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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O GOLE D'ÁGUA


Existia um homem que vivia insatisfeito, estressado e bastante infeliz, pelo relacionamento sofrível que tinha com a esposa.

Todos os dias, ambos chegavam cansados dos seus respectivos trabalhos e o que acontecia entre os dois era um total desentendimento, desarmonia e era impossível haver diálogo.

No momento em que ele chegava em casa, normalmente já encontrava a esposa que, indignada e não menos estressada com os afazeres do dia e mais o acúmulo do “terceiro expediente”, começava a falar e a reclamar sem parar.

O marido, por sua vez, não aguentava a pressão e os dois não conseguiam se

entender. Um amigo, com o qual normalmente desabafava, aconselhou o marido a procurar um homem que era tido como uma pessoa muito boa e capaz, especialista em aconselhamento de casais.

Chegando lá, contou-lhe o seu problema coma esposa. Após ouvi-lo, o velho homem adentrou na casa e voltou com duas garrafas – uma grande e uma pequena. A garrafa maior continha um líquido transparente a menor estava vazia.

Entregou ao visitante as duas garrafas e deu-lhe a seguinte orientação: “Mantenha com você, sempre, esta garrafinha pequena por ser mais prática de carregar, cheia deste líquido que está na garrafa maior. No exato momento em que você for chegando em casa, tome um gole bem grande do líquido e fique com ele na boca, sem engolir, durante trinta minutos. Faça essa receita por dez dias consecutivos e, depois, volte aqui”.

O homem achou estranho, mas resolveu seguir à risca o que o velho havia lhe ensinado fazer. No primeiro dia sua esposa fez o de sempre: começou a falar, reclamar, soltando “cobras e lagartos” e o marido, no seu desespero de querer responder, não dizia nada.

Ao final dos trinta minutos, ele engoliu e aí… tudo o que ele queria responder, já não fazia mais sentido. Conversou outras coisas com a esposa e até dormiram juntos.

Durante todos os outros dias, repetiu a receita e lá pelo oitavo dia a esposa recebeu-o com ar de preocupação: “O que é que você tem?! Eu fico o tempo todo falando sozinha, digo, digo e digo e você… nada. Por outro lado, eu tenho sentido que estamos conseguindo conversar. O que é que está acontecendo?”.

Bem feliz agora com os resultados alcançados retornou no décimo primeiro dia à casa do velho. Lá chegando, indagou-lhe qual era o conteúdo milagroso que ele tinha lhe dado, ao que o velho respondeu: “água… com apenas um gole d’água na boca você conseguiu fazer uma coisa que é o calo de muita gente: SABER OUVIR”.

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"Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos,
E, até que nos encontremos, de novo...
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!"

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