almas.

NAVETA - É um pequeno vaso (em forma de nave) que se encerra o incenso destinado a queimar-se no turibulo. Tem a forma de nave pois os melhores incensos eram trazidos do oriente, naquele tempo, em  navios.

TECA - Vaso sagrado pequeno  parecendo um "estojo", geralmente de ouro ou de prata dourado em seu interior. É usada para conservação das reservas eucarísticas destinadas, principalmente aos enfermos.  

TURÍBULO - Turíbulo é um vaso de metal suspenso de correntes delgadas empregadas para se queimar e oferecer incenso nas celebrações litúrgicas.

MATRACA - Instrumento de madeira firmado por tabuinhas movediças que se agitam manualmente durante as cerimonias quaresmais.

ESTANTE -  Serve para acomodar o Missal; é colocado sobre o Altar para que o sacerdote acompanhe os ritos das celebrações litúrgicas.
IHS - Monograma do nome de Jesus Cristo.Desde o século terceiro, o nome de nosso Salvador vem sido ocasionalmente abreviados. No Final da Idade média, IHS se converteu em um símbolo, assim como o chi-rho durante o período Constantino.IHS se converteu em característica iconográfica adaptada por São Vicente Ferrer e por São Bernardino de Siena, Santo missionário, que ao final de seus sermões acostumava exibir devotamente este monograma em sua audiência. mas é de forma errônea como "Jesus Hominum (o Hierosolymae) Salvator,\" Jesus O Salvador dos Homens(Ou de Jerusalém = Hierosolyma).

ALFA E ÔMEGA - Primeira e última letra do alfabeto grego. No Cristianismo aplicam-se a Cristo, princípio e fim de todas as coisas.

TRIÂNGULO - Com seus três ângulos iguais (equilátero), o triângulo simboliza a Santíssima Trindade. É um símbolo não muito conhecido pelo nosso povo.

INRI - São as iniciais das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex Iudaerum, que querem dizer: Jesus Nazareno Rei dos Judeus, mandadas colocar por Pilatos na crucifixão de Jesus (Cf. Jo 19,19). 

XP - Estas letras, do alfabeto grego, correspondem em português a C e R. Unidas, formam as iniciais da palavra CRISTÓS (Cristo). Esta significação simbólica é, porém, ignorada por muitos. 
Vestes Liturgicas -  São os paramentos usados pelo sacerdote nas sagradas funções liturgicas. São elas:


ALVA - É uma túnica de linho ampla, caindo sobre os calcanhares como a batina e adornada com bordados mais ou menos ricos. Essa parte do vestuário é símbolo da "inocência".

BATINA OU HABITO -   Veste talar dos abades, padres e religiosos, cujo uso diário é aconselhado pelo Vaticano. Alguns sacerdotes fazem o uso do Clerical ou "Clericman" como meio de identificação,  sendo esta uma peça única de vestuário, ou seja, um colarinho circular  que envolve o pescoço  com uma pequena faixa  branca central. 

TÚNICA - O mesmo que alva, com uma diferença, tem o colar mais apertado, conforme o pescoço do ministro.

AMICTO - É um pano quadrado, servindo para cobrir o pescoço e os ombros. O amicto é uma proteção e simboliza o "capacete da salvação".

CASULA - É a  último paramento que o sacerdote usa,  por cima de todas as outras. Tem, geralmente, atrás,  uma grande Cruz ou o simbolo IHS. Casula, em latim, significa "pequena casa".  Recorda a túnica inconsútil de Nosso Senhor, tecida, segundo a tradição, por Nossa Senhora. No Calvário,  os soldados  não  quiseram retalhá-la, mas sortearam-na entre si.  Simboliza o "suave jugo da Lei de Deus" que devemos levar, e que  se torna  leve  para as almas generosas.  Ao vesti-la, o sacerdote reza: "Ó  Senhor, que dissestes: ' o meu jugo  é suave  e o meu fardo é leve' (Mt 11, 30); fazei que eu possa levar a minha cruz de tal modo que possa merecer a vossa  graça". 

ESTOLA - A estola ( do latim stola, vestuário ). Desde o século IV, tornou-se  adorno que se põe nos ombros, caindo na frente, em duas partes semelhantes. A estola é feita do mesmo tecido da casula.

CAPA PLUVIAL - Capa longa, que o sacerdote usa ao dar a bênção do Santíssimo Sacramento ou ao conduzi-lo nas procissões eucaristicas. Usa-se também no rito de aspersão.

CÍNGULO -  É  um cordão  branco ou da cor dos  paramentos, com que o sacerdote se cinge  à cintura. Os antigos o usavam para maior comodidade,  a  fim de que a alva, comprida,  não os estorvasse nos trabalhos  ou nas longas  caminhadas. Recorda as cordas  com que  Jesus  foi atado pelos  algozes. Ao cingir-se  com o cíngulo, o sacerdote reza:  "Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da pureza e  extingui em meu coração o fogo da concupiscência, para que floresça em meu  coração a virtude da caridade".  É sinal de castidade. 

VÉU UMERAL - Chama-se também véu de ombros. Manto retangular, de cor dourada, usado pelo sacerdote na bênção solene do Santíssimo Sacramento.

DALMÁTICA - Veste própria do diácono. É colocada sobre a alva e a estola.

MANIPULO - É  uma faixa de pano, do mesmo  tecido e  cor da casula.  É  preso ao braço esquerdo. Antigamente, servia para limpar o pó ou suor da fronte  durante as caminhadas e  trabalhos, ou ainda, com suas dobras,  fazia-se  as  vezes de  algibeira. Recorda as  cordas com que Jesus  foi manietado. Simboliza o amor ao trabalho, ao sacrifício e  às  boas  obras. Ao  acomodá-la ao braço, o sacerdote reza: "Que eu mereça,  Senhor, trazer este manípulo de dor e  penitência, para que possa, com alegria, receber os prêmios dos meus trabalhos".
As cores dizem respeito à toalha do altar e do ambão e às vestes litúrgicas. São elas:


BRANCO - Simboliza a vitória, a paz, a alma pura, a alegria. Usa-se: na Quinta-feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, em todo o Tempo Pascal, no Natal, no Tempo do Natal, nas festas dos santos (quando não mártires) e nas festas do Senhor (exceto as da Paixão). É a cor predominante da ressurreição.

VERMELHO - Simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. É usado: no Domingo
de Ramos e da Paixão, na Sexta-Feira da Paixão, no Domingo de Pentecostes, nas festas dos apóstolos, dos santos mártires e dos evangelistas.

VERDE - É a cor da esperança. Usa-se no Tempo Comum. (Quando no TC se celebra uma festa do Senhor ou dos santos, usa-se então a cor da festa).

ROXO - Simboliza a penitência. Usa-se no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode-se também usar nos ofícios e missas pelos mortos. (Quanto ao Advento, está havendo uma tendência a se usar o violeta, em vez do roxo, para distinguí-lo da Quaresma, pois Advento é tempo de feliz expectativa e de esperança, num viver sóbrio, e não de penitência, como a Quaresma).

PRETO - É símbolo de luto. Pode ser usado nas missas pelos mortos, mas nessas celebrações pode-se usar também o branco, dando-se então ênfase não à dor, mas à ressurreição.

ROSA - Simboliza também a alegria. Pode ser usado no 3º Domingo do Advento, chamado "Gaudete" , e no 4º Domingo da Quaresma, chamado aqui "Laetare", ambos domingos da alegria. 
Na liturgia toda a pessoa é chamada a participar. Sentido, corpo, espírito.
Assim, os gestos corporais são também vivamente litúrgicos. E como no corpo humano cada membro tem uma função própria, a serviço, porém, de todo o corpo, assim, na liturgia, cada gesto do corpo recebe um simbolismo próprio, a serviço de todo o ato celebrativo.

Assim, temos:

AS MÃOS - Que ora se erguem em louvor; ora se estendem em abertura e oferecimento; ora se elevam em súplica; ora se juntam em recolhimento; ora se abrem em oferta. Também se faz a imposição de mãos nas ordenações. 

OS PÉS - Não só caminham nas procissões litúrgicas, em sentido simbólico de peregrinação, como também se prestam para o ritmo de danças. Na missa da Quinta-Feira Santa são lavados em memória do mandamento novo da última Ceia do Senhor com seus discípulos. Podemos pensar nos pés do Cristo Peregrino, nas estradas difíceis da Palestina, identificados com os nossos pés, na difícil caminhada de nossa vida.

OS OLHOS - Na leitura eucarística, principalmente, os olhos devem ver, enxergar, contemplar. Aqui o mistério é "visto". Daí, a atenção que se requer para os movimentos litúrgicos que se realizam no altar.

OS OUVIDOS - Na Liturgia da Palavra, nosso sentido auditivo é chamado a participar mais vivamente. Trata-se de ouvir, como no Antigo Testamento: "Ouve Israel...", a oração judaica mais preciosa (o Xemá judaico, no convite de Dt 6,4).

OUTROS MOVIMENTOS E GESTOS CORPORAIS - Podemos falar ainda: de ajoelhar-se, de prostrar-se, de sentar-se, de ficar de pé, como também de persignar-se, de traçar o sinal da cruz. Ainda falamos de genuflexão, do gesto sereno da vênia, este como reverência diante do Santíssimo e de autoridades eclesiásticas.
Atente-se pelo fato de a posição "de pé", na liturgia, ser a mais expressiva, por indicar prontidão e nos revelar a atitude de ressuscitados.
É como Cristo se mostra depois da ressurreição (Cf. Jo 20,14; 21,4; Ap 5,6).
A ÁGUA - A água simboliza a vida (remete-nos sobretudo ao nosso batismo, onde renascemos para uma vida nova). Pode simbolizar também a morte (enquanto por ela morremos para o pecado). Nesse sentido, ela é mãe e sepulcro, de acordo com os Santos Padres. (Ver a referência litúrgica do nº 67, em que se fala da água, nos ritos do Batismo, do Lavabo e do "asperges").

O FOGO - O fogo ora queima, ora aquece, ora brilha, ora purifica. Está presente na liturgia da Vigília Pascal do Sábado Santo e nas incensações, como as brasas nos turíbulos. O fogo pode multiplicar-se indefinidamente. Daí, sua forte expressão simbólica. É símbolo sobretudo da ação do Espírito Santo (Cf. Eclo 48,1; Lc 3,16; 12,49; At 2,3; 1Ts 5,19), e do próprio Deus, como fogo devorador (Cf. Ex 24,17; Is 33,14; Hb 12,29).

A LUZ - A luz brilha, em oposição às trevas, e mesmo no plano natural é necessária à vida, como a luz do sol. Ela mostra o caminho ao peregrino errante. A luz produz harmonia e projeta a paz. Como o fogo, pode multiplicar-se indefinidamente. Uma pequenina chama pode estender-se a um número infinito de chamas e destruir, assim, a mais espessa nuvem de trevas. É o símbolo mais expressivo do Cristo Vivo, como no Círio Pascal. A luz e, pois, a expressão mais viva da ressurreição.

O PÃO E O VINHO - Símbolos do alimento humano. Trigo moído e uva espremida, sinais do sacrifício da natureza, em favor dos homens. Elementos tomados por Cristo para significarem o seu próprio sacrifício redentor.

O INCENSO - Como se falou no número 33, com sua especificidade aromática. Sua fumaça simboliza, pois, a oração dos santos, que sobe a Deus, ora como louvor, ora como súplica (Cf. Sl 140(141)2; Ap 8,4). 

O ÓLEO - Temos na liturgia os óleos dos Catecúmenos, do Crisma e dos Enfermos, usados liturgicamente nos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Nos três sacramentos, trata-se do gesto litúrgico da unção. Aqui vemos que o objeto - no caso, o óleo - além de ele próprio ser um símbolo, faz nascer uma ação, isto é, o gesto simbólico de ungir.
Tal também acontece com a água: ela supõe e cria o banho lustral, de purificação, como nos ritos do Batismo e do "lavabo" (abluções), e do "asperges", este em sentido duplo: na missa, como rito penitencial, e na Vigília do Sábado Santo, como memória pascal de nosso Batismo. A esses gestos litúrgicos e tantos outros, podemos chamar de "símbolos rituais".
A unção com o óleo atravessa toda a história do Antigo Testamento, na consagração de reis, profetas e sacerdotes, e culmina no Novo Testamento, com a unção misteriosa de Cristo, o verdadeiro Ungido de Deus (Cf. Is 61,1; Lc 4,18). A palavra Cristo significa, pois, ungido. No caso, o Ungido, por excelência.

AS CINZAS - As cinzas, principalmente na celebração da Quarta-Feira de Cinzas, são para nós sinal de penitência, de humildade e de reconhecimento de nossa natureza mortal. Mas estas mesmas cinzas estão intimamente ligadas ao Mistério Pascal. Não nos esqueçamos de que elas são fruto das palmas do Domingo de Ramos do ano anterior, geralmente queimadas na Quaresma, para o rito quaresmal das cinzas.

Encerrando esse pequeno subsídio, guardemos então que toda a liturgia é ação simbólica. Assim, poderíamos ainda falar: do templo, da assembléia, dos sinos, do jejum, da esmola, das bênçãos, da ceia, da coroa do Advento, da palma, das flores, do anel, do canto, do abraço, da música, do cordeiro, da hóstia, dos ícones, do confessionário, do batistério, da arte sacra (em toda a sua vasta extensão) etc., como também, ainda, de tudo aquilo que diz respeito aos sentidos, tais como: olfato: o cheiro do incenso e das flores; paladar: o gosto do pão e do vinho; tato: o toque, seja na imposição de mãos de ritos sagrados, seja nas mãos que se unem às dos irmãos, seja no toque de coisas sagradas; visão e audição: como se falou nos nºs. 59 e 60 deste trabalho etc..
Enfim, é todo um universo simbólico, que nos convida a mergulhar cada vez mais no mistério infinito do amor de Deus.
ALFAIAS LITÚRGICAS - Nome que se dá ao conjunto dos objetos litúrgicos usados nas celebrações. Deve-se também considerar aqui a Arte Sacra, que se estende, por sua vez, a tudo o que diz respeito ao culto e ao uso sagrado.

"Com especial zelo a Igreja cuidou que as sagradas alfaias servissem digna e belamente ao decoro do culto, admitindo aquelas mudanças ou na matéria, ou na forma, ou na ornamentação que o progresso da técnica da arte trouxe no decorrer dos tempos" (SC 122c).

Aqui, pode-se ver como a reforma conciliar do Vaticano II se preocupa com a dignidade das coisas sagradas. Templo, altar, sacrário, imagens, livros litúrgicos, vestes e paramentos, e todos os objetos devem, pois, manifestar a dignidade do culto, que, como expressão viva de fé, identifica-se com a natureza de Deus, a quem o povo, congregado pelo Filho e na luz do Espírito Santo, adora "em espírito e verdade" (Cf. Jo 4,23-24).  
MISSAL -  É o livro sagrado que traz as orações do santo sacrifício da missa para o serviço do sacerdote que celebra. O missal atual foi revisto depois  do Concílio Ecumênico Vaticano II, aprovado por Sua Santidade o Papa Paulo VI .
LECIONÁRIO Livro que contém as leituras para as santas celebrações. São três:

I - Lecionário dominical - Contém as leituras dos domingos e de algumas solenidades e festas.

II - Lecionário semanal - Contém as leituras dos dias de semana. A primeira leitura e o salmo responsorial estão classificados por ano par e ímpar. O evangelho é sempre o mesmo para os dois anos.

III - Lecionário santoral - Contém as leituras para as celebrações dos santos. Nele também constam as leituras para uso na administração de sacramentos e para diversas circunstâncias.

EVANGELIÁRIO - É o livro que contém os texto do evangelho para as celebrações dominicais e para as grandes solenidades. 
ALTAR - Altar, em geral, é o lugar onde se oferece o santo sacrifício à Deus. Para a santa igreja catolica, o altar é uma espécie de mesa retngular, feita de pedra ou de madeira, lembrando  a mesa do cenáculo onda o Senhor Jesus instituiu o sacramento de Seu Sacrossanto Corpo e Preciosíssimo Sangue.
AMBÃO - Chama-se também Mesa da Palavra. É a estante de onde se proclama a palavra de Deus. Não deve ser confundida com a estante do comentador e do animador do canto. Esta não deve ter o mesmo destaque do ambão.
CREDÊNCIA - É uma mesinha que fica perto do altar, do lado da epístola, onde se coloca os vasos sagrados.
colo




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sacramentos II Parte


Batismo

Pelo sacramento do Batismo celebramos o nascimento para a vida nova de Jesus Cristo. Somos colocados no Mistério de Cristo (Rom 6, 3-4), e começa em nós a vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Assim como Cristo morreu e ressuscitou, nós também morremos com Cristo e com Ele nascemos para a vida nova (Jo 1, 15). São Paulo nos diz: "Com Cristo morremos para o pecado e com Ele nascemos para a vida nova" (Rom 6, 2-4).

E nos tornamos filhos de Deus em Jesus, pessoas novas. Deus nos renasce em Jesus para sermos filhos e irmãos uns dos outros. Por isso o Batismo nos coloca na comunidade. Somos Igreja. Nessa comunidade todos se esforçam para viver no amor que é a vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Essa é a vida eterna que tanto desejamos e que agora começa e deverá se desenvolver mais em nós.

Deus nos liberta enquanto, pelo Batismo, nos comprometemos com o próprio Deus, com as pessoas e com as realidades humanas, não somente para vivermos a vida de Deus, mas para descobrirmos e denunciarmos em nós o pecado, as situações de pecado e aquilo que gera o pecado impedindo-nos de nos realizarmos como gente e vivermos o Evangelho. Todos nós somos então missionários e apóstolos no meio do povo. Somos Igreja, Povo de Deus, marcados por um sinal especial do seu amor para vivermos no mundo como homens novos segundo o projeto com Deus pelo Espírito Santo no amor dos irmãos.

A água que usamos no Batismo tem o sentido de vida. Nós batizados vivemos a vida de Deus, vida que é libertação. Na medida em que vivemos essa vida dia a dia, vamos descobrindo tanto a realidade de Deus que é vivo em nosso meio, como as situações de pecado. Isso nos leva a tomar posição para transformar, libertar e fazer o Reino de Deus presente no mundo.

A comunidade, que nos recebe, caminha conosco. Por isso nos prepara para o Batismo nosso e de nossos filhos através de um "Curso de Batismo". A gente precisa entender e acreditar no que realiza a comunidade presidida pelo sacerdote, pelo diácono ou ministro especial do Batismo.

Todos somos responsáveis e temos de dar bom exemplo de vida e de compromisso na comunidade aos que foram batizados ou são nosso afilhados. Às vezes alguns pensam que a pessoa não foi bem batizada por isso está doente ou dá trabalho. Isso não é verdade. É mais certo dizer que os pais e padrinhos não deram bom exemplo e não souberam educar na fé, por isso o filho ou afilhado não é boa pessoa. O importante é o que a comunidade realiza, a Fé que nos leva a aceitar Jesus e seu programa de vida. Devemos viver a vida nova de Deus mesmo que tenhamos de nos sacrificar até o fim.

A Crisma

Jesus passou três anos mostrando com palavras e obras que Deus é Pai e que seu Reino é de Amor, de Fraternidade, de Perdão e de Justiça. Os apóstolos escutavam, mas não entendiam muito bem. Um dia eles receberam o Espírito Santo que lhes deu o entendimento de tudo, da vida e das palavras de Jesus. Eles ficaram corajosos e começaram a fazer pregações, ensinando as coisas de Deus e começaram a viver com Jesus viveu.

O sacramento da Crisma é a confirmação na Fé. Nós recebemos a graça de Deus no Batismo. A vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo está em nós; agora recebemos a confirmação dessa vida e uma presença nova do Espírito Santo que nos dá força e coragem para vivermos nosso compromisso com Deus e com os irmãos, mesmo que custe sacrifícios (Atos 8, 4-25; 19. 1-7)

O Espírito Santo nos santifica e faz de nós missionários. Nós seremos sinais e testemunhas de Deus no mundo e levaremos a todos a Palavra de Jesus, anunciando o plano de Deus de viver conosco e nossa realização plena de pessoa humana em Jesus, e denunciando com coragem e com a própria vida tudo o que está destruindo a gente e impedindo de vivermos dignamente.

Recebemos esse sacramento quando formos adultos e estivermos prontos para enfrentar a vida. O Espírito Santo nos ensinará a viver no amor de Deus e dos irmãos, nos ensinará todas as coisas (Jo 16, 13), nos confirmará como filhos de Deus e nos reunirá na comunidade, onde somos irmãos de todos em Jesus.

A Eucaristia

Jesus ao celebrar a última Ceia em sua vida, depois de Ter comido o cordeiro e de Ter dado uma grande lição de humildade e de amor lavando os pés dos apóstolos, pegou o pão, deu graças ao Pai, dividiu o pão entre os apóstolos dizendo: "Tomai e comei , isto é o meu Corpo". E o mesmo fez com o vinho dizendo que era seu sangue a ser derramado como sinal da Aliança do amor de Deus com todas as pessoas. E terminou dizendo: "Fazei isso em minha memória" (Mt 26, 26-29; Mc 14, 22-25) Lc 22, 19-20).

Jesus se deu a nós em forma de alimento e mandou que fizéssemos isso para anunciar cada vez a sua vida e morte e proclamar sua ressurreição. Ele criou esse modo de se oferecer ao Pai e de permanecer conosco como companheiro, alimento e força de libertação. É um mistério da Fé. Deus nos amou demais e quis ficar conosco num sinal de comida e bebida (Jo 6, 32-40).

Cada vez que a comunidade realiza esse gesto, revive esse acontecimento; ela renova o mistério de Jesus e o faz presente, vivo e verdadeiro entre nós (1Cor 11, 23-26).

É através dessa presença que Jesus nos dá força para vivermos como criaturas novas, sempre recriando em nós o homem e fazendo que tenhamos os mesmos sentimentos de Jesus. Nesse mistério é que a comunidade encontra seu mais forte ponto de união e o ponto mais alto de sua vida. Ela celebra a vida, o amor e nos transforma em Cristos vivos, sinais de amor de Deus que salva.

Essa participação em Jesus da vida de Deus exige de nós uma mudança total de vida e uma abertura para o irmão. Isso faz de nós mais ainda filhos de Deus e comunidade de salvação que caminha no seguimento de Jesus. Essa renovação da vida, morte e ressurreição de Jesus, onde Ele se oferece como sacrifício ao Pai, e como alimento para nós, acontece na Missa.

Nessa celebração da comunidade, que é a missa, Jesus se oferece ao Pai e se dá a nós na Palavra que ouvimos e refletimos - e na Comunhão como alimento de vida eterna. Por isso mesmo a gente participa da missa. Não é uma obrigação, mas é uma oportunidade de nos amarmos mais. É ai que a vida da gente ganha novo sentido e aí nos renovamos.

Quem quiser comungar bem precisa:

Saber e acreditar que está recebendo Jesus vivo.

Estar em paz consigo mesmo e com os outros, mesmo tendo problemas e dificuldades de cada dia.

Evitar comidas sólidas e bebidas alcoólicas uma hora antes da comunhão. Água e remédios não impedem a comunhão. Aprender o modo de comungar de sua comunidade.

Reconciliação e Penitência (Confissão)

Deus, que é Pai, fez o plano de viver com a pessoa humana. Acontece que a gente se desvia desse plano, recusa a felicidade de viver com Deus e viver à maneira de Jesus. É a realidade do pecado. Apesar do Batismo fazer renascer em nós o homem novo e nos colocar novamente em Deus, nós muitas vezes preferimos fazer tudo do nosso modo e segundo o nosso pensamento. É assim que voltamos a pecar, nos enganamos e acabamos fazendo o mal para nós e para os outros. Ficamos assim num desencontro com Deus, conosco mesmo, com a comunidade e com o mundo.

A consciência de termos errado nos leva a procurar corrigir nosso erro, dar nova direção à nossa vida e a voltar para a comunidade onde nos encontramos com Deus. O sacramento pelo qual Deus nos perdoa e somos recebidos novamente na comunidade se chama: Reconciliação e Penitência. É o Cristo vivo na Igreja-Comunidade que nos perdoa e nos reconcilia com Deus, conosco mesmo, com a comunidade e com o mundo. Esse gesto de amor nos dá a paz e a certeza da vida de Deus em nós e a vida na fraternidade de Jesus que é a comunidade.

Em qualquer celebração do perdão, seja na celebração comunitária, seja na confissão individual com o sacerdote-representante de Jesus e da comunidade, damos nova direção a nossa vida, reconquistamos a nós mesmos, a vida de Deus e voltamos a ocupar nosso lugar na comunidade. É o sacramento da misericórdia, do perdão e da alegria. Jesus veio salvar os pecadores e nos libertar de nossa própria maldade.

Como fazer uma boa confissão

- Olhe sua vida e olhe o Evangelho. Como pensamos e agimos diferentemente daquilo que Jesus fez e ensinou. É o exame de consciência.

- Quem ama, vê seus erros, as conseqüências deles para si e para os outros. Tem vontade de se corrigir e recomeçar, porque entende que precisa viver no amor.

- É uma conversão. Uma mudança de atitude para se unir mais com Deus e com os irmãos, para assumir a vida e os compromissos cristãos. É renovar-se no Espírito de Jesus.

- Apresente-se à comunidade. Ela, em nome de Jesus, através de seu representante que é o sacerdote, o renova na graça do perdão.

- A revelação de pecados, é uma renovada manifestação perante a comunidade da misericórdia e da fidelidade de Deus que nos ama gratuitamente.

A Ordem

Cada um de nós recebeu de Deus dons especiais para exercermos um serviço na comunidade (1 Cor 12, 4ss). São os carismas, graças do Espírito Santo para o proveito de todos. O professor ensina, o médico exerce seu serviço, quem sabe aconselhar ajuda os outros, etc. Há também diversos ministérios, serviços especiais na comunidade: os que ensinam a Palavra de Deus, levam conforto aos doentes, os que zelam pelos pobres, os catequistas.

Mas há também um ministério especial. Deus chama, através da comunidade, algumas pessoas e lhes dá o poder de falar e agir em nome, no lugar e na força de Jesus. Assim ele se torna ministro para um serviço muito especial na comunidade. É o sacerdote, ou como costumamos dizer: o Padre. Pelo sacramento da Ordem, ele é marcado por Deus e vai exercer esse serviço em nome da comunidade. Ele participa do sacerdócio de Jesus que se oferece continuamente ao Pai para a salvação de todos.

O sacerdote é escolhido entre os homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus para oferecer dons e sacrifícios, para nos dar a graça que é Jesus, para nos ensinar sua Palavra e orientar a comunidade. Como Jesus, ele se oferece a Deus Pai e aos irmãos num gesto de amor que realiza uma presença especial de Deus entre nós.

Na comunidade, cada um de nós tem que rezar e valorizar seus sacerdotes. Bem como ajudar aqueles que se preparam para essa missão. Como homem, ele é também cercado de fraquezas e por isso precisamos apoiá-lo caminhar com ele na amizade e na oração. Eles precisam sentir nosso carinho e nosso amor. Ele também é da nossa comunidade.

O Matrimônio

O Matrimônio é um sacramento que celebra o amor que naturalmente brota entre um homem e uma mulher. É um projeto de fidelidade para sempre. É uma vocação. Deus os chama para serem uma comunidade familiar pelo serviço no amor.

Por amar muito, uma pessoa se dá a outra e se preocupa em construir na pessoa do outro a pessoa humana feliz à maneira de Jesus. E os dois juntos se tornam sinal de Deus e presença de salvação (Ef 5, 25-33). Esse sacramento é realizado pelas pessoas que se casam. Um juramento de amor por toda a vida, uma entrega de sua própria pessoa.

A realização desse sacramento se faz num caminhar lento, no dia-a-dia. A Bíblia fala que "os dois serão uma só carne, um só coração, uma só alma". E fiéis até o fim, os dois se entregam a essa tarefa de construção de sua própria felicidade na doação de si mesmo. O egoísmo que nos leva a pensar só em nós é o grande pecado do casamento.

Na alegria, na tristeza, fiel um ao outro, no amor dos filhos, a família é um pequeno espelho de Deus que também é uma família no amor. Deus Pai, Filho e Espírito Santo. É a pequena igreja doméstica, sinal e presença de salvação no mundo.

Uma família que reza, permanece na união. Somente cultivando uma vida cristã e piedosa é que a família consegue superar todas as dificuldades da vida moderna e não crer nas idéias erradas espalhadas no mundo de hoje.

O Deus que abençoou o início e a entrega que o casal fez de si mesmo, tem que estar presente todos os dias. E o que Deus uniu e abençoou, o homem não separe (Mt 19, 3-6).

Unção dos Enfermos

O cristão sendo fiel a Deus na saúde, deve ser fiel também no sofrimento e na velhice. Esse é o sacramento que celebra esse momento. É o Cristo e a comunidade que acompanham a gente na dor, na doença, na velhice, quando então experimentamos o limite do humano em nós.

É na doença e na velhice que experimentamos à vezes a maior solidão, o desespero e sentimos a angústia de existir, de não poder agir, de pensarmos que somo inúteis. A comunidade nos dá então mais uma oportunidade de nos unirmos ao sofrimento de Jesus e com Ele vivermos essa hora renovando o mistério de sua Paixão e talvez o de sua Morte.

No sofrimento nosso, Jesus continua vivendo seu mistério de Paixão e Morte, para ressuscitar conosco. Ele aparece nessa hora como a grande esperança, nos dá o perdão dos pecados, o alívio no sofrimento e a graça de nos unirmos mais a Ele na salvação do mundo (Tiago 5, 14-15). A fé nos leva a crer no poder de Jesus que nos salva, a agradecer cada dia mais a graça da vida e a graça de poder amar.

O sofrimento não é nossa infelicidade. Ele nos revela nosso limite humano; o limite de nossa existência e nos ensina que aqui somos peregrinos a caminho do Pai.

Na doença mais grave, na velhice, podemos receber esse sacramento como força de Deus que nos dá a paz, perdoa nossos pecados, alivia nosso sofrimento, aumenta nossa fé e renova nossa esperança: Jesus é o Senhor da vida. Deus é nossa força e nosso consolo. Ele nos conduz com amor.

Devemos Ter o maior carinho com os doentes e pessoas idosas. Jesus está em cada um deles, assim vemos no Evangelho: "Estive doente e me visitaste" (Mt 25, 36 ss).