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sábado, 13 de outubro de 2012

PANQUECAS


Marcos, no auge de seus seis anos de idade, levantou-se mais cedo em uma manhã de sábado disposto a preparar uma boa surpresa para seus pais. Queria fazer panquecas para o café da manhã.

Ele pegou uma tigela e uma colher, puxou uma cadeira, abriu o armário e pegou a pesada lata de farinha. Acabou derramando toda a farinha pelo chão. Com as mãos, ele recolheu um pouco de farinha e jogou na tigela, misturando uma xícara de leite e acrescentou um pouco de açúcar, enquanto deixava no chão um rastro de todos os seus passos. Tinha também algumas pegadas de seu gatinho. Marcos estava coberto de farinha e frustrado. Ele queria preparar uma boa surpresa para sua mãe e para seu pai, mas estava estragando tudo. Ele não sabia o que fazer em seguida colocar tudo no forno ou no fogão, e ele não sabia como fazer o fogão funcionar.

De repente ele viu o gatinho lambendo a tigela com a mistura e o expulsou da cozinha, mas acabou derrubando uma cartela de ovos no chão. Freneticamente tentou limpar aquela monumental bagunça, mas escorregou nos ovos, deixando lambuzado o seu pijaminha. Foi aí que ele viu seu pai parado na porta da cozinha.

Assustado, Marcos arregalou os olhos. Tudo o que queria fazer era preparar uma boa surpresa, mas o que ele conseguiu mesmo foi uma terrível bagunça. Ele estava certo que levaria uma tremenda bronca, talvez até mesmo uma surra. Mas o seu pai apenas o olhava. Então, atravessando cuidadosamente aquela bagunça, ele apanhou o filho, o abraçou e o acariciou, sujando também o seu próprio pijama.

E é assim que somos tratados por Deus. Algumas vezes tentamos fazer algo de bom, mas erramos em algum ponto e provocamos uma tremenda bagunça. Em nosso casamento um pouco arranhado, quando insultamos um amigo, quando não executamos nosso trabalho como deveríamos, quando não cuidamos direito de nossa saúde, enfim, vivemos fazendo bagunça. Às vezes, nos colocamos em lágrimas por tudo de errado que fizemos. É quando Deus nos coloca ao colo, nos ama e nos perdoa, apesar de nossas bagunças.
Porém não é certo que, só porque não queremos fazer confusão, deixaremos de tentar fazer panquecas para Deus e para os outros.

Autor desconhecido.

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"Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos,
E, até que nos encontremos, de novo...
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!"

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